quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Sorriso de criança


Clique na imagem para amplia-la.

Recebendo a Graça

Há uma forte crença em nossa cultura de que você não pode receber nada de graça. É por isso que é tão dificil aceitarmos a verdade da bondade de Deus, que não merecemos. No fundo de nosso ser, somos tentados a crer que precisamos fazer algo para mantermos um relacionamento com Deus.
A mensagem da graça causa um impacto, não somente em seu relacionamento com Deus, como também em outras pessoas. Quando você tem a íntima certeza de que nada pode ser feito para merecer o favor de Deus, e que Ele oferece, de graça; amor e bondade, você é livre para levar a graça aos outros.
Passa também a entender que as diferenças exteriores, tais como sexo , raça e classe social não são qualidades próprias para determinar o relacionamento entre as pessoas.
Você pode viver na liberdade de saber que somos todos pecadores redimidos para amarmos e servirmos a Cristo e uns aos outros. Devemos usar a liberdade que Deus nos dá, não; para satisfação dos próprios desejos, mas para servirmos uns aos outros em amor.
(Fonte:Biblia da mulher)
Que neste final de ano você tão somente viva como um agraciado repartindo a graça de Deus com outros.

[REVERBERADO]

Fonte: Blog da Mulher Cristã

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Reencontros

- Eu nem acredito que você está aqui, meu neto!
Assim falou minha avó enquanto me abraçava e se emocionava. Um abraço daqueles que não vemos nem em filmes, abraço de ternura ao quadrado, onde a alegria do reencontro embarga as palavras e a nossa comunicação passa a ser apenas através dos olhos. Ao fundo, minha mâezinha não se importava em reter as lágrimas que percorriam o seu rosto ao ver o lindo quadro que há cerca de 20 anos não se repetia. Isso mesmo, cerca de 20 anos sem que o neto abraçasse sua avó.
Logo, minha mãe lhe trouxe um leitinho quente, pois depois dos 80 anos, com o atenuante de viver sob cuidados especiais por possuir uma má condição cardíaca, experimentar emoções fortes, mesmo que sejam emoções boas e tão desejosas como estas de reencontros, não é recomendável.
Sou grato a Deus, por possuir família e saber minha raiz. Sou grato a Deus por conhecer minha história e ter afeição por ela.
Durante toda a vida, morando na região do Distrito Federal e cidades de entorno, sempre encontrei argumentos suficientes, pelo menos para mim mesmo, para não ir até Parnaíba, litoral do estado do Piauí, para visitar minha avó materna, meus tios e primos. Todas as desculpas foram invalidadas desde que meus pais fizeram o caminho de volta do retirante nordestino, o que fez com que minha viagem ao estado natal, deixasse de ser apenas uma possibilidade, para ser uma necessidade.
Como é bom reencontrar abraços já esquecidos e descobrir sorrisos de parentes nunca antes vistos.
Como é bom ver seus pais brincarem de serem rabujentos um com o outro. Como é bom ver sua nova sobrinha, toda faceira e cerilepe, correndo pela casa. Como é bom ver seu sobrinho experimentar as "difíceis" mudanças e cobranças da adolescência. Como é bom ver sua irmã continuar sendo a "sargenta" da casa. Tudo isso me faz pensar que por um momento, tudo voltou, todo aquele colorido da infância e toda aquela singela sensação de segurança, de que está tudo bem, de que você está em casa. Mesmo que seja do outro lado do Brasil, num calor de mais de 35 graus e mesmo que depois que casemos, a casa de nossos pais não seja mais a nossa casa, ainda é um porto seguro.
Todas essas boas experiências que tenho tido aqui, são mais alegres e plenas pela possibilidade de compartilha-las com minha linda Lívia. Como é bom ter algo para compartilhar com quem se ama.

Jesus veio nos lembrar isso, que apesar dos fardos ou das tempestades, que apesar das angústias e das perseguições, existe um lugar preparado para nós. A casa de nosso Pai. Não somos órfãos no universo, possuímos um lar, e quando chegarmos lá, abraços de ternura não nos faltarão.

