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terça-feira, 1 de outubro de 2013

A crucificação foi uma "armação" de Deus??


A fé cristã afirma que Jesus, o Ungido de Deus, é o próprio Deus vestido de carne humana, o que justifica muito bem, um de seus nomes: Emanuel – Deus conosco. Tal concepção encontra alicerces no cânon cristão, principalmente, nos escritos de João, o amado, que nos apresenta Jesus como o Verbo de Deus e como a Palavra da Vida encarnada; nos escritos de Paulo, o ex-perseguidor, que destacava a humildade de Jesus, mesmo Ele subsistindo em forma de Deus, não usurpava em sÊ-lo; e também, nos escritos de Pedro, o presbítero, que escreve afirmando que o Cristo já era conhecido ainda antes da fundação deste mundo.

Tomando a Bíblia como nosso principal e soberano guia de estudo da história Deus com a humanidade, percebemos que mais do que qualquer outro Atributo, Deus revela-nos o seu Amor, através do seu estender de braços para a reconciliação com os seres humanos, que, por desobediência, se desgarraram do Pai Celeste.

De certo que ao nos ajudar com a percepção de que falhamos, para que, através dessa consciência, fosse gerado em nós o arrependimento, Deus ensinou-nos também que a reparação das nossas falhas para com Ele, viria através de ofertas de sacrifícios e que sem o sangue expiatório de um inocente, não haveria perdão. Para este processo, Deus deu-nos algumas orientações a serem observadas, entre elas, designando que o cordeiro que fosse entregue para o sacrifício, deveria ser um cordeiro perfeito e sem mácula alguma (manchas ou defeitos) , indicando assim uma exigência de perfeição e pureza.

Com a leitura bíblica, também percebemos que há uma evolução na revelação de Deus e seus mandamentos para o ser humano, proporcionalmente, ao passo que este (ser humano) evolui em entendimento. Em contrapartida, o ser humano também evoluí conforme mergulha na compreensão dos ensinamentos eternos de Deus.

Esse processo evolutivo continuou até que em determinado momento da história, aprouve a Deus, designar seu Filho para a reconciliação final. Uma vez que, nenhum cordeiro (ovino), por mais puro que fosse, poderia servir, definitivamente (de uma única vez e de uma vez por todas), como paga por todos os pecados (passado, presente e futuro) da humanidade, coube a Deus então, prover um cordeiro santo para a expiação definitiva.

Em nossa fé cristã, entendemos que a morte nada mais é do que uma passagem, um retorno ao Criador. A morte não é um fim, pelo contrário, é o início para a verdadeira vida. Ora, se nós, pequenos em consciência possuímos essa visão que retira todos os poderes, de finitude, da morte, imaginemos então o Todo Poderoso, O Eterno, Aquele a quem a morte não pode segurar? Um raciocínio lógico e direto poderia nos levar a uma prévia conclusão de que o sacrifício de Jesus no Calvário não passou de uma “armação”, uma vez que Deus não pode morrer!

Com exceção da “armação”, tais fatos são verdadeiros, a saber, que a morte é insignificantemente inofensiva para Deus e que o Eterno não pode morrer! Então o próximo raciocínio é de que a carne humana, o invólucro perecível que Deus utilizou, por 2 dias esteve sem suas funções vitais, mas no terceiro dia, o coração retomou seu trabalho de bombear sangue e o cérebro foi ativado novamente, restaurando, plenamente suas funções cognitivas e os demais órgãos também foram reativados em todas as suas funções vitais, ao que chamamos de Ressurreição.

Ora, mas dizer que o Filho de Deus morreu é dizer que Deus morreu!! E isto é impossível!!! Todo o plano de Deus então não passaria de uma atuação?

Esse é o questionamento daqueles que observam a passagem histórica de Jesus na terra, apenas focando sua morte e ressurreição. A missão do Ungido de Deus é muito maior! A missão do Cristo foi também, de resgate, de restauração, de socorro e de ensino, como costuma dizer o pastor Ariovaldo Ramos, foi a de ensinar a gente, como gente deve ser. Mas, acima de tudo isso, a morte expiatória de Jesus Cristo é a prova e a demonstração real do que o Amor de Deus é capaz de fazer por nós. Ela nos aponta para o entendimento de que em Cristo, Ele morreu por nós, Sim! Ele MORRERIA se assim possível fosse!!! Mais do que a visceralidade da violência sofrida pelo corpo humano que o Eterno habitou, muito bem encenada no filme do Mel Gibson, é a profundidade da revelação do Indescritível, Inigualável e Todo Poderoso Deus Criador de todas as coisas, nos dizer que a extensão do seu amor vai até a morte! Chocar-se com tal revelação nos faz transcender da cruz!! Faz questionar-nos sobre que tipo de amor insondável e imensurável é esse que faz o próprio Deus entregar-se em sacrifício por amor de nós? Que amor é esse que é antes de tudo, unilateral, pois vem do Pai para nós em primeira instância e que nós, em nossa pequeneza, o máximo que conseguimos fazer (quando fazemos), é corresponder dentro das nossas limitações. A limitação humana, neste caso, possui um teto muito baixo, pois restringe-se apenas ao ato de devolver-Lhe as nossas vidas em inteireza de entrega, serviço e adoração e acima de tudo em amor e socorro ao próximo, tal qual, Jesus ensinou.

