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terça-feira, 1 de outubro de 2013

A crucificação foi uma "armação" de Deus??


A fé cristã afirma que Jesus, o Ungido de Deus, é o próprio Deus vestido de carne humana, o que justifica muito bem, um de seus nomes: Emanuel – Deus conosco. Tal concepção encontra alicerces no cânon cristão, principalmente, nos escritos de João, o amado, que nos apresenta Jesus como o Verbo de Deus e como a Palavra da Vida encarnada; nos escritos de Paulo, o ex-perseguidor, que destacava a humildade de Jesus, mesmo Ele subsistindo em forma de Deus, não usurpava em sÊ-lo; e também, nos escritos de Pedro, o presbítero, que escreve afirmando que o Cristo já era conhecido ainda antes da fundação deste mundo.

Tomando a Bíblia como nosso principal e soberano guia de estudo da história Deus com a humanidade, percebemos que mais do que qualquer outro Atributo, Deus revela-nos o seu Amor, através do seu estender de braços para a reconciliação com os seres humanos, que, por desobediência, se desgarraram do Pai Celeste.

De certo que ao nos ajudar com a percepção de que falhamos, para que, através dessa consciência, fosse gerado em nós o arrependimento, Deus ensinou-nos também que a reparação das nossas falhas para com Ele, viria através de ofertas de sacrifícios e que sem o sangue expiatório de um inocente, não haveria perdão. Para este processo, Deus deu-nos algumas orientações a serem observadas, entre elas, designando que o cordeiro que fosse entregue para o sacrifício, deveria ser um cordeiro perfeito e sem mácula alguma (manchas ou defeitos) , indicando assim uma exigência de perfeição e pureza.

Com a leitura bíblica, também percebemos que há uma evolução na revelação de Deus e seus mandamentos para o ser humano, proporcionalmente, ao passo que este (ser humano) evolui em entendimento. Em contrapartida, o ser humano também evoluí conforme mergulha na compreensão dos ensinamentos eternos de Deus.

Esse processo evolutivo continuou até que em determinado momento da história, aprouve a Deus, designar seu Filho para a reconciliação final. Uma vez que, nenhum cordeiro (ovino), por mais puro que fosse, poderia servir, definitivamente (de uma única vez e de uma vez por todas), como paga por todos os pecados (passado, presente e futuro) da humanidade, coube a Deus então, prover um cordeiro santo para a expiação definitiva.

Em nossa fé cristã, entendemos que a morte nada mais é do que uma passagem, um retorno ao Criador. A morte não é um fim, pelo contrário, é o início para a verdadeira vida. Ora, se nós, pequenos em consciência possuímos essa visão que retira todos os poderes, de finitude, da morte, imaginemos então o Todo Poderoso, O Eterno, Aquele a quem a morte não pode segurar? Um raciocínio lógico e direto poderia nos levar a uma prévia conclusão de que o sacrifício de Jesus no Calvário não passou de uma “armação”, uma vez que Deus não pode morrer!

Com exceção da “armação”, tais fatos são verdadeiros, a saber, que a morte é insignificantemente inofensiva para Deus e que o Eterno não pode morrer! Então o próximo raciocínio é de que a carne humana, o invólucro perecível que Deus utilizou, por 2 dias esteve sem suas funções vitais, mas no terceiro dia, o coração retomou seu trabalho de bombear sangue e o cérebro foi ativado novamente, restaurando, plenamente suas funções cognitivas e os demais órgãos também foram reativados em todas as suas funções vitais, ao que chamamos de Ressurreição.

Ora, mas dizer que o Filho de Deus morreu é dizer que Deus morreu!! E isto é impossível!!! Todo o plano de Deus então não passaria de uma atuação?