"Não se perturbe o vosso coração! Crede em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se não fosse assim, eu vos teria dito, pois vou preparar-vos um lugar, e quando eu me for e vos tiver preparado um lugar, virei novamente e vos levarei comigo, a fim de que, onde eu estiver, estejais também vós."

sábado, 12 de dezembro de 2009

A gente só dá o que tem, e todos tem algo a dar


"Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou."
Todos conhecem bem a história do homem coxo de nascença, que esmolava à porta do templo chamado Formosa, curado por Deus através dos apóstolos Pedro e João.
A Igreja "primitiva", foi conhecida entre outras coisas, pelo seu compartilhar de bens e provisões. Neste episódio, se tivessem, certamente dariam dinheiro para o homem pedinte. Graças a Deus que não tinham.
...
"Meu filho, a gente só dá o que tem!"
Minha mãezinha sempre me dizia isso quando percebia que eu enegrecera minha mente com raiva por algum dano recebido. Sempre quando ela percebia que a moeda do bateu-levou me alcançara, ela me repetia essa frase, mostrando com sabedoria, que o mal que eu recebera, não poderia devolver, pois ele não habitava em mim. Por tanto, cabia a mim perdoar e seguir em diante.
Esta lição só foi aprendida por mim, pela insistência de minha mãe ao repeti-la quantas vezes fosse necessária. E principalmente, porque ela vivia o que pregava.
...
Voltando ao exemplo dos apóstolos citado acima, reflito sobre a Igreja "moderna":
Hoje, temos ouro e prata, e é só isso o que temos. E mesmo assim, nem isso damos, pedimos.
...
Graças a Deus, a última frase é um fato recorrente em apenas uma parte da Igreja. As perguntas que me surgem são: "Se ocorre com parte de nós, não é problema nosso?" "Não é como se ocorresse com todos nós?" "Não seríamos nós responsáveis?" "Não seríamos nós uma família?"

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

As Leis Vs o Evangelho-Amor

As vezes sinto vontade de puxar a barba de Paulo (se é que ele tinha). Sinto vontade de chama-lo para uma roda de capoeira, onde eu pediria pro berimbal tocar são bento grande, e assim eu lhe mostraria, diversas vezes, a sola do pé. Imagino-me dando-lhe vários petelecos e outros tantos pedala-robinhos. Mas aí, a razão de novo me absorve, o sentimento de ira se transforma em vergonha e percebo que o pontapé que quero dar no apóstolo, possui destino em outras bundas.
Entendo que o sentimento descontente que as vezes me inflama, vem de cenas e falas reproduzidas por outras pessoas, conteporâneas minhas. Pessoas que insistem em cita-lo para defender seus malfeitos, covardias, tolices e até devaneios.
Percebo então, que em mim há também covardia, pois é mais fácil encarar a Paulo, do que a milhares.
Do que esse cara tá falando? (Você deve estar se perguntando, ou náo.) Falo da impaciência que me alcança todas as vezes que vejo um evangélico com a Bíblia ao punho, citar uma carta paulina para defender o "nosso" direito de reivindicarmos questões, as quais, Jesus nem sequer mencionou. Na verdade, as desprezou e mesmo assim, submeteu-se a algumas delas. Falo das questões legais que nos regem.
Jesus pagou o imposto, mesmo mostrando para Pedro que o imposto cobrado era indevido. Jesus calou-se perante Pilatos, mesmo sendo inocente. Nestes dois casos, Jesus submeteu-se. No primeiro, para não gerar escândalo desnecessário. No segundo, para cumprir sua missão.
Em contrapasso, Jesus não hesitou em quebrar leis e costumes que engessavam o entendimento do evangelho. A sua anarquia celeste quebrou a maior de todas as leis naturais, a lei natural da morte, onde todos morrem e quem morre, morto permanece. Jesus Cristo não só ressuscitou, como depois disso, nunca mais morreu!
Paulo por sua vez, era culto e instruído, conhecedor das leis e costumes de vários povos. Paulo usou este conhecimento, para pregar sobre o "deus desconhecido". Apoderou-se de sua prerrogativa de cidadão romano, para ser enviado à Roma. Utilizou-se de sua escola doutrinária, para ser ouvido pelos judeus em várias sinagogas e praças. Paulo tinha um curriculum e não hesitava em usa-lo (aqui é um dos pontos que meus conteporâneos usurpam). Sabia os caminhos das liberalidades legais e por eles, obtia as saídas e as entradas que melhor lhe convinhessem para pregar o Evangelho.
Com tudo, o que poderia desassemelhar Paulo, de Jesus, na verdade o faz um discípulo fiel. Paulo, assim como o Mestre Jesus, sabia das leis e as cumpria desde que os propósitos de Deus não fossem prejudicados. Eram subversivos até o tutano!
O Evangelho não se submete, não negocia. O Evangelho salva e por isso transgride. A constituição não suporta nem nunca suportará o Evangelho em sua totalidade. A lei de Moisés, está inserida no Evangelho, contudo, também não o abrange em sua amplitude. Todos os termos, leis e tratados ditos e escritos pela humanidade, são sucumbidos com apenas o sobrenome do Evangelho: Amor.
O Evangelho convida o cristão à este nível de anarquia: Ao descumprimento de toda lei que transgredir o Evangelho de Cristo. Quase que paradoxalmente, ele atribui ao cristão, o pesar da submissão à todas as leis, mesmo que injustas, desde que estas, repetindo, não transgridam o Evangelho.
O cristão deve ter o entendimento de que as leis que nos regem, como a constituição brasileira, tornam-se descartáveis quando opostas à Lei do Amor deixada por Cristo, leia-se o Evangelho.
O Evangelho nos convida a subversão!
A leitura descuidada, entenderia que é permitido ofender, denegrir, difamar, mentir, enganar, corromper, irar, machucar, torturar, extorquir, roubar, prostituir, estuprar, explodir e matar em nome de Deus.
GRITO QUE NÃO! Não é isso que as linhas acima dizem. Principalmente, porque as ações citadas, ferem a lei do Evangelho de Jesus Cristo. Ferem a incondicionalidade da ordenança maior de Amar.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Vocação