A morte do Filho de Deus, na cruz do Calvário, nos espanta (conforme avançamos na compreensão) porque percebemos (parcialmente, conforme nossas limitações) a imensidão do Amor de Deus, que mesmo sendo Soberano e Senhor de todas as coisas, se IMPORTOU em demonstra-lo (seu Amor) para nós.

Cristo em sua fala, diz que não havia maior demonstração de amor que a dEle, em dar a sua vida aos seus amigos. Nesta mesma fala, ele diz que deixara aos seus discípulos um novo mandamento, uma nova ordenança a cumprir, a saber, que amassem uns aos outros da maneira como Ele os amara e ainda na sequência desta fala, Ele os elege como amigos, tirando-os da condição de apenas servos. Parece-me claro que Cristo não só apontou seus destinos (com exceção de João), como também os encorajou a morrer por Ele, agora não só como seu Senhor, mas também como seu Amigo, tão quanto os encorajou a morrerem uns pelos outros, em entrega recíproca (ao Amor de Deus), não obrigatória e não condicional. Entrega essa exercida por todos aqueles que adquirem (são agraciados) fé e compreensão no ato de, metaforicamente, se molharem (minimamente), imergindo a pontinha do pé nos imensos e profundos oceanos do Amor, Sabedoria e Mistérios de Deus.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Enxergar o outro, enxergando-se nele.


O Senhor Jesus nos ensina a primeiro sanarmos nossos machucados para assim, com uma melhor condição adquirida através do tratamento e testemunho, auxiliarmos aos que caminham com suas feridas abertas. A psicologia ensina que os defeitos que detectamos no outro, que também estão alocados em nós, sejam eles já subjugados ou não, vencidos ou não, ou apenas controlados ou não, são os que mais despertam sentimentos e inquietações. 

Ao vermos o próximo caindo em tentações que não nos atormentam mais, temos um ímpeto natural de sacudir-lhe e apontar-lhe os “tijolos amarelos” que pisamos para o escape, para que com isso, ele possa seguir o mesmo trajeto de restauração. Esse tipo de resgate tende a se tornar frustrado, principalmente, por que ignora a interpretação pessoal do outro sobre o problema apontado e o desfecho a que ele se destina.

Nem sempre, nos compete elencar as falhas alheias. Há casos, e penso eu que são a maioria, que a melhor condução é apenas apresentar ao individuo o caminho para o espelho, servindo, se muito, apenas de uma suave luz de candeia que possibilita uma melhor visualização no processo de uma autoanálise, através do testemunho do nosso caminho transpassado.

Esse tipo de ajuda inibe o rebater do outro quando este se sente criticado e numa tentativa de revide e ou defesa, contra ataca apontando os defeitos que o ajudador ainda não venceu. E com isso, invalida para si o conselho e a palavra de orientação.

Os profetas desta geração que me perdoem, mas o levantar de vozes sem as lágrimas, sem o pesar, sem o compadecer, sem o amor e principalmente, sem a percepção clara de que somos todos feitos do mesmo barro, atua apenas como um efêmero agitar de águas, que só serve para afastar os peixes da rede.

Cristo, sendo divino, mesmo em vestes de carne como nós, não conheceu o erro, o pecado ou a imperfeição. Por isso, não tinha que trabalhar com tais cuidados, mas mesmo assim, não usava de sua condição para esbofetear as pessoas com a exposição de seus pecados, apesar de seus discursos terem sempre o verbo arrepender como um dos principais protagonistas.

Mais que humildade, vejo isso como sabedoria. Sim, uma vez que a principal intenção de expor falhas é para que as mesmas sejam revistas em arrependimento e transformação, procurar apresenta-las em amor é a melhor alternativa para uma possível conversão.

Vejo também, mesmo que sendo apenas uma conjectura pessoal, que Cristo enxergava-se nas pessoas. Ao ver as pessoas, Cristo enxergava o amor do Pai por elas, e com isso, enxergava a Si mesmo, pois Ele próprio é a maior manifestação do Amor de Deus para com toda a criação.

O exercício que proponho então é este: Enxergar-nos ao enxergarmos o próximo. É ver-nos pequeninos todas as vezes que vermos o próximo sofrer por coisas banais; É ver-nos imperfeitos todas as vezes que vermos as falhas do próximo; É ver-nos corrompidos todas as vezes que vermos a corrupção no próximo. 

Este não é um exercício de apropriação de falhas alheias, tampouco de covardia ou cumplicidade permissiva. Este é um exercício de amor. Semelhante e não igual, ao de Cristo quando desceu o abismo de degraus necessários para usar as vestes humanas, nos mostrando quais tijolos da estrada não afundam, deixando pegadas de luz que atravessam os séculos até hoje, que nos guiam para o caminho da salvação. Neste caso, Jesus, o perfeito salvador, se igualou aos imperfeitos para o cumprimento do processo da redenção destes. O que proponho é  que os imperfeitos se reconheçam como tal, observando-se nas imperfeições do outro, distanciando-se da tentação do julgamento e exonerando-se do exercício indevido de fiscais e delegados de Deus.