Esse é o questionamento daqueles que observam a passagem histórica de Jesus na terra, apenas focando sua morte e ressurreição. A missão do Ungido de Deus é muito maior! A missão do Cristo foi também, de resgate, de restauração, de socorro e de ensino, como costuma dizer o pastor Ariovaldo Ramos, foi a de ensinar a gente, como gente deve ser. Mas, acima de tudo isso, a morte expiatória de Jesus Cristo é a prova e a demonstração real do que o Amor de Deus é capaz de fazer por nós. Ela nos aponta para o entendimento de que em Cristo, Ele morreu por nós, Sim! Ele MORRERIA se assim possível fosse!!! Mais do que a visceralidade da violência sofrida pelo corpo humano que o Eterno habitou, muito bem encenada no filme do Mel Gibson, é a profundidade da revelação do Indescritível, Inigualável e Todo Poderoso Deus Criador de todas as coisas, nos dizer que a extensão do seu amor vai até a morte! Chocar-se com tal revelação nos faz transcender da cruz!! Faz questionar-nos sobre que tipo de amor insondável e imensurável é esse que faz o próprio Deus entregar-se em sacrifício por amor de nós? Que amor é esse que é antes de tudo, unilateral, pois vem do Pai para nós em primeira instância e que nós, em nossa pequeneza, o máximo que conseguimos fazer (quando fazemos), é corresponder dentro das nossas limitações. A limitação humana, neste caso, possui um teto muito baixo, pois restringe-se apenas ao ato de devolver-Lhe as nossas vidas em inteireza de entrega, serviço e adoração e acima de tudo em amor e socorro ao próximo, tal qual, Jesus ensinou.

A morte do Filho de Deus, na cruz do Calvário, nos espanta (conforme avançamos na compreensão) porque percebemos (parcialmente, conforme nossas limitações) a imensidão do Amor de Deus, que mesmo sendo Soberano e Senhor de todas as coisas, se IMPORTOU em demonstra-lo (seu Amor) para nós.

Cristo em sua fala, diz que não havia maior demonstração de amor que a dEle, em dar a sua vida aos seus amigos. Nesta mesma fala, ele diz que deixara aos seus discípulos um novo mandamento, uma nova ordenança a cumprir, a saber, que amassem uns aos outros da maneira como Ele os amara e ainda na sequência desta fala, Ele os elege como amigos, tirando-os da condição de apenas servos. Parece-me claro que Cristo não só apontou seus destinos (com exceção de João), como também os encorajou a morrer por Ele, agora não só como seu Senhor, mas também como seu Amigo, tão quanto os encorajou a morrerem uns pelos outros, em entrega recíproca (ao Amor de Deus), não obrigatória e não condicional. Entrega essa exercida por todos aqueles que adquirem (são agraciados) fé e compreensão no ato de, metaforicamente, se molharem (minimamente), imergindo a pontinha do pé nos imensos e profundos oceanos do Amor, Sabedoria e Mistérios de Deus.

domingo, 2 de maio de 2010

João Pedro - A espera de um Milagre - Orem conosco

Insondável. 
Essa é uma das características de Deus mais ditas e mais esquecidas pelos humanos.
Mesmo "sem" evidências (científicas) disso, suspeito que desde o surgimento do pensar, surgiu também a loucura da humanidade em tentar explicar os atos, permissões e até, o que alguns chamam de omissões de Deus. 
Tentamos entender as atitudes de um Deus que é onisciente, onipotente e onipresente, para delegar à Ele, responsabilidades nossas, mas que, supostamente, estão além de nosso controle natural.
Regozijamo-nos com a maravilha do livre arbítrio, mas derrapamos em dúvidas em relação a chamada "vontade permissiva" de Deus para com as catástrofes, assassinatos, doenças, tragédias e males diversos.
Todo mundo, já viu ou conheceu alguém que tenha passado por um livramento. Algo especial que lhe ocorrera que de tão sobrenatural, naturalmente só poderia ter vindo da parte de Deus. E nesses casos, penso que é no mínimo curiosa, uma particularidade que vejo no agir de Deus. Refiro-me a possibilidade da dúvida. Em todos os casos, existe a opção de acreditarmos ou não. Para cada milagre que ocorre, existe uma alternativa científica, mesmo que ainda na casa da teoria, que se propõe explicar de forma racional o que de fato teria ocorrido. Ouvimos e vemos de tudo nessas alternativas científicas, desde de doenças psicossomáticas, que em outras décadas eram singularizadas na classe das frescuras, até às interpretações de que alguns fenômenos não explicados, são frutos de uma paranormalidade mental que o individuo inconscientemente possui. 
Tudo isso ocorre, como cristãos temos que ser francos e temos que admitir! Mas nada disso anula a enchente de maravilhas e milagres de Deus que acompanham a humanidade desde o início dos séculos.
Quem possui canais de TV a cabo, já deve ter visto alguns daqueles documentários que tendem a humanizar a figura de Jesus. Outros até já contrataram ilusionistas para "reproduzirem" alguns de seus feitos, acentuando ainda mais, a possibilidade da dúvida. Tomé, optou por duvidar de seus amigos, mesmo tendo presenciado várias maravilhas à "olho nu" e à "mangas levantadas". 
Por que duvidamos? Por que a dúvida é um processo natural e não o contrário? Será essa uma das características do que chamam de "queda"? O que sei é que Deus sempre nos dá no mínimo duas opções, e uma delas é a fé. Onde você pode acreditar que o exame que antes acusava um câncer e que agora não acusa nada, trata-se de um milagre ou apenas uma falha no primeiro exame.


