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terça-feira, 5 de julho de 2011

Voluntariado Cristão com a família do Velejando com Deus no Projeto Macedônia

Convido a todos para assistirem o video abaixo que mostra parte do trabalho realizado por Rafael e Mariana Reis (Projeto Macedônia), juntamente com Marcio, Daniela e o pequeno Gabriel Nunciaroni (Velejando com Deus). O video mostra cenas do belíssimo trabalho que esses queridos do Senhor, realizaram nesses dias em parte do nordeste brasileiro. 


O voluntariado deles é definido pela realização do trabalho feito de boa vontade e sem interesses, sendo remunerado apenas com os benefícios à alma proporcionados pela conjugação dos verbos dar doar, principalmente, quando o sujeito do segundo verbo é também o objeto da ação, possibilitando ao mesmo doar-se. Doar-se em tempo, atenção e carinho ao próximo, servindo-o em suas necessidades, inclusive financeiras, gera nos benfeitores satisfações e sentimentos experimentados por todos aqueles que entenderam um dos ensinamentos de Jesus Cristo, que nos diz que na caminhada da vida é melhor dar do que receber, melhor ainda, quando damos àqueles que não têm como nos retribuir, pois o pagamento dessa doação será feita numa dimensão onde os sorrisos gerados são convertidos em tesouros que não podem ser roubados ou deteriorados, muito menos, desvalorizados por meio de reações inflacionárias ou qualquer outra agrura da economia atual.

O voluntariado cristão deveria estar presente na vida de todo aquele que se converte aos caminhos de Cristo. Nos dias de hoje, infelizmente, vemos o serviço voluntário sendo realizado com mais frequência apenas por alguns cristãos, os quais geralmente, já estão em um campo missionário ou em atividades constantes em suas comunidades e congregações. Temos que entender que algumas atividades são da competência de todos. Não devemos mais nos contentar com as balas e brinquedos distribuídos no dia das crianças e no Natal. Temos que fazer do suprimento das necessidades dos menos favorecidos e da pregação do Evangelho, atos comuns do nosso cotidiano.

Contudo, o trabalho é de formiguinha mesmo! Pequenos gestos como: Sorrisos trocados e olhares que se enxergam; Palestras em escolas; Instruções de higienização bucal; Escolinhas de futebol; Aulas de reforço escolar; Inclusão digital. E claro, o simples e puro anúncio do Evangelho. Atuando de forma singela, alcançando um-a-um, proporcionando encontros e conexões com as pessoas, apresentando em atos de amor a divina história de redenção que nos motiva e encoraja: A salvação da humanidade através do filho de Deus.

Seja também uma pessoa atuante onde você está! Não por ativismo, mas sim, por devoção e amor. Auxilie com seus 5 minutos ou com seus 5 tostões, não importa a forma ou o modelo, apenas entenda em Deus o(s) seu(s) talento(s) e compartilhe-o(s) com os "menores" que você (os que precisam). Não se preocupe com o tamanho e o alcance das suas obras, apenas faça. Cabe a Deus que é infinito, multiplicar os seus atos feitos nEle e por Ele.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Enxergar o outro, enxergando-se nele.


O Senhor Jesus nos ensina a primeiro sanarmos nossos machucados para assim, com uma melhor condição adquirida através do tratamento e testemunho, auxiliarmos aos que caminham com suas feridas abertas. A psicologia ensina que os defeitos que detectamos no outro, que também estão alocados em nós, sejam eles já subjugados ou não, vencidos ou não, ou apenas controlados ou não, são os que mais despertam sentimentos e inquietações. 

Ao vermos o próximo caindo em tentações que não nos atormentam mais, temos um ímpeto natural de sacudir-lhe e apontar-lhe os “tijolos amarelos” que pisamos para o escape, para que com isso, ele possa seguir o mesmo trajeto de restauração. Esse tipo de resgate tende a se tornar frustrado, principalmente, por que ignora a interpretação pessoal do outro sobre o problema apontado e o desfecho a que ele se destina.

Nem sempre, nos compete elencar as falhas alheias. Há casos, e penso eu que são a maioria, que a melhor condução é apenas apresentar ao individuo o caminho para o espelho, servindo, se muito, apenas de uma suave luz de candeia que possibilita uma melhor visualização no processo de uma autoanálise, através do testemunho do nosso caminho transpassado.

Esse tipo de ajuda inibe o rebater do outro quando este se sente criticado e numa tentativa de revide e ou defesa, contra ataca apontando os defeitos que o ajudador ainda não venceu. E com isso, invalida para si o conselho e a palavra de orientação.

Os profetas desta geração que me perdoem, mas o levantar de vozes sem as lágrimas, sem o pesar, sem o compadecer, sem o amor e principalmente, sem a percepção clara de que somos todos feitos do mesmo barro, atua apenas como um efêmero agitar de águas, que só serve para afastar os peixes da rede.

Cristo, sendo divino, mesmo em vestes de carne como nós, não conheceu o erro, o pecado ou a imperfeição. Por isso, não tinha que trabalhar com tais cuidados, mas mesmo assim, não usava de sua condição para esbofetear as pessoas com a exposição de seus pecados, apesar de seus discursos terem sempre o verbo arrepender como um dos principais protagonistas.