Ao nos enxergarmos nos pecados do próximo, seremos movidos a ama-lo e ajuda-lo. Não com dedos erguidos à sua fronte, mas sim, exibindo nossas cicatrizes e feridas que ainda estão abertas. Propondo um caminho de parceria, onde possamos ser enfermeiros uns dos outros, conforme as prescrições do único médico: Jesus Cristo.

Enxergar-se enxergando o outro, seja o outro quem for.

Será que conseguiremos nos enxergar em todos os seres humanos? Nos que vivem ou não à margem da sociedade? Será que conseguiremos nos enxergar nas garotas e garotos de programa? Nos evangélicos? Nos travestis? Nos católicos? Nos corruptos? Nos pastores? Nos hereges? Nos ateus? Nos padres? Nos assassinos? Nos bandidos? Nos Ladrões? Nos religiosos? Nos Espíritas? Nos umbandistas? Nos falsos mestres? Nos muçulmanos? Nos adúlteros? Nos deficientes? Nos sãos? Nos presidiários? Nos militares? ... etc?

terça-feira, 26 de abril de 2011

O meu direito começa quando o seu acaba! Será?!

O meu direito acaba quando o seu começa.

Inverti propositalmente a frase acima, no título dessa postagem, para refletirmos sobre o nosso direito individual sob a ótica de Cristo. Para tal, entendo que devemos, primeiramente, atentarmos sobre quais são os nossos deveres enquanto cristãos.

Ao revermos algumas falas de Jesus, percebemos que apesar de sua pregação percorrer vários temas como: Libertação, Paz, Verdade, Justiça, Cura, Salvação, Amor e Vida; Tudo corrobora para exortação ao arrependimento e a conversão dos nossos maus caminhos, devido a vinda do Reino de Deus.

Uma "dificuldade" em ser discípulo de Jesus, é não ter o subterfúgio da falta do exemplo prático. Jesus não ensinava apenas em palavras, mas em todas as suas ações e reações, em cada passo de amor, perdão e compaixão que ele dava em direção das pessoas. Por isso, ser um seguidor de Jesus de Nazaré, é submeter-se a uma nova normativa de conduta de vida, no proceder e no entendimento, é ter que viver a vida de uma forma nova, tão diferente da forma antiga, que se faz necessário nascer de novo. Os deveres dos cristãos por tanto, são o de ouvir e guardar as palavras do Cristo, reproduzindo-as em fé e ações no cotidiano do relacionamento com o próximo.

Jesus Cristo nos ensina a relermos as escrituras sob a ótica dele. Ele resume toda a interpretação da Lei e dos Profetas na vivência de dois mandamentos que possuem o Amor como verbo e Deus e as pessoas como alvos. Jesus fala que devemos amar a Deus sobre todas as coisas com todo o nosso ser; Ele nos diz para amarmos ao próximo como a nós mesmos. Isso porque ao termos êxito nessas duas santas ordenanças, não cometeremos falhas uns com os outros e nem para com o Pai Celeste. E ainda antes de ser preso e crucificado, ele nos deixa um novo mandamento, que também possui o Amor como cerne, mas com uma diferenciação dos demais: Amem uns aos outros como EU os amei.

Percebamos que a principal diferença entre este novo mandamento e o mandamento de amar ao próximo é a referência de quem ama. Antes, Jesus confirma que devemos amar ao próximo como a nós mesmos, conforme está escrito na Lei, e com isso, devemos fazer ao próximo tudo aquilo que gostaríamos que fosse feito conosco. Quando Jesus substitui a referência de quem ama, de nós para ele próprio, ele eleva essa ação a um nível ainda não experimentado pelas pessoas.

Para ajudar mais no entendimento desse amor, podemos conferir o que está escrito no capítulo 53 do livro de Isaías. Lá, o profeta relata o que iria ocorrer ao Messias: Um justo, sem pecado, iria carregar o peso das transgressões da humanidade. Lá é relatado, como um inocente seria castigado em dor e sofrimento para a expiação dos pecados alheios. Lá ainda diz, que ele também intercederia ao Pai, em favor dos culpados. O Cristo padeceu por nossos pecados e através de suas feridas fomos sarados.

Cristo, ao dar o novo mandamento, sugere que devemos amar como ele amou, incondicionalmente, e se preciso for, dar a vida uns pelos outros. Ele sugere que este amor, deva ser dirigido até para aqueles que nos ofendem, perseguem, agridem e desonrem. Ele retira todos os termos condicionais de quem deva ser alvo desse amor. Ao entendermos a dimensão desse novo mandamento, percebemos o quão difícil é beber desse cálice!