Minha família, precisamente minha irmã e meu cunhado, estão passando por um desses momentos de luta (espiritual, mental e moral). Seu filhinho, o João Pedro, meu sobrinho bem dotado, está passando por dias de sofrimento decorrente de um transplante de rins, onde o organismo dele além de lutar para aceitar a medicação forte e não rejeitar o novo órgão no corpo, luta também contra bactérias que debilitam ainda mais o estado físico do transplantado, que já se encontra com uma imunidade baixa.
Oro a Deus, para que o aprendizado que tenhamos com o sofrer do meu sobrinho, irmã e cunhado, venha com a recompensa do milagre, com a recompensa da recuperação plena. Oro assim, não por acreditar que se Deus quiser leva-lo, Ele se torne um ser mal por isso, mas por acreditar que Ele pode fazer. Desejo ainda, passar muitos Natais ao lado de todos os meus sobrinhos, sobrinhas e afilhadas, e com o João Pedro entre eles.

Peço se possível, à todos que lerem esse post, que venham a interceder em oração junto ao Pai. Para que a cura ocorra, abreviando o máximo possível, o sofrimento da criança e dos pais.


quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Recebendo a Graça

Há uma forte crença em nossa cultura de que você não pode receber nada de graça. É por isso que é tão dificil aceitarmos a verdade da bondade de Deus, que não merecemos. No fundo de nosso ser, somos tentados a crer que precisamos fazer algo para mantermos um relacionamento com Deus.
A mensagem da graça causa um impacto, não somente em seu relacionamento com Deus, como também em outras pessoas. Quando você tem a íntima certeza de que nada pode ser feito para merecer o favor de Deus, e que Ele oferece, de graça; amor e bondade, você é livre para levar a graça aos outros.
Passa também a entender que as diferenças exteriores, tais como sexo , raça e classe social não são qualidades próprias para determinar o relacionamento entre as pessoas.
Você pode viver na liberdade de saber que somos todos pecadores redimidos para amarmos e servirmos a Cristo e uns aos outros. Devemos usar a liberdade que Deus nos dá, não; para satisfação dos próprios desejos, mas para servirmos uns aos outros em amor.
(Fonte:Biblia da mulher)
Que neste final de ano você tão somente viva como um agraciado repartindo a graça de Deus com outros.

[REVERBERADO]

Fonte: Blog da Mulher Cristã

sábado, 28 de novembro de 2009

SALMOS

Se o Senhor não estivesse do nosso lado; que Israel o repita:
Se o Senhor não estivesse do nosso lado quando os inimigos nos atacaram, eles já nos teriam engolido vivos, quando se enfureceram contra nós; as águas nos teriam arrastado e as torrentes nos teriam afogado; sim, as águas violentas nos teriam afogado!
Bendito seja o Senhor, que não nos entregou para sermos dilacerados pelos dentes deles.
Como um pássaro escapamos da armadilha do caçador; a armadilha foi quebrada, e nós escapamos. (LH: A armadilha quebrou, e ficamos livres.)
O nosso socorro está no nome do Senhor, que fez os céus e a terra.
Salmos 124: 1 ao 8.

Seja Livre!!!! O Senhor Deus, é o teu SOCORRO

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

José e a Soberania de Deus


"Será que eu, sua mãe, e seus irmãos viremos a nos curvar até o chão diante de você?"
Foi o que perguntou Jacó, já então Israel, ao seu filho José após este lhe contar seu último sonho, no qual o sol, a lua e onze estrelas se curvavam perante ele.

Há um ditado que diz: "Deus escreve certo por linhas tortas." De certo que isto é uma grande verdade. Contudo, entendo um pouco diferente: "Deus escreve certo apesar das linhas tortas."