Mais que humildade, vejo isso como sabedoria. Sim, uma vez que a principal intenção de expor falhas é para que as mesmas sejam revistas em arrependimento e transformação, procurar apresenta-las em amor é a melhor alternativa para uma possível conversão.

Vejo também, mesmo que sendo apenas uma conjectura pessoal, que Cristo enxergava-se nas pessoas. Ao ver as pessoas, Cristo enxergava o amor do Pai por elas, e com isso, enxergava a Si mesmo, pois Ele próprio é a maior manifestação do Amor de Deus para com toda a criação.

O exercício que proponho então é este: Enxergar-nos ao enxergarmos o próximo. É ver-nos pequeninos todas as vezes que vermos o próximo sofrer por coisas banais; É ver-nos imperfeitos todas as vezes que vermos as falhas do próximo; É ver-nos corrompidos todas as vezes que vermos a corrupção no próximo. 

Este não é um exercício de apropriação de falhas alheias, tampouco de covardia ou cumplicidade permissiva. Este é um exercício de amor. Semelhante e não igual, ao de Cristo quando desceu o abismo de degraus necessários para usar as vestes humanas, nos mostrando quais tijolos da estrada não afundam, deixando pegadas de luz que atravessam os séculos até hoje, que nos guiam para o caminho da salvação. Neste caso, Jesus, o perfeito salvador, se igualou aos imperfeitos para o cumprimento do processo da redenção destes. O que proponho é  que os imperfeitos se reconheçam como tal, observando-se nas imperfeições do outro, distanciando-se da tentação do julgamento e exonerando-se do exercício indevido de fiscais e delegados de Deus.

Ao nos enxergarmos nos pecados do próximo, seremos movidos a ama-lo e ajuda-lo. Não com dedos erguidos à sua fronte, mas sim, exibindo nossas cicatrizes e feridas que ainda estão abertas. Propondo um caminho de parceria, onde possamos ser enfermeiros uns dos outros, conforme as prescrições do único médico: Jesus Cristo.

Enxergar-se enxergando o outro, seja o outro quem for.

Será que conseguiremos nos enxergar em todos os seres humanos? Nos que vivem ou não à margem da sociedade? Será que conseguiremos nos enxergar nas garotas e garotos de programa? Nos evangélicos? Nos travestis? Nos católicos? Nos corruptos? Nos pastores? Nos hereges? Nos ateus? Nos padres? Nos assassinos? Nos bandidos? Nos Ladrões? Nos religiosos? Nos Espíritas? Nos umbandistas? Nos falsos mestres? Nos muçulmanos? Nos adúlteros? Nos deficientes? Nos sãos? Nos presidiários? Nos militares? ... etc?

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Madre Teresa de Calcutá comentada no Papo de Graça

Hoje é uma data festiva e contemplativa, pelo menos pra mim, há 32 anos atrás dei meu primeiro choro. Hoje é dia de agradecer ao Senhor pelas boas dádivas que tem me dado.
Aproveito então, para postar um video de uma porção do programa Papo de Graça, da Vem & Vê TV, sobre um documentário da vida de Madre Teresa de Calcutá. Uma mulher que tem ensinado à humanidade a como servir a Cristo através do serviço ao próximo. Recomendo, de coração, a todos que chegaram até a este post para que vejam o video abaixo.

terça-feira, 26 de abril de 2011

O meu direito começa quando o seu acaba! Será?!

O meu direito acaba quando o seu começa.

Inverti propositalmente a frase acima, no título dessa postagem, para refletirmos sobre o nosso direito individual sob a ótica de Cristo. Para tal, entendo que devemos, primeiramente, atentarmos sobre quais são os nossos deveres enquanto cristãos.

Ao revermos algumas falas de Jesus, percebemos que apesar de sua pregação percorrer vários temas como: Libertação, Paz, Verdade, Justiça, Cura, Salvação, Amor e Vida; Tudo corrobora para exortação ao arrependimento e a conversão dos nossos maus caminhos, devido a vinda do Reino de Deus.

Uma "dificuldade" em ser discípulo de Jesus, é não ter o subterfúgio da falta do exemplo prático. Jesus não ensinava apenas em palavras, mas em todas as suas ações e reações, em cada passo de amor, perdão e compaixão que ele dava em direção das pessoas. Por isso, ser um seguidor de Jesus de Nazaré, é submeter-se a uma nova normativa de conduta de vida, no proceder e no entendimento, é ter que viver a vida de uma forma nova, tão diferente da forma antiga, que se faz necessário nascer de novo. Os deveres dos cristãos por tanto, são o de ouvir e guardar as palavras do Cristo, reproduzindo-as em fé e ações no cotidiano do relacionamento com o próximo.

Jesus Cristo nos ensina a relermos as escrituras sob a ótica dele. Ele resume toda a interpretação da Lei e dos Profetas na vivência de dois mandamentos que possuem o Amor como verbo e Deus e as pessoas como alvos. Jesus fala que devemos amar a Deus sobre todas as coisas com todo o nosso ser; Ele nos diz para amarmos ao próximo como a nós mesmos. Isso porque ao termos êxito nessas duas santas ordenanças, não cometeremos falhas uns com os outros e nem para com o Pai Celeste. E ainda antes de ser preso e crucificado, ele nos deixa um novo mandamento, que também possui o Amor como cerne, mas com uma diferenciação dos demais: Amem uns aos outros como EU os amei.