Quando alguém se converte a Cristo, para de sofrer...

Por si!

Quando alguém se converte a Cristo, passa a sofrer...

Pelo outro!

Quando alguém se converte a Cristo, em tudo, passa a dar graças...

Por si!

Quando alguém se converte a Cristo, passa a se sacrificar...

Pelo próximo!

[REVERBERADO]

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O Evangelho pode transformar um homossexual em heterossexual?

Poderia o Evangelho de Jesus Cristo transformar um homossexual em heterossexual? Um travesti em um homem casado com uma mulher?
Essa é uma pergunta que a muito tempo tem levantado polêmica na cristandade e também, em toda a sociedade. Os três videos abaixo, mostram Silas Malafaia entrevistando Joide Miranda, um ex-travesti que hoje é casado e missionário de uma igreja batista.
Eu particularmente, acredito que o Evangelho de Jesus Cristo pode exercer toda e qualquer transformação pelo amor de DEUS.

Parte 1


Parte 2


Parte 3



Em seu blog, Joide Miranda exibe as suas fotos de antes e depois de Cristo. Clique aqui para ver as fotos.

Espero que os meus amigos apologéticos e ou não simpatizantes do Malafaia, vejam os videos. Pois, acredito que os videos possuem um conteúdo bastante interessante para reflexão e debate.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Meu amigo E.T.


O que você faria se um E.T. lhe abordasse na rua e lhe interrogasse sobre uma passeata contra o PLC 122/2006???

Punk não é mesmo? Bom, tentei abordar esse encontro inusitado com bom humor, propondo uma reflexão sobre esse projeto de lei tão discutido.

A partir desse encontro (imaginário) podemos também, refletirmos sobre coisas que fazemos no nosso dia-a-dia. Se um E.T. nos perguntasse o porque de fazermos tais coisas, o que responderíamos?

Essa estória foi dividia em três episódios, já publicados no nosso outro blog. Confiram:

Episódio 1

Episódio 2

Episódio 3

Pra quem não sabe direito o que trata o PLC 122/2006. Bom, os episódios não têm a pretensão de explicar. O google está aí pra isso. RECOMENDO.
Fonte da imagem

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Cadê os Caras-Pintadas?