Algumas pessoas, principalmente iniciantes na leitura bíblica, em certos momentos questionam alguns "métodos" de Deus. Algumas pessoas realmente acreditam que foi Deus Quem moveu os irmãos de José a jogá-lo no poço e depois vendê-lo como escravo. Alguns acreditam nisso talvez por crerem que a prosperidade que José alcançou posteriormente, não poderia ser concedida sem um preço, sem uma provação de fé e fidelidade, a qual geralmente vem com sofrimentos.
Esta linha de interpretação é bem lógica, visto que realmente José não tinha nada de especial em relação aos seus irmãos, nada a não ser pela graça especial de seu pai.

"Fazer por merecer!" Nosso inconsciente coletivo está bombardeado de sugestões como essa. Se ainda hoje nos é difícil a aceitação da Graça da Salvação imerecida, mesmo que em nossas mentes esteja claro que não é pelo o que fazemos, mas sim por Quem Jesus é, e que não é por quem somos, mas sim pelo o que Jesus faz, mesmo sabendo disso, nós não absorvemos esse entendimento para dentro do nosso ser, em plenitude. Quanto mais José! Que não "vivia sob o domínio" da Graça, e nem da Lei.
A interpretação do que se passou com José não tem a ver com a necessidade de se pagar um preço para alcançar um favor, um milagre, uma graça, uma promessa. Tem a ver com o cumprimento da palavra de Deus. Aquele mesmo que disse que não mente e nem se arrepende, Aquele mesmo que perguntou a Jó onde é que ele estava quando foram criados os alicerces da terra. Oras, estamos falando de Deus! O que possui uma Palavra reta e imutável. Uma Palavra que não pode ser alterada por nenhum anjo ou demônio, nem mesmo pode ser alterada pelo Seu próprio Filho, que a cumpriu em todas as instâncias, quanto menos poderia ser alterada por alguns jovens carregados de inveja no coração.
O que quero dizer é que o destino de José já estava dito, em sonhos pelo próprio Deus, e estes sonhos seriam cumpridos de qualquer forma. Em hipótese nenhuma, nada que os irmãos de José lhe fizessem poderia impedir o cumprimento da vontade de Deus.

Para mim, a história de José, o hebreu que governou o Egito fala sobre isso: A soberania de Deus apesar das adversidades que nos acometem, e sobre um exemplo de fidelidade(fé, temor e obediência) de um jovem. É também uma história de perdão e redenção.
É uma história de salvação!

[Livro Gênesis do capítulo 37 ao 50]
Desenho de José e a tunica talar: Caderno de Esboço

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Bodas de Trigo ou Couro

Não poderia deixar passar em branco.
Hoje completamos 3 anos de casados. Graças a Deus!!! Graças ao amor!!!
Muitos podem dizer: "Áh! 3 anos não é nada! Quero ver esse amor quando fizerem 30!"
(risos) Já ouvia esse tipo de bobagem quando namorávamos. Não busco exemplo de amor em outros casais (mesmo encontrando vários bons exemplos). Sabemos que temos que viver por nós mesmos. Com o nosso amor entrelaçado em Deus.
Nesses 3 anos, amadurecemos juntos. Sofremos juntos. Discordamos juntos. Sorrimos juntos. Batalhamos juntos.
Nesses 3 anos, pude entender, que orar à Deus pedindo a confirmação para casar, não era "espiritualizar" decisões que o livre arbítrio de Deus delegavam à mim. Entendi que pedir e receber tal confirmação em meu coração, foi como receber a benção e aprovação de um pai em relação à noiva de seu filho. (e no caso, Pai da noiva também).
Nesses 3 anos, pude reconhecer o traçar do tear de Deus. Onde as características de um e do outro, que aparentemente, seriam excelentes propostas de confronto, se tornaram um delicioso completar de almas.
Nesses 3 anos, descobri que quem ama, ama sempre, mesmo quando não se gosta as vezes (risos). Percebi que o Senhor colocou em meus braços um bem muito precioso. Tão precioso, que Ele já sabia que seria impossível para mim, cuidar deste bem sem a ajuda dEle. Assim, este amor se torna ainda mais lindo, pois me leva à uma aproximação com o Pai, diariamente.
É verdade que a rotina da lida, tende a nos oferecer um comodismo mecanizado no tratar. É verdade que o ardor necessita ser regado, para sempre estar rubro. Te peço perdão então minha linda, se o Mano de hoje, não se tornou melhor que o Mano de ontem. Saiba que o amor de hoje é muito maior, muito mais consciente, muito mais construído (como diriam os indianos.. risos).