Percebamos que a principal diferença entre este novo mandamento e o mandamento de amar ao próximo é a referência de quem ama. Antes, Jesus confirma que devemos amar ao próximo como a nós mesmos, conforme está escrito na Lei, e com isso, devemos fazer ao próximo tudo aquilo que gostaríamos que fosse feito conosco. Quando Jesus substitui a referência de quem ama, de nós para ele próprio, ele eleva essa ação a um nível ainda não experimentado pelas pessoas.

Para ajudar mais no entendimento desse amor, podemos conferir o que está escrito no capítulo 53 do livro de Isaías. Lá, o profeta relata o que iria ocorrer ao Messias: Um justo, sem pecado, iria carregar o peso das transgressões da humanidade. Lá é relatado, como um inocente seria castigado em dor e sofrimento para a expiação dos pecados alheios. Lá ainda diz, que ele também intercederia ao Pai, em favor dos culpados. O Cristo padeceu por nossos pecados e através de suas feridas fomos sarados.

Cristo, ao dar o novo mandamento, sugere que devemos amar como ele amou, incondicionalmente, e se preciso for, dar a vida uns pelos outros. Ele sugere que este amor, deva ser dirigido até para aqueles que nos ofendem, perseguem, agridem e desonrem. Ele retira todos os termos condicionais de quem deva ser alvo desse amor. Ao entendermos a dimensão desse novo mandamento, percebemos o quão difícil é beber desse cálice!

Me pergunto mediante a esses deveres quase impraticáveis e quase inexequíveis, o que fazer? Como proceder debaixo de uma conduta cristã depois de perceber essa impossibilidade? Como dormir com um barulho desses? Ora, a resposta é paradoxalmente tão simples quanto complexa. É simples pois é uma só: NÃO FAÇO NADA! Não depende de mim! Preciso reconhecer que essa virtude vem de Deus e preciso despencar nos seus braços de amor, clamando por compaixão por todas as almas viventes; E é complexa porque: TEMOS QUE EXERCITAR ISSO TODOS OS SEGUNDOS DE NOSSAS VIDAS! Com todas as pessoas, em todas as situações. Não é algo que simplesmente, fazemos uma vez e estaremos prontíssimos para todas as outras ocorrências. É algo que é sofrível todas as vezes que é exigido.

Não há nada que possamos fazer sem a Graça do Senhor nosso Deus. Dependemos do seu Espírito Santo para alcançarmos a plenitude do dom do Amor. Precisamos, de fato crer em Jesus Cristo para submetermos nossa carne e mente ao exercício diário desse tipo de amor. Precisamos praticar todos os dias, mesmo sabendo da alta probabilidade de falharmos nessa tentativa.

Paulo nos ensina, que assim como Cristo não agradou a si mesmo por amor de nós, devemos suportar a fraqueza de entendimento de alguns, abdicando de questões e não agradando a nós mesmos. Paulo sugere ainda, que por conta desse amor, devemos deixar de fazer coisas que não nos condenam e até nos são por direito, quando as mesmas, levarem o nosso próximo ao tropeço, enfraquecimento ou escândalo. Paulo entendeu, que amar como Cristo amou, é antes de tudo se anular, abdicar de seus direitos, tomando para si apenas os deveres ensinados por Jesus. O próprio Cristo se anulou, se despindo de sua divindade para nos mostrar o caminho de volta ao Pai.

As palavras de Jesus atravessam a esfera do aconselhamento até a posição da ordenança. Ouvir suas palavras, guarda-las e vivê-las é o dever de cada cristão. O ensino de Jesus é como a receita de um remédio dada por um médico, não é prudente ignora-lo.

Concluo aqui esse post, acreditando que o cristão tem o direito de cumprir o dever de amar ao próximo como Cristo o amou. O que estiver acima disso pode até ser consciência política, amor próprio ou direito constitucional, mas não tem nada a ver com Reino de Deus!

Minha esposa está se formando em serviço social, eu sou a favor da distribuição de renda, da equidade social e da defesa dos direitos dos cidadãos, contudo, esse papel de cobrança de direitos deve ser exercido em relação ao Estado e na defesa da população empobrecida ou dos trabalhadores explorados. Não acredito que o nosso papel para com o próximo deva ser de cobrança de direitos uns com os outros. 

terça-feira, 19 de abril de 2011

O Evangelho segundo o twitter

Seguindo a mesma linha de um video já postado aqui, sobre a história do Natal contada via Google, Gmail e Facebook, segue um novo video com a narração do Evangelho feita através do Twitter. 

O video é muito criativo e bem bolado, bem oportuno para esta semana que é celebrada a Paixão de Cristo.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Mudança-Abrangência de Foco do Blog