Me pergunto mediante a esses deveres quase impraticáveis e quase inexequíveis, o que fazer? Como proceder debaixo de uma conduta cristã depois de perceber essa impossibilidade? Como dormir com um barulho desses? Ora, a resposta é paradoxalmente tão simples quanto complexa. É simples pois é uma só: NÃO FAÇO NADA! Não depende de mim! Preciso reconhecer que essa virtude vem de Deus e preciso despencar nos seus braços de amor, clamando por compaixão por todas as almas viventes; E é complexa porque: TEMOS QUE EXERCITAR ISSO TODOS OS SEGUNDOS DE NOSSAS VIDAS! Com todas as pessoas, em todas as situações. Não é algo que simplesmente, fazemos uma vez e estaremos prontíssimos para todas as outras ocorrências. É algo que é sofrível todas as vezes que é exigido.

Não há nada que possamos fazer sem a Graça do Senhor nosso Deus. Dependemos do seu Espírito Santo para alcançarmos a plenitude do dom do Amor. Precisamos, de fato crer em Jesus Cristo para submetermos nossa carne e mente ao exercício diário desse tipo de amor. Precisamos praticar todos os dias, mesmo sabendo da alta probabilidade de falharmos nessa tentativa.

Paulo nos ensina, que assim como Cristo não agradou a si mesmo por amor de nós, devemos suportar a fraqueza de entendimento de alguns, abdicando de questões e não agradando a nós mesmos. Paulo sugere ainda, que por conta desse amor, devemos deixar de fazer coisas que não nos condenam e até nos são por direito, quando as mesmas, levarem o nosso próximo ao tropeço, enfraquecimento ou escândalo. Paulo entendeu, que amar como Cristo amou, é antes de tudo se anular, abdicar de seus direitos, tomando para si apenas os deveres ensinados por Jesus. O próprio Cristo se anulou, se despindo de sua divindade para nos mostrar o caminho de volta ao Pai.

As palavras de Jesus atravessam a esfera do aconselhamento até a posição da ordenança. Ouvir suas palavras, guarda-las e vivê-las é o dever de cada cristão. O ensino de Jesus é como a receita de um remédio dada por um médico, não é prudente ignora-lo.

Concluo aqui esse post, acreditando que o cristão tem o direito de cumprir o dever de amar ao próximo como Cristo o amou. O que estiver acima disso pode até ser consciência política, amor próprio ou direito constitucional, mas não tem nada a ver com Reino de Deus!

Minha esposa está se formando em serviço social, eu sou a favor da distribuição de renda, da equidade social e da defesa dos direitos dos cidadãos, contudo, esse papel de cobrança de direitos deve ser exercido em relação ao Estado e na defesa da população empobrecida ou dos trabalhadores explorados. Não acredito que o nosso papel para com o próximo deva ser de cobrança de direitos uns com os outros. 

terça-feira, 19 de abril de 2011

O Evangelho segundo o twitter

Seguindo a mesma linha de um video já postado aqui, sobre a história do Natal contada via Google, Gmail e Facebook, segue um novo video com a narração do Evangelho feita através do Twitter. 

O video é muito criativo e bem bolado, bem oportuno para esta semana que é celebrada a Paixão de Cristo.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

O diálogo cristão deve ser o diálogo humano.

Imaginar a humanidade despida de crenças é tão complicado quanto imagina-la conciliando todas as crenças.

O discurso cristão de que pessoas de outras crenças pertencem a uma classe diferente da classe das pessoas de crença cristã, há muito tempo não possui sustentação para ser reverberado.
O verdadeiro entendimento cristão sobre o ser humano é de igualdade. Desde o nascimento até o inalterável padecer do corpo. A crença cristã garante que o Cristo veio para reconciliar Deus com o mundo, abrangendo assim, todos aqueles que nele habitam. Mesmo que exista um fator condicionador para tal reconciliação, a fé, o sacrifício soteriológico é destinado a toda a humanidade.
O diálogo entre as religiões devem buscar um caminho racional, onde até a crença na inexistência divina (ateísmo clássico), deve ser compreendida como uma manifestação natural do entendimento (ou da falta dele) humano para o que entendemos como não-material e ou espiritual.
Por milênios os cristãos se ocuparam na defesa do indefensável. A racionalização e exposição de sua fé.
Sugerir que outros creiam em seus dogmas, os quais são construídos de formas únicas por indivíduo, relacionados principalmente, a fatores culturais, é tão insensato quanto sugerir que os que crêem, o fazem por razões sugestivas da alma humana, como o medo e a ignorância.
A fala cristã deve ser detida pela vivência cristã. A boa nova de Jesus deve ser mais que pregada, deve ser compartilhada de forma simples, contínua e natural, tal qual o ato de respirar. Onde o descrente, não mais deve ser coagido a corroborar com a cosmovisão cristã, mas sim, embriagado pelos aromas dos frutos do Espírito que existem naqueles que compartilham não apenas suas crenças, mas suas vidas. A pregação cristã deve ser solidificada em Amor, ação de justiça e entrega. Essas ações não mais devem ser condicionadas à receptividade da fé cristã. 
Mesmo que se corra o risco do descrente atribuir os valores positivos vistos para a natureza humana, o homem enquanto cristão, sabe que ainda que ele pleiteie isso, não pode gozar plenamente de um mérito que não lhe pertença, mesmo que em suas ações, ele desvie-se do caminho cristão, e exiba tais feitos como oriundos dele próprio, sua alma garante-lhe o fel do saber.