Obrigado pelo seu cuidado, pelo seu carinho. Que em nossos corações, continue o entendimento de que casa-se não apenas para ser feliz, mas sobretudo, para fazer o outro feliz. Desejo que continuemos ligeiros em secar a primeira gota do balde, para que ele nunca venha transbordar com a última.

TE AMO PRINCESA!
CONTIGO SOU FELIZ!

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Você já se encontrou com Deus? E com dois?

O encontro

por Ariovaldo Ramos

Pastor, hoje eu tive um encontro de terceiro grau com Deus, e preciso da sua ajuda!

Como um encontro de terceiro grau?

Pessoal, pastor, face a face!

Hoje, você esteve com Deus como... Moisés?

Isso pastor! E preciso da sua ajuda!

Por que uma pessoa que esteve pessoalmente, ao vivo e a cores, com Deus, precisa de minha ajuda, ou de qualquer ajuda?

Por que apareceram dois, pastor!

Dois... Como assim?

Deus! Apareceram dois seres! E ambos disseram ser Deus!

Ao mesmo tempo?

Não, pastor, primeiro veio um e depois veio outro, e eu preciso que você me ajude a descobrir qual dos dois é Deus, de fato!

Não sei se posso ajudar... Como era cada um?

Iguais, absolutamente iguais, apareceram com a mesma face, jeito... Tudo!

E a fala? Falaram a mesma coisa?

Ah! Isso não!

O primeiro chegou, eu estava no quarto, não tive medo, ao contrário, veio uma enxurrada de tranqüilidade. Aí ele disse: Tenho ouvido as suas orações, percebo sua preocupação com as pessoas em seu sofrimento, com a violência, com a injustiça. Sua preocupação com os rumos da minha Igreja, com a pregação enganosa, com a distorção do evangelho. E ouço todas as vezes que você pergunta o porquê da minha aparente não interferência.

Eu vou interferir, vou botar a casa em ordem! Quanto ao sofrimento, por enquanto é assim, é o custo da queda, afinal, graças à desobediência de vocês, o mundo jaz na maldade. Mas, no fim, os justos florescerão, sua diferença será percebida por todos os outros que jogaram fora a oportunidade que lhes foi oferecida. E quanto a esses falsos pregadores: eles não perdem por esperar, serão expostos: um a um!

Essa foi a fala do primeiro. Falou e sumiu!

Enquanto eu meditava nessas palavras... Apareceu o outro. Do mesmo jeito! E, mais uma vez, eu não tive medo, pelo contrário, veio uma enxurrada de tranqüilidade. Aí ele disse: Tenho ouvido as suas orações, percebo sua preocupação com as pessoas em seu sofrimento, com a violência, com a injustiça. Sua preocupação com os rumos da minha Igreja, com a pregação enganosa, com a distorção do evangelho. E ouço todas as vezes que pergunta o porquê da minha aparente não interferência.

Nós vamos interferir, vamos botar a casa em ordem! Entenda, sofremos com vocês! E, desde antes da criação, nós fizemos tudo o que precisava ser feito para acabar com esse sofrimento, vocês viram isso manifesto na morte do Cristo, e que a sua ressurreição o demonstrou. Mas entenda, há certos princípios que nós temos de respeitar! A vida é rara e muito frágil, se nós quebrarmos os princípios, que nós mesmos estabelecemos, a vida deixará de existir e, com ela, o universo. O sofrimento terá fim, e haverá justiça; é para isso que trabalhamos até agora.

Quanto aos erros grosseiros, nós os vemos e lamentamos, mas, tínhamos de decidir, diante do que aconteceu, antes de acontecer, como acabaríamos com a maldade que, em vocês, achou expressão; com a agravante, que a única maneira de acabar com a maldade é acabar com os maldosos. E vimos que há duas maneiras de acabar com os maldosos: ou os destruímos, ou os convertemos. Nós decidimos pela conversão.