Quando decidimos criar este blog, entendíamos que os assuntos deveriam possuir o foco único da espiritualidade cristã. Contudo, percebemos que apesar do ser humano possuir categorias que permitam várias divisões como: corpo, mente-alma e espírito, vida secular e vida espiritual, trabalho e família e etc, essas divisões que nos cercam, podem até aparentar um mecanismo de lógica e contrução, mas não condizem com o ser humano todo. Qualquer uma categoria dessas divisões faz parte da pessoa, mas sozinha não é a pessoa. (parece meio óbvio não é?!!)
Então, a partir deste entendimento, iremos abranger mais os assuntos postados aqui, não porque o Evangelho deixou de ser nossa principal causa, mas sim, por entendermos que Ele deve ser vivenciado de forma integral, com toda a nossa vida. 
A exemplo dos dois últimos posts, vamos dissertar e reverberar sobre assuntos diversos, relevantes ou não e sem censuras. Censuras?? Sim! De uma forma não explícita, nós nos censurávamos (tá bom, talvez EU seja o principal sujeito desse verbo..rsrs) em nossas postagens. Por exemplo, eu meio que "inibi" a Lívia de postar um video do Renascer Praise uma vez. Absurdo não é?!! Nossa conduta "politicamente correta" estava desconsiderando até o teor da coluna Sobre o Blog, (à direita) que deixa claro que reverberamos todo conteúdo que entendemos como relevante, mesmo não concordando com as demais posturas, obras e falas do autor do conteúdo reverberado. 
Eu irei postar mais sobre tecnologia, política, e temas "no-sense". A Lívia irá compartilhar de seu aprendizado sobre o seu curso de serviço social e claro, iremos abordar o Evangelho. Sempre!
É fato que poderíamos criar um blog para cada tipo de assunto, para não misturar as audiências, como tentamos com o Tribo Tupiniquim, ma sabem.. isso dá uma trabalheira imensa.. e não acreditamos mais nessas divisões de vida isso ou vida aquilo. Somos quem somos, seja com a Igreja, seja no trabalho,  seja em família, e é isso que iremos reverberar de hoje em diante.
PAZ

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

As Leis Vs o Evangelho-Amor

As vezes sinto vontade de puxar a barba de Paulo (se é que ele tinha). Sinto vontade de chama-lo para uma roda de capoeira, onde eu pediria pro berimbal tocar são bento grande, e assim eu lhe mostraria, diversas vezes, a sola do pé. Imagino-me dando-lhe vários petelecos e outros tantos pedala-robinhos. Mas aí, a razão de novo me absorve, o sentimento de ira se transforma em vergonha e percebo que o pontapé que quero dar no apóstolo, possui destino em outras bundas.
Entendo que o sentimento descontente que as vezes me inflama, vem de cenas e falas reproduzidas por outras pessoas, conteporâneas minhas. Pessoas que insistem em cita-lo para defender seus malfeitos, covardias, tolices e até devaneios.
Percebo então, que em mim há também covardia, pois é mais fácil encarar a Paulo, do que a milhares.
Do que esse cara tá falando? (Você deve estar se perguntando, ou náo.) Falo da impaciência que me alcança todas as vezes que vejo um evangélico com a Bíblia ao punho, citar uma carta paulina para defender o "nosso" direito de reivindicarmos questões, as quais, Jesus nem sequer mencionou. Na verdade, as desprezou e mesmo assim, submeteu-se a algumas delas. Falo das questões legais que nos regem.
Jesus pagou o imposto, mesmo mostrando para Pedro que o imposto cobrado era indevido. Jesus calou-se perante Pilatos, mesmo sendo inocente. Nestes dois casos, Jesus submeteu-se. No primeiro, para não gerar escândalo desnecessário. No segundo, para cumprir sua missão.
Em contrapasso, Jesus não hesitou em quebrar leis e costumes que engessavam o entendimento do evangelho. A sua anarquia celeste quebrou a maior de todas as leis naturais, a lei natural da morte, onde todos morrem e quem morre, morto permanece. Jesus Cristo não só ressuscitou, como depois disso, nunca mais morreu!
Paulo por sua vez, era culto e instruído, conhecedor das leis e costumes de vários povos. Paulo usou este conhecimento, para pregar sobre o "deus desconhecido". Apoderou-se de sua prerrogativa de cidadão romano, para ser enviado à Roma. Utilizou-se de sua escola doutrinária, para ser ouvido pelos judeus em várias sinagogas e praças. Paulo tinha um curriculum e não hesitava em usa-lo (aqui é um dos pontos que meus conteporâneos usurpam). Sabia os caminhos das liberalidades legais e por eles, obtia as saídas e as entradas que melhor lhe convinhessem para pregar o Evangelho.
Com tudo, o que poderia desassemelhar Paulo, de Jesus, na verdade o faz um discípulo fiel. Paulo, assim como o Mestre Jesus, sabia das leis e as cumpria desde que os propósitos de Deus não fossem prejudicados. Eram subversivos até o tutano!
O Evangelho não se submete, não negocia. O Evangelho salva e por isso transgride. A constituição não suporta nem nunca suportará o Evangelho em sua totalidade. A lei de Moisés, está inserida no Evangelho, contudo, também não o abrange em sua amplitude. Todos os termos, leis e tratados ditos e escritos pela humanidade, são sucumbidos com apenas o sobrenome do Evangelho: Amor.
O Evangelho convida o cristão à este nível de anarquia: Ao descumprimento de toda lei que transgredir o Evangelho de Cristo. Quase que paradoxalmente, ele atribui ao cristão, o pesar da submissão à todas as leis, mesmo que injustas, desde que estas, repetindo, não transgridam o Evangelho.
O cristão deve ter o entendimento de que as leis que nos regem, como a constituição brasileira, tornam-se descartáveis quando opostas à Lei do Amor deixada por Cristo, leia-se o Evangelho.
O Evangelho nos convida a subversão!
A leitura descuidada, entenderia que é permitido ofender, denegrir, difamar, mentir, enganar, corromper, irar, machucar, torturar, extorquir, roubar, prostituir, estuprar, explodir e matar em nome de Deus.
GRITO QUE NÃO! Não é isso que as linhas acima dizem. Principalmente, porque as ações citadas, ferem a lei do Evangelho de Jesus Cristo. Ferem a incondicionalidade da ordenança maior de Amar.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O Evangelho pode transformar um homossexual em heterossexual?