- Cadê os "Caras-pintadas"? Cadê os incoformados desse país? A população tem que se juntar e metralhar toda essa corja da câmara e do senado!!! Eles roubando e agente se ferrando!!!
Assim vociferou o motorista da lotação que me levava ao trabalho essa semana. Cheio de indignação e abastado de sentimento de impotência e frustração, ele esbravejava sobre os últimos escândalos da política do Distrito Federal, onde o governador José Roberto Arruda e outros políticos distritais, entre eles o presidente da câmara distrital e o corregedor da mesma, foram flagrados recebendo dinheiro ilícito do ex-secretário de relações institucionais, Durval Barbosa.
Como cidadão, ele está repleto de razões para se indignar e reagir cobrando a punição de todos os envolvidos. Seria melhor ainda, se como cidadão, ele pelo menos soubesse em quem votou nas eleições passadas. Infelizmente, essa indignação apesar de ser exposta e reverberada em todos os botiquins de Brasília e região, não ultrapassa as fronteiras da apolitização, da descrença, do sentimento de impotência, da apatia e até, de um certo cinismo, já instaladas nos brasilienses. A raiz disto, deve-se ao fato de estarmos, mais do que quaisquer outros cidadãos brasileiros, expostos diretamente à lixeira moral que está impregnada em nossos governantes. Daqui, sentimos a podridão de perto, vemos o nosso maior jornal impresso, o Correio Braziliense, ser omisso em vários momentos de nossa política, pois os valores altíssimos de anúncios pagos pelo governo, lhe amordaça, lhe domestica. Aqui, histórias mais fétidas do que as das imagens dos videos mostrados, são compartilhadas no dia-a-dia por quem vive nos bastidores do poder. As cenas mostradas não são nenhuma novidade para a população distrital, muito menos para os políticos que por sorte e ou ocupação em outros mensalões, não apareceram nessa emboscada da policia federal.
Em 1992, eu estava com 13 anos de idade, cursava a 7ª série do primeiro grau do ensino médio. Morava no Gama, cidade satélite de Brasília - DF, estava vivendo na periferia da efervescente política estudantil da capital brasileira.
Sem dúvidas eram outros tempos. Éramos movidos por outras paixões e outras ideologias, mesmo que subjugados pelo mesmo espírito corrupto da política e empresariado brasileiro.
Sob risco de ser trucidado, gostaria de mostrar o outro lado de uma falácia: "Os Caras-pintadas tiraram Fernando Collor de Melo da presidência da república." Fico extremamente incomodado quando vejo a mídia divulgar esse logro Brasil a fora.
Como eu disse, eram outros tempos. Naquela época grêmios estudantis eram criados com consciência política e idealista, ingênua, mas idealista. Esses pouquíssimos estudantes mais ativos, encabeçavam e inflavam os demais. Mesmo assim, eram poucos os que de fato eram comprometidos e politizados, a maioria esmagadora dos estudantes aproveitava-se do movimento para matar aulas, paquerar, tomar cachaça e fumar maconha. É óbvio que uma manifestação de massa, apresentada de forma organizada, criou uma pressão sobre os políticos da época. Contudo, a organização das passeatas apenas tinham os alunos como testas-de-ferro. Os professores e diretores dos colégios, radicalmente petistas na época, eram de fato os mentores do movimento. Éramos interrompidos em sala de aula com avisos de que haviam ônibus nos estacionamentos dos colégios, para levar os alunos que quisessem participar da manifestação na esplanada dos ministérios e que depois nos trariam de volta. Os alunos que não quisessem ir, ficariam em sala de aula fazendo um trabalho (que não valeria ponto algum) ou seriam dispensados para suas casas. Oras! Éramos jovens criados ao som de Cazuza, Legião Urbana e Lobão. Quando os docentes explicavam o que significava impeachment e que deveríamos participar da passeata, nossos hormônios confundiam nossos cérebros e ouvíamos apenas "bagunça no ônibus!"
Juntando essa massa organizada, (na verdade, uma boiada alienada bem conduzida) com o poder da imprensa que insistia em dizer que toda a população, representada pelos Caras-pintadas queriam o impedimento imediato do presidente, os políticos da época, realmente se viram acuados e impelidos a quebrarem as caras alianças com o governo e votarem no impeachment de Collor.
É sabido também que tal pressão social, só obteve tamanho impacto, porque Collor estava num processo absolutista, onde não estava mais agradando aos partidos aliados e oposicionistas com a distribuição de ministérios e secretarias públicas, como hoje é feito de forma farta e banqueteira. Não que ele fosse incorrupto, o que ocorreu foi que não queria dividir o bolo, nem queria ceder pressões dos opositores de ocasião. (Um surto fatal de imperador lhe acometeu)
Tudo isso me veio a mente novamente, quando vi na televisão, manifestantes invadindo o plenário. Com bandeiras amarelo-rubras em punho, e uma paixão violenta e notóriamente esquerdista, me pergunto porque a imprensa não diz logo que foi uma invasão de partidários do PSOL? Partido que hoje, meio que simboliza o PT de 17 anos atrás. Receio que queiram forjar outra manifestação atribuída à população.
Com todo esse discurso, não quero desmerecer o valor do movimento dos Caras-pintadas nem da recente invasão. Quero apenas dizer e mostrar, que o povo continua inerte e que as mobilizações ainda são mentorizadas pela esquerda brasileira.