E para que vocês pudessem ser convertidos, tínhamos de perdoá-los em primeiro lugar, por isso, nós sempre nos aproximamos de vocês a partir do perdão que lhes estendemos. Assim, insistiremos na conversão de vocês até o fim. E quando convertemos um de vocês, é uma maravilha! Porque nós marcamos com fogo no coração de vocês a nossa lei, e a nossa lei é o amor. E aí vocês mudam de vida, por entenderem que é amando que se vive, que é perdoando que se convive, e que é servindo que se estabelece a justiça. Sei... você está pensando: mas eles já são convertidos! Pois é, nós insistiremos na conversão de vocês até o fim.

Essa foi a fala do segundo. Falou e sumiu!

Então, eu vim correndo para falar com você: Qual dos dois é Deus? A quem devo ouvir e seguir?

Ai meu Deus! Não sei lhe dizer... me vi muito na fala do primeiro, e fiquei envergonhado na fala do segundo.

Acho que temos de pedir ajuda. Por favor nos ajudem... Para vocês... Quem é Deus?

[Reverberado]

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Prefiro um amasso bacana!!!


"O carro pára no acostamento da rodovia. A passageira interroga se o combustível acabou. O motorista abre a porta do passageiro com violência e impaciência dizendo:
- Ou dá ou desce!
- Não rola ficarmos apenas num amasso bacana??
Pergunta a mocinha pressionada."

Em geral, o "meio termo" é considerado uma fraqueza, uma falta de posicionamento. Provavelmente isso é decorrente da utilização exagerada de Apocalipse 3:16.

Nos mares psicológicos, o meio termo geralmente, é tido como sinal de equilibrio, condição emocional posta como ideal.

No terreno intelectual, esta neutralidade é tida como segura, demonstra isenção analítica e até, pode-se atribuir ao ser neutro, a posse de uma mente "aberta" às possibilidades.

Já nos ares espirituais, temos alguns embates. As diversas mitologias, desde cedo presentes no incosciente coletivo, regadas por construções de lendas, supertições e muitos desenhos animados, fixaram na mente humana duas forças bem definidas, que agem de forma combativa desde o que se entende por origem: O Bem e o Mal, Deus e o diabo.

Com a expanção do cristianismo e as suas diversas ramificações e denominações, introduziu-se um novo componente bastante atuante e controverso que rematou a tríade: O homem.

Muito das diversas manifestações, experiências e milagres que não eram atribuídos ao poderio do Bem (Deus), deixaram de ser imputadas à força contrária (diabo, mal), sendo arrogados às próprias pessoas que as propagam.

Isso tem gerado grande ruído na comunidade cristã, onde os exegetas concorrem quanto a veracidade, validade e origem das experiências. De um lado, faz-se uso da rejeição ao desconhecido, ao não interpretado e até, ao sem propósito aparente. Do outro lado, questiona-se a frieza espiritual dos contestadores, sua incapacidade de discernimento e incrédulidade. De ambos os lados, são levantadas bandeiras de "guardadores" de Deus. Ambos, atribuem uma fatídica destinação aos opositores, desqualificando-os como lobos, aproveitadores, cegos, mortos espirituais, hereges, usurpadores e ou simplesmente, foras da visão.

Enquanto a mim? Qual é meu posicionamento? Bom, não acredito na excelência das generalidades. Cada caso e circunstância devem ser vistos como únicos, medidos com suporte bíblico e discernimento espiritual. Contudo, nem sempre essas ferramentas nos capacitam a atestar tais manifestações com certeza absoluta, posto que:

- Se (este "se" é apenas provocativo) Deus é mesmo vivo, nem mil Bíblias poderiam comporta-Lo;

- O discernimento espiritual não é uma virtude humana (constante), pois confundi-se com o discernimento do próprio coração, onde se misturam os gostos e (pré)conceitos.

Nos exemplos bíblicos que percorrem todo o novo testamento, vemos que os perseguidores de Jesus e dos apóstolos, que mesmo presenciando manifestações inconstestáveis pela cristandade atual, negaram que tais feitos viessem da parte de Deus. Outros, creram apenas devido aos milagres presenciados. Opondo-se a isto, temos também, os exemplos de pessoas que tentaram usurpar dos dons de Deus, pondo inclusive, preço nos mesmos. Vemos ainda, manifestações supostamente boas, que eram na verdade, alardes de demônios.

O discernimento espiritual é um dom excelente de Deus, o qual apesar de Paulo (e a Lívia) dizer ser inerente a todo cristão (que busca o aperfeiçoamento), penso eu, que seja privilégio de alguns. (Pelo menos no uso).