Poderia o Evangelho de Jesus Cristo transformar um homossexual em heterossexual? Um travesti em um homem casado com uma mulher?
Essa é uma pergunta que a muito tempo tem levantado polêmica na cristandade e também, em toda a sociedade. Os três videos abaixo, mostram Silas Malafaia entrevistando Joide Miranda, um ex-travesti que hoje é casado e missionário de uma igreja batista.
Eu particularmente, acredito que o Evangelho de Jesus Cristo pode exercer toda e qualquer transformação pelo amor de DEUS.

Parte 1


Parte 2


Parte 3



Em seu blog, Joide Miranda exibe as suas fotos de antes e depois de Cristo. Clique aqui para ver as fotos.

Espero que os meus amigos apologéticos e ou não simpatizantes do Malafaia, vejam os videos. Pois, acredito que os videos possuem um conteúdo bastante interessante para reflexão e debate.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Dia do evangélico

Com a intenção de prestar honraria e destaque à esta camada "representativa" da sociedade brasileira, sob protestos de alguns e agradecimentos de outros que amam um feriado (feriado facultativo pelo menos em Brasília), o poder legislativo estabeleceu que 30 de novembro (hoje) "comemora-se" o dia do evangélico.
Há quem diga que mártires protestantes, perseguidos pela "santa" inquisição, iriam olhar com alegria uma data como esta.
Eu particularmente, tenho minhas ressalvas, mas em memória destes, que com sangue e lágrimas propagaram as boas novas de cristo em troca de suas vidas, admito a idéia.
Infelizmente, dizer-se evangélico nos dias de hoje, não significa absolutamente nada! Não significa que o amor e o perdão são as principais características, não significa que a honestidade, benevolência, misericórdia e mansidão acompanham nossas ações.
Hoje em dia, dizer-se evangélico significa "pertencer" a uma denominação (a melhor, a nossa sempre é a melhor) e em conjunto, não mais "pertencer" ao mundo (mesmo que este nos pertença). Essa combinação de entendimento, leva o dito evangélico a agir com uma postura exclusivista e descriminatória, onde mesmo que se negue ao extremo, o pensamento é de que "somos diferentes dos demais!"
Tal pensamento, provavelmente, é oriundo do antigo testamento bíblico, onde os judeus carregam o predicado de o Povo Escolhido e uma vez que nós, povo gentílico, fomos enxertados nessa árvore através de Jesus Cristo, aplica-se assim, a mesma titularidade para todos aqueles que se tornarem crentes. Com isso, o que deveria ser fonte de gratidão e arrependimento, por tal favor imerecido, torna-se um quarteto de orgulho, altivez, arrogância e discriminação por parte dos ditos evangélicos em relação ao resto da humanidade.
Fica explícito pela condução deste texto, que não compactuo com tal pensamento usurpador, nem tão pouco, com as atitudes de pessoas que desta maneira se portam.
Fico grato a Deus por conhecer pessoas evangélicas que me emocionam em seu testemunho de vida e abnegação pessoal. Mas sou grato a Deus também, por conhecer pessoas não-evangélicas que me proporcionam a mesma emoção pelo seu testemunho de vida e abnegação pessoal.
Jesus, o Cristo, veio para nos ensinar várias coisas, uma delas é que o nosso próximo, aquele a quem devemos amar e socorrer, não possue distâncias. Pode ser nosso conjuge como também, nosso desafeto samaritano.
Espero que neste dia do evangélico, possamos refletir sobre a nossa caminhada cristã, que não pode ser exclusivista, pelo contrário, deve ser conciliadora.
Suspeito que os mártires do passado, e os caminhantes do evangelho de hoje, pouco se importam com essa data. Suspeito que os afazeres, não os de Marta, mas os de Maria, preciosamente lhe ocupam a maioria de seu tempo.

sábado, 21 de novembro de 2009

Teologia da Prosperidade FAIL!

Texto acessível:
Deus vai nos dar um Cross Fox vermelho, quem crer diga... Amém!

Evangelho
Você está pregando isso errado


Para que não haja dúvidas: "O erro não é porque o carro é velho!!!"
[REVERBERADO]

terça-feira, 17 de novembro de 2009

A verdadeira manifestação cristã à PLC 122 é o Evangelho

Vendo e revendo tantas teorias do caos, efeito borboleta, aquecimento global e hollywood com suas catástrofes cinematográficas anuais, percebo que o inconsciente coletivo é uma esponja perigosíssima. Principalmente, para nós brasileiros, de cultura inegavelmente sincrética, onde todo evangélico sabe seu signo e onde todo praticante do candoblé sabe o santo católico correpondente ao seu orixá. (já falei disso aqui)
Com todo esse caldeirão de impressões e informações não filtradas e não analisadas, o brasileiro tende a se posicionar a favor ou contra determinadas correntes/situações/pessoas/propostas, meio que sem saber direito porque.
A PLC 122 é a bruxa da vez. A qual muitos estão com suas tochas acesas mesmo sem saber explicar os detalhes de tal projeto de lei, e sem saber como é que de fato, num exemplo prático, alguém pode ser punido através do famigerado projeto.
Imagina-se que o simples manifestar de opinião, discordando do homossexualismo, irá garantir umas boas noites na penitenciária mais próxima.
Segue abaixo 3 videos que contam um pouco do testemunho do grande Macarrão! Que batalha nas ruas de São Paulo. Não contra o homossexual ou o homossexualismo, mas a favor do ser humano.