[descrente - leia-se que crê diferente, ou simplesmente, que não crê. Por tanto, o termo não carrega pejoratividade, uma vez que o objeto da descrença é o objeto da crença do cristianismo, o Cristo.]

sexta-feira, 23 de abril de 2010

São Jorge - Sincretismo e Lendas

Dia 23 de abril. Boa parte da nação brasileira celebra e presta homenagens a um personagem tão místico-mórfico quanto o "bom velinho" papai noel.
Já falei dessa figura sincrética do folclore religioso tupinquim ano passado. Como nada mudou, passo abaixo o link para quem quiser ler o que já foi dito anteriormente.


Salve Jesus!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

As Leis Vs o Evangelho-Amor

As vezes sinto vontade de puxar a barba de Paulo (se é que ele tinha). Sinto vontade de chama-lo para uma roda de capoeira, onde eu pediria pro berimbal tocar são bento grande, e assim eu lhe mostraria, diversas vezes, a sola do pé. Imagino-me dando-lhe vários petelecos e outros tantos pedala-robinhos. Mas aí, a razão de novo me absorve, o sentimento de ira se transforma em vergonha e percebo que o pontapé que quero dar no apóstolo, possui destino em outras bundas.
Entendo que o sentimento descontente que as vezes me inflama, vem de cenas e falas reproduzidas por outras pessoas, conteporâneas minhas. Pessoas que insistem em cita-lo para defender seus malfeitos, covardias, tolices e até devaneios.
Percebo então, que em mim há também covardia, pois é mais fácil encarar a Paulo, do que a milhares.
Do que esse cara tá falando? (Você deve estar se perguntando, ou náo.) Falo da impaciência que me alcança todas as vezes que vejo um evangélico com a Bíblia ao punho, citar uma carta paulina para defender o "nosso" direito de reivindicarmos questões, as quais, Jesus nem sequer mencionou. Na verdade, as desprezou e mesmo assim, submeteu-se a algumas delas. Falo das questões legais que nos regem.
Jesus pagou o imposto, mesmo mostrando para Pedro que o imposto cobrado era indevido. Jesus calou-se perante Pilatos, mesmo sendo inocente. Nestes dois casos, Jesus submeteu-se. No primeiro, para não gerar escândalo desnecessário. No segundo, para cumprir sua missão.
Em contrapasso, Jesus não hesitou em quebrar leis e costumes que engessavam o entendimento do evangelho. A sua anarquia celeste quebrou a maior de todas as leis naturais, a lei natural da morte, onde todos morrem e quem morre, morto permanece. Jesus Cristo não só ressuscitou, como depois disso, nunca mais morreu!
Paulo por sua vez, era culto e instruído, conhecedor das leis e costumes de vários povos. Paulo usou este conhecimento, para pregar sobre o "deus desconhecido". Apoderou-se de sua prerrogativa de cidadão romano, para ser enviado à Roma. Utilizou-se de sua escola doutrinária, para ser ouvido pelos judeus em várias sinagogas e praças. Paulo tinha um curriculum e não hesitava em usa-lo (aqui é um dos pontos que meus conteporâneos usurpam). Sabia os caminhos das liberalidades legais e por eles, obtia as saídas e as entradas que melhor lhe convinhessem para pregar o Evangelho.
Com tudo, o que poderia desassemelhar Paulo, de Jesus, na verdade o faz um discípulo fiel. Paulo, assim como o Mestre Jesus, sabia das leis e as cumpria desde que os propósitos de Deus não fossem prejudicados. Eram subversivos até o tutano!
O Evangelho não se submete, não negocia. O Evangelho salva e por isso transgride. A constituição não suporta nem nunca suportará o Evangelho em sua totalidade. A lei de Moisés, está inserida no Evangelho, contudo, também não o abrange em sua amplitude. Todos os termos, leis e tratados ditos e escritos pela humanidade, são sucumbidos com apenas o sobrenome do Evangelho: Amor.
O Evangelho convida o cristão à este nível de anarquia: Ao descumprimento de toda lei que transgredir o Evangelho de Cristo. Quase que paradoxalmente, ele atribui ao cristão, o pesar da submissão à todas as leis, mesmo que injustas, desde que estas, repetindo, não transgridam o Evangelho.
O cristão deve ter o entendimento de que as leis que nos regem, como a constituição brasileira, tornam-se descartáveis quando opostas à Lei do Amor deixada por Cristo, leia-se o Evangelho.
O Evangelho nos convida a subversão!
A leitura descuidada, entenderia que é permitido ofender, denegrir, difamar, mentir, enganar, corromper, irar, machucar, torturar, extorquir, roubar, prostituir, estuprar, explodir e matar em nome de Deus.
GRITO QUE NÃO! Não é isso que as linhas acima dizem. Principalmente, porque as ações citadas, ferem a lei do Evangelho de Jesus Cristo. Ferem a incondicionalidade da ordenança maior de Amar.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O Evangelho pode transformar um homossexual em heterossexual?

