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domingo, 2 de maio de 2010

João Pedro - A espera de um Milagre - Orem conosco

Insondável. 
Essa é uma das características de Deus mais ditas e mais esquecidas pelos humanos.
Mesmo "sem" evidências (científicas) disso, suspeito que desde o surgimento do pensar, surgiu também a loucura da humanidade em tentar explicar os atos, permissões e até, o que alguns chamam de omissões de Deus. 
Tentamos entender as atitudes de um Deus que é onisciente, onipotente e onipresente, para delegar à Ele, responsabilidades nossas, mas que, supostamente, estão além de nosso controle natural.
Regozijamo-nos com a maravilha do livre arbítrio, mas derrapamos em dúvidas em relação a chamada "vontade permissiva" de Deus para com as catástrofes, assassinatos, doenças, tragédias e males diversos.
Todo mundo, já viu ou conheceu alguém que tenha passado por um livramento. Algo especial que lhe ocorrera que de tão sobrenatural, naturalmente só poderia ter vindo da parte de Deus. E nesses casos, penso que é no mínimo curiosa, uma particularidade que vejo no agir de Deus. Refiro-me a possibilidade da dúvida. Em todos os casos, existe a opção de acreditarmos ou não. Para cada milagre que ocorre, existe uma alternativa científica, mesmo que ainda na casa da teoria, que se propõe explicar de forma racional o que de fato teria ocorrido. Ouvimos e vemos de tudo nessas alternativas científicas, desde de doenças psicossomáticas, que em outras décadas eram singularizadas na classe das frescuras, até às interpretações de que alguns fenômenos não explicados, são frutos de uma paranormalidade mental que o individuo inconscientemente possui. 
Tudo isso ocorre, como cristãos temos que ser francos e temos que admitir! Mas nada disso anula a enchente de maravilhas e milagres de Deus que acompanham a humanidade desde o início dos séculos.
Quem possui canais de TV a cabo, já deve ter visto alguns daqueles documentários que tendem a humanizar a figura de Jesus. Outros até já contrataram ilusionistas para "reproduzirem" alguns de seus feitos, acentuando ainda mais, a possibilidade da dúvida. Tomé, optou por duvidar de seus amigos, mesmo tendo presenciado várias maravilhas à "olho nu" e à "mangas levantadas". 
Por que duvidamos? Por que a dúvida é um processo natural e não o contrário? Será essa uma das características do que chamam de "queda"? O que sei é que Deus sempre nos dá no mínimo duas opções, e uma delas é a fé. Onde você pode acreditar que o exame que antes acusava um câncer e que agora não acusa nada, trata-se de um milagre ou apenas uma falha no primeiro exame.


Minha família, precisamente minha irmã e meu cunhado, estão passando por um desses momentos de luta (espiritual, mental e moral). Seu filhinho, o João Pedro, meu sobrinho bem dotado, está passando por dias de sofrimento decorrente de um transplante de rins, onde o organismo dele além de lutar para aceitar a medicação forte e não rejeitar o novo órgão no corpo, luta também contra bactérias que debilitam ainda mais o estado físico do transplantado, que já se encontra com uma imunidade baixa.
Oro a Deus, para que o aprendizado que tenhamos com o sofrer do meu sobrinho, irmã e cunhado, venha com a recompensa do milagre, com a recompensa da recuperação plena. Oro assim, não por acreditar que se Deus quiser leva-lo, Ele se torne um ser mal por isso, mas por acreditar que Ele pode fazer. Desejo ainda, passar muitos Natais ao lado de todos os meus sobrinhos, sobrinhas e afilhadas, e com o João Pedro entre eles.

