Um menino e sua Menina.
É assim que eu me sinto. É assim que meu pensar corrobora com o meu sentir.
Cheio de susto!
É como eu fico todas as vezes que caio meu olhar no seu rosto, enquanto descança em meus braços.
Quão serena! Quanto sussego! Por que me compenetra a crer que é possuidora da paz dos anjos? O que te faz sussegar quase que de forma absoluta?
Que responsabilidade!
Se eu me permitisse ser mais ateu, julgaria a Deus! Tamanha é a responsabilidade que Ele me entregou ao confia-la a mim.
Quanto ao pai dela não hesito. Este foi irresponsável mesmo! Ou demasiado portador de fé.
O que lhe posso ofertar? Como posso agracia-la? Que adornos lhes são dignos?
Mãos vazias é o que carrego, em conjunto com um tremor de pernas que insiste em denunciar-me: - Fraco! Preguiçoso! Incapaz! - Tremem elas.
Mas espere, espere um pouco mais. Este olhar, eu o reconheço. Nele me acalmo. Ele nada pede, pelo menos nada que eu não tenha. Ele ama. Ela me ama! E por mim é amada! Esta é a única oferta que aquele olhar anseia. O amor recíproco.
Então brado! Com meus lábios nos teus. Com a saliva e a respiração que se ofega! Sou teu! Eu e o meu amor!
Obrigado Senhor!
Eu me enganei. A responsabilida não é minha. Eu não poderia. A responsabilida é do amor. Ele pode!
Estas linhas dedico a minha amada Lívia. Minha companheira e cúmplice. Namorida minha! Amo-te!