Poderia o Evangelho de Jesus Cristo transformar um homossexual em heterossexual? Um travesti em um homem casado com uma mulher?
Essa é uma pergunta que a muito tempo tem levantado polêmica na cristandade e também, em toda a sociedade. Os três videos abaixo, mostram Silas Malafaia entrevistando Joide Miranda, um ex-travesti que hoje é casado e missionário de uma igreja batista.
Eu particularmente, acredito que o Evangelho de Jesus Cristo pode exercer toda e qualquer transformação pelo amor de DEUS.

Parte 1


Parte 2


Parte 3



Em seu blog, Joide Miranda exibe as suas fotos de antes e depois de Cristo. Clique aqui para ver as fotos.

Espero que os meus amigos apologéticos e ou não simpatizantes do Malafaia, vejam os videos. Pois, acredito que os videos possuem um conteúdo bastante interessante para reflexão e debate.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Dia do evangélico

Com a intenção de prestar honraria e destaque à esta camada "representativa" da sociedade brasileira, sob protestos de alguns e agradecimentos de outros que amam um feriado (feriado facultativo pelo menos em Brasília), o poder legislativo estabeleceu que 30 de novembro (hoje) "comemora-se" o dia do evangélico.
Há quem diga que mártires protestantes, perseguidos pela "santa" inquisição, iriam olhar com alegria uma data como esta.
Eu particularmente, tenho minhas ressalvas, mas em memória destes, que com sangue e lágrimas propagaram as boas novas de cristo em troca de suas vidas, admito a idéia.
Infelizmente, dizer-se evangélico nos dias de hoje, não significa absolutamente nada! Não significa que o amor e o perdão são as principais características, não significa que a honestidade, benevolência, misericórdia e mansidão acompanham nossas ações.
Hoje em dia, dizer-se evangélico significa "pertencer" a uma denominação (a melhor, a nossa sempre é a melhor) e em conjunto, não mais "pertencer" ao mundo (mesmo que este nos pertença). Essa combinação de entendimento, leva o dito evangélico a agir com uma postura exclusivista e descriminatória, onde mesmo que se negue ao extremo, o pensamento é de que "somos diferentes dos demais!"
Tal pensamento, provavelmente, é oriundo do antigo testamento bíblico, onde os judeus carregam o predicado de o Povo Escolhido e uma vez que nós, povo gentílico, fomos enxertados nessa árvore através de Jesus Cristo, aplica-se assim, a mesma titularidade para todos aqueles que se tornarem crentes. Com isso, o que deveria ser fonte de gratidão e arrependimento, por tal favor imerecido, torna-se um quarteto de orgulho, altivez, arrogância e discriminação por parte dos ditos evangélicos em relação ao resto da humanidade.
Fica explícito pela condução deste texto, que não compactuo com tal pensamento usurpador, nem tão pouco, com as atitudes de pessoas que desta maneira se portam.
Fico grato a Deus por conhecer pessoas evangélicas que me emocionam em seu testemunho de vida e abnegação pessoal. Mas sou grato a Deus também, por conhecer pessoas não-evangélicas que me proporcionam a mesma emoção pelo seu testemunho de vida e abnegação pessoal.
Jesus, o Cristo, veio para nos ensinar várias coisas, uma delas é que o nosso próximo, aquele a quem devemos amar e socorrer, não possue distâncias. Pode ser nosso conjuge como também, nosso desafeto samaritano.
Espero que neste dia do evangélico, possamos refletir sobre a nossa caminhada cristã, que não pode ser exclusivista, pelo contrário, deve ser conciliadora.
Suspeito que os mártires do passado, e os caminhantes do evangelho de hoje, pouco se importam com essa data. Suspeito que os afazeres, não os de Marta, mas os de Maria, preciosamente lhe ocupam a maioria de seu tempo.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

A Lanterna do Evangelho


Um homem chamado Salvador entregou uma lanterna para um menino e lhe disse.
- Seus irmãozinhos estão no escuro. Lá no escuro, eles estão sofrendo. Por nada verem, eles não conseguem enchergar a si mesmos. Por nada verem, eles tropeçam e caem. Por nada verem eles não conseguem encontrar o caminho de volta pra casa.
O menino então, disse de pronto:
- O escuro é mal. Vou mostrar pros meus irmãos que o escuro os fazem tropeçar e cair. Vou lhes mostrar que o escuro não permite que eles se encherguem e que por causa dele (do escuro), eles não conseguem encontrar o caminho de volta pra casa.
O homem chamado Salvador voltando-se para o menino mais uma vez disse:
- Quando você ligar a lanterna perto dos seus irmãos eles verão! Eles não irão mais tropeçar nem cair, pois estarãm enchergando com a luz da lanterna. Eles poderãm enchergar a si mesmos com a luz da lanterna. E por enchergarem com a luz da lanterna, poderãm encontrar o caminho de volta pra casa. Por tanto, você não precisa falar dos seus tropeços ou de como eles estão incapases de enchergar no escuro. Pois, quando você ligar a lanterna perto de seus irmãos, o escuro não mais existirá. Foi para isso que eu lhe dei a lanterna.