Minha geração cresceu ouvindo que "política e religião não se discute". Talvez por isso, estejamos vendo tantas mazelas na câmara, no senado e em nossas igrejas.
Devemos lembrar que o início do combate a corrupção acontece em nós mesmos, como bem ensinou Jesus Cristo: "Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então verás bem para tirar o argueiro que está no olho de teu irmão."

Por ter me alongado muito, não entrei aqui no assunto dos evangélicos envolvidos. Isso será assunto para um outro post.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Igreja Gay: Uma vergonha para os evangélicos!

Semana passada, no dia 27 de Novembro, uma das rádios evangélicas de maior popularidade do Brasil exibiu um debate sobre homossexualismo. Entre os participantes estavam o Pr. Silas Malafaia, o Desembargador Fábio Dutra, o Pr. Paulo Afonso, o Pr. Augusto Miranda, o Pr. Paulo César e o Pr. Marcos Gladstone. Este último é líder da Igreja Contemporânea do Rio de Janeiro, conhecida como "igreja gay".

Gladstone é homossexual assumido, e declara ser casado com seu companheiro e também pastor Fábio Inácio.

O debate poderia ter sido muito proveitoso, caso não houvesse alguns momentos desrespeitosos, onde as partes se atacaram mutuamente.

Silas, como sempre, vociferou suas opiniões sem o menor recato, chegando ao cúmulo de referir-se aos seus opositores que assistiam no auditório da rádio como "bonecas". No final, retratou-se, sabendo que isso poderia lhe render uma ação jurídica.

Se todos mantivessem a linha, muitas coisas poderiam ter sido esclarecidas. Oportunidade desperdiçada.

Tive pena do Gladstone. Embora discorde de seus posicionamentos, acho que ele merece respeito, como qualquer ser humano.

Silas disse que não há igreja evangélica gay, nem tampouco "pastor gay". Gladstone, para revidar, afirmou que era pastor reconhecido pela Federação de Teólogos do Brasil (ou algo do gênero).

Um dos momentos mais curiosos foi quando Gladstone afirmou que muitos pastores e filhos de pastores já o procuraram em sua igreja, confessando que eram gays. Não duvido nada! Conheço o caso em que um pastor foi flagrado sentado no colo de um obreiro.

Definitivamente, a igreja evangélica brasileira não está preparada para discutir um assunto tão polêmico como este. Falta maturidade, finesse, e sobretudo, amor.

Por que acho que é uma vergonha para os evangélicos que haja uma igreja gay? Simples. Esta igreja só surgiu para preencher uma lacuna deixada pela igreja evangélica. Se os gays fossem acolhidos em nossas comunidades, a fim de que fossem expostos à Palavra de Deus, eles não teriam qualquer razão para buscar uma igreja dedicada exclusivamente a eles.

Não estou dizendo que as igrejas deveriam legitimar sua conduta. Não! Apenas afirmo que devemos ser mais misericordiosos, compassivos, agindo mais ou menos como nosso Mestre agiria.