Deixando então de miar em torno do prato de leite, reafirmo que cada caso é ímpar e que necessita de observância individual. Atualmente, vemos pessoas sem o discernimento necessário (Ops! Como posso afirmar isso?!), julgando manifestações apenas por não conseguir associa-las a um propósito entendível de Deus, como também temos malucos, surtando pelo anseio transbordante de fama, poder e dinheiro (composição destorcida da prosperidade)(Ops! Como posso afirmar isso?!). Outro caso, é o da experiência verdadeira, mas vivida com o exagero da alma da pessoa, o que leva a muitos à descrença (Ops! Como posso afirmar isso?!). Não isentando ainda, situações que realmente devem ser atribuídas ao diabo.

O grande ponto divergente na cristandade, está justamente na pontuação de cada um dos casos acima citados.

Vale finalizar dizendo que mesmo com ou sem o discernimento, acredito na escolha (livre arbítrio). Nós optamos em acreditar ou não em algo.

"Propositalmente, não abordei os posicionamentos nos âmbitos sociais. De relacionamento, gostos e preferências, caráter e etc. O texto se estenderia demais. Entre outras coisas, eu teria que abordar o meu velho e "bom" Flamengo. E apesar do 5 x 0 que "sofremos" no último domingo, eu não aceitaria escárnio a respeito!!!"

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Reflexâo

"Deus não tem importância alguma até que tenha suprema importância".

(Abraham Heschel)

domingo, 3 de maio de 2009

A busca do amor e aceitação através das obras e da lei

Na sequência de reverberar a blogosfera, encontrei um outro post bastante relevante. Vitor Carvalho no blog Amando ao próximo, compara um fariseu a uma criança com anseio de ser amada. Gostei ainda mais do texto, pelo seu título: O fariseu que vive em nós. E é isso mesmo! Existe um "fariseu" hipócrita em cada um de nós!

Confira um trecho do post abaixo:

{...
Imagine uma criança que nunca recebeu amor dos pais. Certo dia ela conhece uma menininha cujos pais a cobrem de amor e afeto. A primeira criança diz para si mesma: “Quero ser amada desse jeito também. Vou fazer o que for preciso para conquistar o amor do meu pai e da minha mãe.” Então, para ganhar o carinho dos pais, ela passa a escovar os dentes, arrumar a cama, sorri, tem bons modos, nunca chora nem reclama de nada, nunca expressa uma necessidade sequer e aprende a esconder os sentimentos negativos.

É assim que fazem os fariseus. Eles seguem a lei com todo rigor para despertar o amor de Deus. Se for necessário, eles a reescrevem para dar destaque a coisas que não estavam mesmo pretendendo fazer: dançar, fumar, beber. Ou para destacar as coisas que eles gostam: o compromisso com programas da igreja é sinônimo de compromisso com Deus, votar em (
coloque aqui o nome do seu candidato) é o que Jesus faria. A imagem que eles têm de Deus prende-os a uma teologia que incentiva as obras em troca da aprovação que vem do céu. Se Deus é um contador detalhista que gosta de encontrar erros de quem quer que seja o fariseu deve buscar uma vida que minimize o risco de erro. Assim, no dia do juízo final, ele poderá apresentar a Deus uma folha de serviços perfeita, e Deus será obrigado a aceitá-la.
...}



sábado, 2 de maio de 2009

AGENTE APRENDE

(NVI) LUCA 12:22 Dirigindo-se aos seus discípulos, Jesus acrescentou: "Portanto eu lhes digo: Não se preocupem com sua própria vida, quanto ao que comer; nem com seu próprio corpo, quanto ao que vestir. 23 A vida é mais importante do que a comida, e o corpo, mais do que as roupas. 24 Observem os corvos: não semeiam nem colhem, não têm armazéns nem celeiros; contudo, Deus os alimenta. E vocês têm muito mais valor do que as aves! 25 Quem de vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar uma hora que seja à sua vida? 26 Visto que vocês não podem sequer fazer uma coisa tão pequena, por que se preocupar com o restante? 27 "Observem como crescem os lírios. Eles não trabalham nem tecem. Contudo, eu lhes digo que nem Salomão, em todo o seu esplendor, vestiu-se como um deles. 28 Se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada ao fogo, quanto mais vestirá vocês, homens de pequena fé! ..... mas o Pai sabe que vocês precisam delas. 31 Busquem, pois, o Reino de Deus, e essas coisas lhes serão acrescentadas. 32 "Não tenham medo, pequeno rebanho, pois foi do agrado do Pai dar-lhes o Reino.