Esse exemplo do Macarrão me faz pensar também, que uma ótima ilustração conteporânea para a parábola do bom samaritano, seria que em vez do levita e do sacerdote passarem direto, hoje em dia, eles iriam fazer uma grande conferência/curso/palestra/encontro de líderes para decidirem qual seria a melhor ação para ajudar a vítima da estrada. Enquanto que o samaritano...

Fonte: Balaio

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

A Lanterna do Evangelho


Um homem chamado Salvador entregou uma lanterna para um menino e lhe disse.
- Seus irmãozinhos estão no escuro. Lá no escuro, eles estão sofrendo. Por nada verem, eles não conseguem enchergar a si mesmos. Por nada verem, eles tropeçam e caem. Por nada verem eles não conseguem encontrar o caminho de volta pra casa.
O menino então, disse de pronto:
- O escuro é mal. Vou mostrar pros meus irmãos que o escuro os fazem tropeçar e cair. Vou lhes mostrar que o escuro não permite que eles se encherguem e que por causa dele (do escuro), eles não conseguem encontrar o caminho de volta pra casa.
O homem chamado Salvador voltando-se para o menino mais uma vez disse:
- Quando você ligar a lanterna perto dos seus irmãos eles verão! Eles não irão mais tropeçar nem cair, pois estarãm enchergando com a luz da lanterna. Eles poderãm enchergar a si mesmos com a luz da lanterna. E por enchergarem com a luz da lanterna, poderãm encontrar o caminho de volta pra casa. Por tanto, você não precisa falar dos seus tropeços ou de como eles estão incapases de enchergar no escuro. Pois, quando você ligar a lanterna perto de seus irmãos, o escuro não mais existirá. Foi para isso que eu lhe dei a lanterna.

Briga em família


Esta semana vi um filho chamar seu pai de moleque e inresponsável.
Esta semana vi um pai chamar seu filho de babaca e safado.
Este filho que ofendeu o pai é o mesmo filho que pelo pai foi ofendido.
Estes pai e filho estão dividindo o mesmo teto. Eles não mais se falam.
Estes pai e filho se dizem cristãos. Acreditam em Deus e na mensagem de amor do evangelho de Jesus Cristo.
Mas hoje, estão agindo como aquele tolo que construiu a sua casa na areia. Veio a tempestade e derrubou a casa.
Um precipitado diria: Se assim eles fazem, cristãos não são!
Eu digo que são cristãos. Imperfeitos cristãos. Como eu e você. Digo que estão no processo. E paro por aqui, pois além disso é julgamento.
Este conto não é fictício. Infelizmente.

A tristeza deste post é que casos como este, estão cada vez mais comum na igreja brasileira. Alguns até, se utilizam de bases bíblicas e de aval pastoral. E no domingo a noite, com corações e consciências anestesiados, vão participar da Ceia do Senhor.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Princípio Zancul: devemos dar esmolas?

José Zancul foi presbítero na igreja de são Carlos quando lá pastoreei. Aposentado do Banco do Brasil, era e é uma homem singular, de uma simplicidade ímpar e de uma obediência invejável à Palavra. A sua generosidade não vi ainda em outra pessoa.

Certa feita estava conversando com ele na garagem da sua casa no cair da tarde, já anoitecendo. Um conhecido pedinte alcoólatra do bairro se aproximou de nós e nos saudou pelo nome, pois nos conhecia e nós a ele. Eu sabia que vinha, uma vez mais, pedir dinheiro e eu já havia decidido que não daria dinheiro a ele para que não gastasse em bebida, pois assim, entendia eu, estaria contribuindo para o seu vício.

Dito e feito. Ele se virou para o seu Zancul e pediu um dinheiro para comer um sanduíche. Eu estava certo de que o pedinte teria a mesma resposta que eu lhe daria se a mim pedisse. Para surpresa minha, o seu Zancul colocou a mão no bolso e tirou o dinheiro e perguntou se aquilo era suficiente para comprar um sanduíche. O bêbado disse que sim e se foi, agradecendo e pedindo a benção de Deus sobre o doador.

Fiquei surpreso e, ao mesmo tempo, irritado. Do alto de minha convicção e como pastor dele, coloquei minha posição e minha recusa em dar dinheiro àquele homem. Mais surpreso fiquei ao ver a resposta do seu Zancul: "Ele me pediu dinheiro para comer e eu dei dinheiro para comer. Não me cabe julgar se ele vai comer ou não, cabe dar a quem está com fome e a mim assim declara. Se eu não der, estou julgando. Se eu julgar, fico com o juízo. Se eu dou, fico com a benção. Se ele comer o sanduíche, a minha benção se estenderá a ele. Se ele gastar em bebida, ele fica com o juízo de Deus por ter mentido, mas ainda assim a benção é minha. Não esqueça, pastor, que Jesus ensinou que Ele esteve com fome e não lhe demos de comer, teve sede e não lhe demos de beber, esteve preso e não o visitamos, nu e não o vestimos. Não sei como e nem por que, mas cada vez que vejo uma pessoa assim na minha frente, vem a mim a pergunta: será que é Jesus Cristo me pedindo?"