Me recuso a acreditar que Jesus os rechaçaria. Também não acredito que Ele estimularia que Seus seguidores se entrincheirassem contra os homossexuais, como tem sido feito.

Tornamo-nos seus inimigos número 1. Como poderemos evangelizá-los? Como poderemos conduzi-los aos pés do Salvador?

Será que somos melhores do que eles? Será que nossa avareza, idolatria, inveja, carnalidade, ocupam um lugar de menor importância dentro da lista de pecados condenados pela Palavra?

Sinceramente, creio que a Igreja deveria se manifestar solidária a todo grupo humano minoritário que buscasse ser respeitado. Sem endossar qualquer que fosse a conduta pecaminosa, deveríamos comprar uma briga pelas prostitutas, homossexuais, seguidores das religiões afro-brasileiras, ciganos, etc.

Te escandalizei?

Pois o Cristo a quem sirvo também escandalizou os religiosos pudicos de Sua época ao colocar-se em defesa da mulher adúltera, desmascarando a pseudosantidade dos religiosos que queriam apedrejá-la.

Tornamo-nos tão diferentes de Jesus. Estamos sempre do lado errado. Do lado dos poderosos, dos mantenedores do Status Quo, dos corruptos, dos salafrários.

Repito: não acho que devemos baratear a mensagem do Evangelho, endossando qualquer conduta que não se coadune com seus valores e princípios.

Porém, acredito que devemos usar de misericórdia, tanto quanto dela necessitamos. Afinal, são os misericordiosos que alcançarão misericórdia.

Ao xingar seus oponentes de 'bonecas', ou 'meninas', Silas Malafaia revelou o lado preconceituoso daqueles a quem ele julga representar. Foi um desserviço à causa do Evangelho.

Nunca vi ninguém se converter no calor de uma discussão.

Se queremos ser respeitados, devemos, antes de tudo, respeitar, mesmo o mais vil pecador. Não somos melhores do que eles.

Que tal se olharmos para nós mesmos como fez Paulo, que considerou-se o principal dos pecadores?

Que tal se deixarmos de olhar para o outro de cima pra baixo, e considerar-nos igualmente carentes da graça de Deus?

Que o Projeto de Lei 122 precisa de ajustes, não resta dúvida. Mas não será com xingamentos e ataques que vamos reverter isso.

O que não se pode negar é que o debate serve mesmo é a interesses políticos daqueles que se fiam na ingenuidade do povo evangélico para se elegerem.

Igreja nenhuma deveria sentir-se ameaçada por qualquer que seja a PL. Faz-se um escarcel danado para que os crentes pensem que a tal "ditadura gay" vai obrigar às igrejas a aceitarem e celebrarem o casamento entre pessoas do mesmo sexo. E assim, os propineiros vão se elegendo e agradecendo ao deus Mamom pelas "graças" recebidas.

Bem... Esta é minha humilde opinião. Você tem todo o direito de discordar.

Hermes C. Fernandes

[REVERBERADO]

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

A lógica da Verdade e a mentira


Só há uma videira verdadeira, isto é verdade.

Alguns ramos serão enxertados, outros cortados, isto é verdade.

Os ramos que forem cortados arderão no “fogo do inferno”, mesmo que este conceito não esteja claramente definido, isto é verdade.

Os ramos que não foram cortados e os enxertados têm a vida eterna, na presença do Pai, isto é verdade.

Os ramos enxertados são aqueles que o Pai escolheu para o seu Filho, isto é verdade.

O Filho nos diz que dos seus não perderá nenhum, isto é verdade.

Afirmar que a videira verdadeira é o sistema denominacional instalado, isto é mentira.

Afirmar que “quem não se submete ao poder eclesiástico denominacional é ramo cortado”, isto é mentira.

O judaísmo diz isso a mais de dois mil anos, isto é verdade.

A ICAR diz isso a mais 500 anos, isto é verdade.

Os evangélicos estão dizendo a mesma coisa atualmente, isto é verdade.

Se eles estivessem certos, só seriam igreja e estariam na vida eterna os judeus, isto é lógica.

Ô povo que não tem olhos para ver e ouvidos para ouvir, isto é mentira ou verdade?


[REVERBERADO]

Imagem


Fonte: Da Graça, a pequena