Peço se possível, à todos que lerem esse post, que venham a interceder em oração junto ao Pai. Para que a cura ocorra, abreviando o máximo possível, o sofrimento da criança e dos pais.


terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Reencontros

- Eu nem acredito que você está aqui, meu neto!
Assim falou minha avó enquanto me abraçava e se emocionava. Um abraço daqueles que não vemos nem em filmes, abraço de ternura ao quadrado, onde a alegria do reencontro embarga as palavras e a nossa comunicação passa a ser apenas através dos olhos. Ao fundo, minha mâezinha não se importava em reter as lágrimas que percorriam o seu rosto ao ver o lindo quadro que há cerca de 20 anos não se repetia. Isso mesmo, cerca de 20 anos sem que o neto abraçasse sua avó.
Logo, minha mãe lhe trouxe um leitinho quente, pois depois dos 80 anos, com o atenuante de viver sob cuidados especiais por possuir uma má condição cardíaca, experimentar emoções fortes, mesmo que sejam emoções boas e tão desejosas como estas de reencontros, não é recomendável.
Sou grato a Deus, por possuir família e saber minha raiz. Sou grato a Deus por conhecer minha história e ter afeição por ela.
Durante toda a vida, morando na região do Distrito Federal e cidades de entorno, sempre encontrei argumentos suficientes, pelo menos para mim mesmo, para não ir até Parnaíba, litoral do estado do Piauí, para visitar minha avó materna, meus tios e primos. Todas as desculpas foram invalidadas desde que meus pais fizeram o caminho de volta do retirante nordestino, o que fez com que minha viagem ao estado natal, deixasse de ser apenas uma possibilidade, para ser uma necessidade.
Como é bom reencontrar abraços já esquecidos e descobrir sorrisos de parentes nunca antes vistos.
Como é bom ver seus pais brincarem de serem rabujentos um com o outro. Como é bom ver sua nova sobrinha, toda faceira e cerilepe, correndo pela casa. Como é bom ver seu sobrinho experimentar as "difíceis" mudanças e cobranças da adolescência. Como é bom ver sua irmã continuar sendo a "sargenta" da casa. Tudo isso me faz pensar que por um momento, tudo voltou, todo aquele colorido da infância e toda aquela singela sensação de segurança, de que está tudo bem, de que você está em casa. Mesmo que seja do outro lado do Brasil, num calor de mais de 35 graus e mesmo que depois que casemos, a casa de nossos pais não seja mais a nossa casa, ainda é um porto seguro.
Todas essas boas experiências que tenho tido aqui, são mais alegres e plenas pela possibilidade de compartilha-las com minha linda Lívia. Como é bom ter algo para compartilhar com quem se ama.

Jesus veio nos lembrar isso, que apesar dos fardos ou das tempestades, que apesar das angústias e das perseguições, existe um lugar preparado para nós. A casa de nosso Pai. Não somos órfãos no universo, possuímos um lar, e quando chegarmos lá, abraços de ternura não nos faltarão.

"Não se perturbe o vosso coração! Crede em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se não fosse assim, eu vos teria dito, pois vou preparar-vos um lugar, e quando eu me for e vos tiver preparado um lugar, virei novamente e vos levarei comigo, a fim de que, onde eu estiver, estejais também vós."

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Briga em família


Esta semana vi um filho chamar seu pai de moleque e inresponsável.
Esta semana vi um pai chamar seu filho de babaca e safado.
Este filho que ofendeu o pai é o mesmo filho que pelo pai foi ofendido.
Estes pai e filho estão dividindo o mesmo teto. Eles não mais se falam.
Estes pai e filho se dizem cristãos. Acreditam em Deus e na mensagem de amor do evangelho de Jesus Cristo.
Mas hoje, estão agindo como aquele tolo que construiu a sua casa na areia. Veio a tempestade e derrubou a casa.
Um precipitado diria: Se assim eles fazem, cristãos não são!
Eu digo que são cristãos. Imperfeitos cristãos. Como eu e você. Digo que estão no processo. E paro por aqui, pois além disso é julgamento.
Este conto não é fictício. Infelizmente.

A tristeza deste post é que casos como este, estão cada vez mais comum na igreja brasileira. Alguns até, se utilizam de bases bíblicas e de aval pastoral. E no domingo a noite, com corações e consciências anestesiados, vão participar da Ceia do Senhor.