Saí dali de cabeça baixa, entendendo haver muita sabedoria naquela simplicidade generosa. Aprendi ainda que nem sempre a coloquei em prática, para demérito meu. Nas vezes em que o "princípio Zancul" foi aplicado por mim, meus filhos e minha esposa, tivemos a certeza de que ele tinha razão: a benção foi nossa em ajudar.
Marcos Roberto Inhauser

[REVERBERADO]

Fonte: Correio Popular (Campinas); Segundo a Palavra; Genizah; Eli Sanches

terça-feira, 27 de outubro de 2009

The Gospel - Segundo o Evangelho

Finalmente encontramos e compramos o DVD do filme Segundo o Evangelho (The Gospel).
Escrito e dirigido pelo jovem Rob Hardy, o filme narra a estória de um "típico" filho de pastor, que possue um excepcional talento musical e que canta com o coral da igreja. O garoto cresce com a ausência do pai que está sempre viajando e ou atarefado com as ocupações pastorais. Até que sua mãe morre e ele não só abandona o coral e a igreja, como também seu pai, indo morar sozinho em outra cidade.
Anos se passam e ele se torna um rico e famoso cantor de R&B, com suas músicas sensuais entre as mais tocadas nas paradas de sucesso. Dado à festas e mulheres e tudo mais que a fama lhe proporcionara. Um dia ele recebe a notícia de que seu pai está gravemente doente e então, decide interromper sua turnê para ir visita-lo.
O desenrolar da trama segue a partir daí, pois o filme retrata de uma forma adaptada e bem conteporânea, a parábola do filho pródigo.
De início confesso que não gostei do filme, pois ele mostra bem como é o funcionamento institucional das igrejas, onde o pastor, por vezes, se torna um simples funcionário-empresário.
O final apesar de previsível, é bem bonito e emocionante. Ocorre redenção e reconciliação, de forma bem norte americana e institucionalizada, mas ocorre. (risos)
Já vi esse filme várias vezes, e a cada vez que vejo, gosto mais. Por uma série de fatores: A qualidade da película, a boa direção, as belas atuações e claro, pela grande qualidade musical da trilha sonora do filme, a qual vem com a assinatura de Kirk Franklin e participações de algumas figuras da música gospel como Yolanda Adams e Fred Hammond, que também participou da produção do filme.

Obs.:
Este é um daqueles post's-jabá sem remuneração! Mas é uma boa dica para comprar ou locar!
Este é um daqueles filmes que só tem negros! Negros e negras lindos diga-se de passagem, mas é reflexo do separatismo explícito que ainda existe nos USA. (A única branquinha que aparece é uma que canta no coral do Kirk... rsrs)
Segue o link do trailer que não possue legendas e que não faz juz ao filme. O filme é bem melhor. http://www.youtube.com/watch?v=0uDKELDg1ew&feature=related

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A "estratégia" direta da pregação de Jesus Cristo


Não consigo perceber nenhum tipo de estratégia cultural, regional ou de qualquer outro tipo, nas posturas de Jesus narradas em todo o novo testamento. Percebo que Ele se utilizava de uma linguagem mais coloquial sim, e que suas parábolas tinham de fato um teor didático, mas não estratégico. Percebo que Ele sabia o momento certo de avançar, parar, falar, calar e até mesmo de recuar. Mas nisto, vejo sabedoria e não estratégia.
Em todo tempo, em cada encontro, Jesus despejava a Boa Nova das mais diversas formas possíveis, dependendo apenas do momento e para quem seria apresentada. Ele a apresentava através de milagres, através de revelação, através de perdão e a mais costumeira de todas, através da sua pregação e vivência.
Sua pregação era tão direta, que Ele não se preocupava com a possível desistência de seus seguidores ou mesmo, com a rejeição de sua Palavra por uma nova platéia. Pois já lhe era sabido, que os que viessem a Ele, seriam de fato, levados pelo Pai. Ele sabia, que de outra forma, não poderiam chegar ao Filho, se estes não fossem guiados pelo Pai. E que de uma maneira, estranhamente maravilhosa, não poderiam chegar ao Pai, se eles não fossem através do Filho. Esta maluquice santa, tão difícil de ser concebida é chamada de GRAÇA. Onde Deus leva até Jesus, o Filho, todos aqueles para que através do Cristo, possam ser salvos para Ele, o Pai. Tudo isso, sem nenhum mérito humano, através apenas de um favor imerecido. Tudo isso, através da expiação de um cordeiro santo, que puro e imaculado, foi sacrificado para que toda uma leva de pecadores, pudessem ser redimidos.
Basta crer! E este crer, significa tornar plena, a certeza de que eu (nós) sou (somos) participante(s) da cruscificação de Cristo. Pois mesmo que eu não O tenha prendido, açoitado e cruscificado, sei que Ele sofreu por minha causa, pelos meus pecados. Seu eu não participar disto, e assim comer da sua carne, e beber do seu sangue, não posso ser participante-beneficiado desta obra redentora de Deus.

"Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Se alguém comer deste pão, viverá para sempre. Este pão é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo."

