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sábado, 13 de novembro de 2010
John Piper - Faça Guerra
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Antonio Mano
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quarta-feira, 17 de junho de 2009
Prefiro um amasso bacana!!!
"O carro pára no acostamento da rodovia. A passageira interroga se o combustível acabou. O motorista abre a porta do passageiro com violência e impaciência dizendo:
- Ou dá ou desce!
- Não rola ficarmos apenas num amasso bacana??
Pergunta a mocinha pressionada."
Em geral, o "meio termo" é considerado uma fraqueza, uma falta de posicionamento. Provavelmente isso é decorrente da utilização exagerada de Apocalipse 3:16.
Nos mares psicológicos, o meio termo geralmente, é tido como sinal de equilibrio, condição emocional posta como ideal.
No terreno intelectual, esta neutralidade é tida como segura, demonstra isenção analítica e até, pode-se atribuir ao ser neutro, a posse de uma mente "aberta" às possibilidades.
Já nos ares espirituais, temos alguns embates. As diversas mitologias, desde cedo presentes no incosciente coletivo, regadas por construções de lendas, supertições e muitos desenhos animados, fixaram na mente humana duas forças bem definidas, que agem de forma combativa desde o que se entende por origem: O Bem e o Mal, Deus e o diabo.
Com a expanção do cristianismo e as suas diversas ramificações e denominações, introduziu-se um novo componente bastante atuante e controverso que rematou a tríade: O homem.
Muito das diversas manifestações, experiências e milagres que não eram atribuídos ao poderio do Bem (Deus), deixaram de ser imputadas à força contrária (diabo, mal), sendo arrogados às próprias pessoas que as propagam.
Isso tem gerado grande ruído na comunidade cristã, onde os exegetas concorrem quanto a veracidade, validade e origem das experiências. De um lado, faz-se uso da rejeição ao desconhecido, ao não interpretado e até, ao sem propósito aparente. Do outro lado, questiona-se a frieza espiritual dos contestadores, sua incapacidade de discernimento e incrédulidade. De ambos os lados, são levantadas bandeiras de "guardadores" de Deus. Ambos, atribuem uma fatídica destinação aos opositores, desqualificando-os como lobos, aproveitadores, cegos, mortos espirituais, hereges, usurpadores e ou simplesmente, foras da visão.
Enquanto a mim? Qual é meu posicionamento? Bom, não acredito na excelência das generalidades. Cada caso e circunstância devem ser vistos como únicos, medidos com suporte bíblico e discernimento espiritual. Contudo, nem sempre essas ferramentas nos capacitam a atestar tais manifestações com certeza absoluta, posto que:
- Se (este "se" é apenas provocativo) Deus é mesmo vivo, nem mil Bíblias poderiam comporta-Lo;
- O discernimento espiritual não é uma virtude humana (constante), pois confundi-se com o discernimento do próprio coração, onde se misturam os gostos e (pré)conceitos.
Nos exemplos bíblicos que percorrem todo o novo testamento, vemos que os perseguidores de Jesus e dos apóstolos, que mesmo presenciando manifestações inconstestáveis pela cristandade atual, negaram que tais feitos viessem da parte de Deus. Outros, creram apenas devido aos milagres presenciados. Opondo-se a isto, temos também, os exemplos de pessoas que tentaram usurpar dos dons de Deus, pondo inclusive, preço nos mesmos. Vemos ainda, manifestações supostamente boas, que eram na verdade, alardes de demônios.
O discernimento espiritual é um dom excelente de Deus, o qual apesar de Paulo (e a Lívia) dizer ser inerente a todo cristão (que busca o aperfeiçoamento), penso eu, que seja privilégio de alguns. (Pelo menos no uso).
Deixando então de miar em torno do prato de leite, reafirmo que cada caso é ímpar e que necessita de observância individual. Atualmente, vemos pessoas sem o discernimento necessário (Ops! Como posso afirmar isso?!), julgando manifestações apenas por não conseguir associa-las a um propósito entendível de Deus, como também temos malucos, surtando pelo anseio transbordante de fama, poder e dinheiro (composição destorcida da prosperidade)(Ops! Como posso afirmar isso?!). Outro caso, é o da experiência verdadeira, mas vivida com o exagero da alma da pessoa, o que leva a muitos à descrença (Ops! Como posso afirmar isso?!). Não isentando ainda, situações que realmente devem ser atribuídas ao diabo.
O grande ponto divergente na cristandade, está justamente na pontuação de cada um dos casos acima citados.
Vale finalizar dizendo que mesmo com ou sem o discernimento, acredito na escolha (livre arbítrio). Nós optamos em acreditar ou não em algo.
"Propositalmente, não abordei os posicionamentos nos âmbitos sociais. De relacionamento, gostos e preferências, caráter e etc. O texto se estenderia demais. Entre outras coisas, eu teria que abordar o meu velho e "bom" Flamengo. E apesar do 5 x 0 que "sofremos" no último domingo, eu não aceitaria escárnio a respeito!!!"
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Antonio Mano
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terça-feira, 9 de junho de 2009
A guerra santa na blogosfera cristã

Desde que senteciei-me a empregar momentos do dia com este blog, expressando e reverberando, bati inúmeras vezes na altercação da verdade, que porfia a coroa apologética entre os blogueiros cristãos, os quais desavêm em algumas faixas por mim percebidas. Uns de igrejas ditas históricas, com tintura intelectual geralmente; Uns de igrejas ditas pentecostais, possuidores de grande teor emocional e coloração espiritual; Uns de igrejas neopentecostais ou de outros chamativos, que se contemporizam nas formas e linguagens.
Penso que as questões diversas, têm principalmente, a Bíblia como eixo de rotação.
Nisto, reputo que a Bíblia é um livro sagrado. De sagrados textos, inspirações e revelações. De santos (separados) homens escritores. Creio que Deus fala-nos através dela e contra passo não crendo que ela seja A Palava de Deus. Creio na inerrância bíblica e por isso, creio que Jesus Cristo é A Palavra de Deus. Não existe teologia no mundo que faça Deus caber na Bíblia. Se Deus não for maior, a própria é desapreciada à um grande complexo de estórias, e não de histórias.
É certo que muitos se aproveitam disto para “ver” e “ouvir” Deus e anjos(e suas nomeclaturas e ou entendimentos) em lugares diversos e de formas mais diversas ainda. Por isso talvez, Martinho Lutero tenha dito o que disse a respeito de tais experiências. E é pouco depois de Lutero, que viemos perdendo o exercício do discernimento espiritual. É mais seguro, usarmos a Bíblia como âncora e molde. Sim, é seguro, mas também, revela nossa imaturidade e insegurança. Expõe nossa cegueira e temor diante dos detractores que usurpam e manipulam as Sagradas Escrituras e o povo. E isto, nos leva aos embates teológicos.
Não me atrevo a questionar a relevância da blogagem cristã, seria pré-potente, e desonesto, visto que não conheço-a em sua totalidade. O que menciono aqui, é uma generalização cruel e injusta (toda generalização assim se torna), do reflexo da maioria dos (poucos) blogs que leio.
Graças a Deus pelas exceções!
Apesar de discorrer superficialmente, pensei ser interessante reverberar aqui estes pensamentos, mesmo me arriscando a incorrer no mesmo erro.
Postado por
Antonio Mano
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