Quão difícil é viver essa passagem ... vira e mexa nos preocupamos com o amanhã.. com o que comer.. com o que vestir... com o que vamos ser.. como vamos fazer ... mesmo sabendo que o que importa é viver o hoje (vivê-lo em Deus), mesmo sabendo que só nELE teremos a paz que nos faz descansar e confiar... mesmo sabendo que ELE sabe do que precisamos... sempre estamos a nos preocupar.. felizes são os pássaros do meu quintal.. eles sim confiam no DEUS eterno que sempre lhes dá o alimento ... alimento esse que muitas vezes eles.. os pássaros encontram no chão da minha cozinha... Acho que eles já conhecem à DEUS e nELE confiam e esperam.. AGENTE APRENDE ... EU Preciso APRENDER ..
Buscar o reino .. quando isso falta o resto não faz sentido... ae voltamos a nos preocupar com o que comer com o que vestir.. com o que fazer... a onde ir? Se só TU tens as palavras de vida eterna..
Venha o teu reino e seja feita a tua vontade..

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Jogo em que Jesus pode lutar contra Maomé causa polêmica

A Molleindustria retirou do seu site o jogo “Faith Fighter”, que tinha sido apresentado já há um ano com o mote: “O jogo que vai testar as suas capacidades e a sua tolerância religiosa”, no seguimento de uma queixa da Organização da Conferência Islâmica (OIC).
O jogo é uma versão do "Street Fighter", de combates entre duas figuras, mas em vez de escolher personagens com maior capacidade muscular ou de técnicas de artes marciais, o jogador pode lutar através de figuras religiosas como Maomé, Ganesh ou Jesus. A idéia, diz a Molleindustria, era “fazer com que os jogadores reflictam sobre como as suas religiões ou as suas representações são muitas vezes usadas para alimentar ou justificar conflitos entre nações ou pessoas”. Para não ferir susceptibilidades entre os muçulmanos que rejeitam representações físicas de Maomé, o fabricante fez uma versão censurada.
A OIC reagiu a uma notícia sobre o jogo num jornal inglês - que citava líderes cristãos, muçulmanos e budistas ofendidos pelo jogo - lançando um comunicado dizendo que o "Faith Fighter" “é provocador e ofensivo tanto para os cristãos como para os muçulmanos (...) e só servirá para incitar a intolerância”, cita a AFP.
A empresa responsável pelo jogo diz que já há um ano que este estava disponível na Net e que apenas tinham recebido “duas queixas de jogadores católicos”. Mas decidiu ainda assim retirá-lo.

Pow!! Mas se entre os jogadores tem Deus e Jesus, como é que fica??? (risos) Deus ganha né!


terça-feira, 21 de abril de 2009

Ariovaldo Ramos - Crer ou saber de Deus?


Segue um trecho de uma palestra de Ariovaldo Ramos sobre a Graça de Deus. O trecho nos leva à uma reflexão sobre a percepção que nós todos, devemos ter em relação a Deus. 

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Me lembro que uma vez, eu estava viajando com um famoso escritor e ele me disse:
- Eu gosto de gente como você, que crê num deus.
Eu disse pra ele:
- Uai! Eu não creio num deus não!
Ai ele falou:
- Não?
- Não! Esse negócio de crer num deus, quer dizer: "Eu creio num, você crê noutro, o outro crê noutro". Vai ter deus "aí" que num acaba mais! Isso quando não chegar a hora, que cada um de nós, vai se proclamar deus. Se é que já não tá acontecendo isso?!
Ai ele disse: 
- Ué! Então, o que que você é?
Eu falei:
- Eu sou parte daquele pessoal, que sabe de Deus! Sabe que Deus é a única realidade no universo, e que todas as outras realidades, subsistem nEle. Então, eu não sou alguém que crê num deus. Eu sei de Deus! Eu e um montão de gente. Eu não sou o único não. Tem bilhões de seres humanos que sabem de Deus! Que há uma realidade no universo, e essa realidade é Deus! E todas as demais, subsistem nEle.
...}

Para ouvir o áudio da mensagem na íntegra, clique aqui.