"Se vocês não comerem a carne do Filho do homem e não beberem o seu sangue, não terão vida em si mesmos. Todo aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no última dia. Pois a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida."

Ao dizer estas palavras, o Cristo Jesus não falava apenas do alimento espiritual, que era os seus ensinamentos sobre o reino dos céus, a sua Palavra. Ele falava do calvário.
Para alguns, foi muito difícil aceitar tal verdade, posto que se tratavam de homens carnais (ou naturais). Homens desta mesma natureza, foram descritos posteriormente por Paulo, como homens que não aceitam as coisas do Espírito de Deus, porque lhes são loucura; e não podem entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.
Temos que entender a mensagem de Cristo e aceita-la para termos um novo nascimento e assim, nos tornarmos espirituais. Tal nascimento não vem através de esforço físico ou mental, vem através de e Graça. Vem do próprio Deus Pai. Só após esse upgrade existêncial é que poderemos dizer como Pedro, que quando perguntado se não iria também abandonar Jesus como os outros que haviam se escandalizado, disse: "Senhor para quem iremos? Tu tens as palavras de vida eterna. Nós cremos e sabemos que és o Santo de Deus."
Só após esse renascimento, poderemos também, não só verbalizar, mas dizer com todos os átomos do nosso corpo: "Tu és o Cristo! O Filho do Deus Vivo!" Pois assim, estaremos falando por revelação do próprio Espírito Santo de Deus em nós!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

A sede e a Água


Mano! A sede desse povo não é sede de água não! É sede de Jesus mesmo!

Certa vez, Jesus encontrou uma mulher tirando água de um poço. Sem pudor social ou constrangimento cultural algum, Ele pediu que ela lhe desse de beber. Após ser indagado em algumas questões menores, Ele afirmo à mulher que se ela soubesse quem Ele era, seria ela quem lhe pediria água e Ele lhe daria água viva (água corrente). Ela mais uma vez lhe questiona, pois como Ele poderia lhe oferecer água corrente (água viva), se não tinha condições nem de tirar água daquele poço fundo ao qual estavam próximos. Ela chegou a provoca-Lo perguntando se Ele era maior que o patriarca que construira aquele poço. Foi então que Jesus arrematou a conversa afirmando que todos que bebessem da água daquele poço, tornariam a ter sede, mas os que bebessem da água que Ele estava oferecendo, nunca mais teriam sede novamente.

Sempre quando pensei em missões às pessoas carentes, imaginei que o fator principal de auxílio viria a ser a construção da cidadania do indivíduo através de educação e cursos profissionalizantes, assim como assistência social básica imediata(alimentação).

Em Caruaru, cheguei imaginando encontrar logo na chegada, pessoas carentes de sede, pão, educação e cultura. Surpreendi-me ao ver que a cidade está numa crescente econômica e que já não há (se é que houve) pessoas paupérrimas ali. Logo, meu amigo-guia Fábio, foi me explicando como o comércio está se tornando forte e como isso tem gerado emprego e renda, não só local, mas também nos distritos mais próximos da cidade de Caruaru. Ele me informou que existem sim distritos rurais um pouco mais afastados, que são carentes do básico que a constituinte brasileira determina, gente sofrida dependente da bolsa família e de doações esporádicas.
Antes que eu perguntasse alguma outra coisa, ele me disse como que tentando me acordar de um sono leve: "Mano, a sede desse povo não é sede de água não! É sede de Jesus mesmo!" Percebi que meu pensamento inicial estava errado. Percebi que mesmo com a prosperidade financeira, sem Cristo, não adianta muito à alma do ser humano não mais passar fome. É óbvio que a caridade deve continuar sendo exercida. Que o trabalho volutário para a capacitação de pessoas abandonadas pelo Estado deve ser incentivado. Mas sem o Evangelho, tudo isso não passa de um verniz temporal, literalmente um sepulcro caiado. Se antes, na miséria e sem Cristo, os problema do sertanejo eram fome, sede, educação e cultura, agora, sem miséria e sem Cristo, os problemas são alcoolismo, prostituição, mortes, assaltos e todas essas mazelas que já vemos nas cidades metropolitanas e região. Tanto tempo convivendo com isso e eu nunca tinha me atentado! Temos que levar Cristo às pessoas! Isso não nos impede de levarmos pão e água, pelo contrário, isso nos motiva a também levarmos isso. Mas temos que levar como principal presente, o Evangelho de Jesus Cristo à estas pessoas sofridas, leva-lo não como uma troca, em hipótese alguma!! Sem barganha! Devemos levar o pão e a água terrena para todos, inclusive para aqueles que reneguem Jesus Cristo! Mas não devemos negligenciar o principal, o pão vivo e a água viva! A Boa Nova do Cristo Redentor!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

REFLEXÃO

"Por vezes temos a sensação de estar perante uma velha estátua, que foi construída há dois mil anos, mas que presentemente já está suja pelo tempo e pelos excrementos dos pássaros. Há muita tradição, produto da mente humana, que foi acrescentada à mensagem das Escrituras. O desafio que o Senhor coloca perante todos nós, é de limpar a velha estátua, para tentar chegar às origens, ao tempo em que Jesus apresentou o seu Evangelho. Claro que haverá reação dos que se habituaram a ver a velha estátua enegrecida pelo tempo e pela sujidade e preferem que assim continue."
(Camilo Coelho)



[REVERBERADO]