Briga em família


Esta semana vi um filho chamar seu pai de moleque e inresponsável.
Esta semana vi um pai chamar seu filho de babaca e safado.
Este filho que ofendeu o pai é o mesmo filho que pelo pai foi ofendido.
Estes pai e filho estão dividindo o mesmo teto. Eles não mais se falam.
Estes pai e filho se dizem cristãos. Acreditam em Deus e na mensagem de amor do evangelho de Jesus Cristo.
Mas hoje, estão agindo como aquele tolo que construiu a sua casa na areia. Veio a tempestade e derrubou a casa.
Um precipitado diria: Se assim eles fazem, cristãos não são!
Eu digo que são cristãos. Imperfeitos cristãos. Como eu e você. Digo que estão no processo. E paro por aqui, pois além disso é julgamento.
Este conto não é fictício. Infelizmente.

A tristeza deste post é que casos como este, estão cada vez mais comum na igreja brasileira. Alguns até, se utilizam de bases bíblicas e de aval pastoral. E no domingo a noite, com corações e consciências anestesiados, vão participar da Ceia do Senhor.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Jogo em que Jesus pode dar uns "sacodes" em Maria

Bible Fight é um joguinho de luta no estilo "Street Fighter" com grandes personagens da bíblia cristã. O jogo utiliza as passagens bíblicas mais conhecidas de cada personagem para transformar em golpe especial.
Com Moisés, por exemplo, você poderá lançar as pedras dos dez mandamentos em direção ao oponente. Com Noé, você poderá chamar os animais da arca para esmagar o adversário.
Aprender a comandar o personagem não é nem um pouco difícil pois só é preciso utilizar duas teclas para golpear e as setas para movimentar. Os personagens são bem desenhados e os efeitos sonoros do jogo criam o ambiente ideal para provocar uma briga "engraçada".
Os personagens disponíveis são Jesus, Eva, Maria, Moisés, Noé e Satã (Diabo) e um secreto. Ao clicar no "c" no canto inferior da tela, você terá acesso a lista de golpes do personagem escolhido para lutar.

Eu já tinha postado aqui outro joguinho de luta com temática religiosa. A diferença principal é que neste, só temos personagens bíblicos. Pra ser sincero, apesar de bobinho, o jogo é bem divertido. Nesse jogo, evangélico (sem noção) que tem "ranço" de Maria, pode "extravasar"!
O jogo é free e para jogar basta acessar o link: http://games.adultswim.com/bible-fight-action-online-game.html
Eu quase zerei o jogo, mas quando vi que estava lutando com o Satã, desisti!!! (risos)

[REVERBERADO]

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A "estratégia" direta da pregação de Jesus Cristo


Não consigo perceber nenhum tipo de estratégia cultural, regional ou de qualquer outro tipo, nas posturas de Jesus narradas em todo o novo testamento. Percebo que Ele se utilizava de uma linguagem mais coloquial sim, e que suas parábolas tinham de fato um teor didático, mas não estratégico. Percebo que Ele sabia o momento certo de avançar, parar, falar, calar e até mesmo de recuar. Mas nisto, vejo sabedoria e não estratégia.
Em todo tempo, em cada encontro, Jesus despejava a Boa Nova das mais diversas formas possíveis, dependendo apenas do momento e para quem seria apresentada. Ele a apresentava através de milagres, através de revelação, através de perdão e a mais costumeira de todas, através da sua pregação e vivência.
Sua pregação era tão direta, que Ele não se preocupava com a possível desistência de seus seguidores ou mesmo, com a rejeição de sua Palavra por uma nova platéia. Pois já lhe era sabido, que os que viessem a Ele, seriam de fato, levados pelo Pai. Ele sabia, que de outra forma, não poderiam chegar ao Filho, se estes não fossem guiados pelo Pai. E que de uma maneira, estranhamente maravilhosa, não poderiam chegar ao Pai, se eles não fossem através do Filho. Esta maluquice santa, tão difícil de ser concebida é chamada de GRAÇA. Onde Deus leva até Jesus, o Filho, todos aqueles para que através do Cristo, possam ser salvos para Ele, o Pai. Tudo isso, sem nenhum mérito humano, através apenas de um favor imerecido. Tudo isso, através da expiação de um cordeiro santo, que puro e imaculado, foi sacrificado para que toda uma leva de pecadores, pudessem ser redimidos.
Basta crer! E este crer, significa tornar plena, a certeza de que eu (nós) sou (somos) participante(s) da cruscificação de Cristo. Pois mesmo que eu não O tenha prendido, açoitado e cruscificado, sei que Ele sofreu por minha causa, pelos meus pecados. Seu eu não participar disto, e assim comer da sua carne, e beber do seu sangue, não posso ser participante-beneficiado desta obra redentora de Deus.

"Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Se alguém comer deste pão, viverá para sempre. Este pão é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo."

"Se vocês não comerem a carne do Filho do homem e não beberem o seu sangue, não terão vida em si mesmos. Todo aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no última dia. Pois a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida."

Ao dizer estas palavras, o Cristo Jesus não falava apenas do alimento espiritual, que era os seus ensinamentos sobre o reino dos céus, a sua Palavra. Ele falava do calvário.
Para alguns, foi muito difícil aceitar tal verdade, posto que se tratavam de homens carnais (ou naturais). Homens desta mesma natureza, foram descritos posteriormente por Paulo, como homens que não aceitam as coisas do Espírito de Deus, porque lhes são loucura; e não podem entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.
Temos que entender a mensagem de Cristo e aceita-la para termos um novo nascimento e assim, nos tornarmos espirituais. Tal nascimento não vem através de esforço físico ou mental, vem através de e Graça. Vem do próprio Deus Pai. Só após esse upgrade existêncial é que poderemos dizer como Pedro, que quando perguntado se não iria também abandonar Jesus como os outros que haviam se escandalizado, disse: "Senhor para quem iremos? Tu tens as palavras de vida eterna. Nós cremos e sabemos que és o Santo de Deus."
Só após esse renascimento, poderemos também, não só verbalizar, mas dizer com todos os átomos do nosso corpo: "Tu és o Cristo! O Filho do Deus Vivo!" Pois assim, estaremos falando por revelação do próprio Espírito Santo de Deus em nós!

sábado, 17 de outubro de 2009

Filhos de Simão, o mago. - Atos 8:9-24 (2)



Em outro post sobre as crianças da nigéria que são acusadas de bruxaria, eu disse que via esses caras, ditos "pastores", como lobos. Hoje vejo também, que eles são cegos, pois "guiam" outro cegos (os pais das crianças) à cometerem barbáries contra os inocentes.
Entre os "Ais" de Jesus, o mais forte talvez seja aquele que recairá sobre o que fizer mal a um desses pequeninos, pois melhor seria que amarrasse uma pedra no pescoço e depois se atirasse no fundo do mar.

O pessoal do Caminho da Graça, está se mobilizando para ajudar essas crianças da Nigéria. Faço aqui minha contribuição divulgando o esforço deles e torcendo para que eles realmente levem a luz do verdadeiro Evangelho de Cristo para aquele povo enganado.



sexta-feira, 16 de outubro de 2009

A sede e a Água


Mano! A sede desse povo não é sede de água não! É sede de Jesus mesmo!

Certa vez, Jesus encontrou uma mulher tirando água de um poço. Sem pudor social ou constrangimento cultural algum, Ele pediu que ela lhe desse de beber. Após ser indagado em algumas questões menores, Ele afirmo à mulher que se ela soubesse quem Ele era, seria ela quem lhe pediria água e Ele lhe daria água viva (água corrente). Ela mais uma vez lhe questiona, pois como Ele poderia lhe oferecer água corrente (água viva), se não tinha condições nem de tirar água daquele poço fundo ao qual estavam próximos. Ela chegou a provoca-Lo perguntando se Ele era maior que o patriarca que construira aquele poço. Foi então que Jesus arrematou a conversa afirmando que todos que bebessem da água daquele poço, tornariam a ter sede, mas os que bebessem da água que Ele estava oferecendo, nunca mais teriam sede novamente.

Sempre quando pensei em missões às pessoas carentes, imaginei que o fator principal de auxílio viria a ser a construção da cidadania do indivíduo através de educação e cursos profissionalizantes, assim como assistência social básica imediata(alimentação).

Em Caruaru, cheguei imaginando encontrar logo na chegada, pessoas carentes de sede, pão, educação e cultura. Surpreendi-me ao ver que a cidade está numa crescente econômica e que já não há (se é que houve) pessoas paupérrimas ali. Logo, meu amigo-guia Fábio, foi me explicando como o comércio está se tornando forte e como isso tem gerado emprego e renda, não só local, mas também nos distritos mais próximos da cidade de Caruaru. Ele me informou que existem sim distritos rurais um pouco mais afastados, que são carentes do básico que a constituinte brasileira determina, gente sofrida dependente da bolsa família e de doações esporádicas.
Antes que eu perguntasse alguma outra coisa, ele me disse como que tentando me acordar de um sono leve: "Mano, a sede desse povo não é sede de água não! É sede de Jesus mesmo!" Percebi que meu pensamento inicial estava errado. Percebi que mesmo com a prosperidade financeira, sem Cristo, não adianta muito à alma do ser humano não mais passar fome. É óbvio que a caridade deve continuar sendo exercida. Que o trabalho volutário para a capacitação de pessoas abandonadas pelo Estado deve ser incentivado. Mas sem o Evangelho, tudo isso não passa de um verniz temporal, literalmente um sepulcro caiado. Se antes, na miséria e sem Cristo, os problema do sertanejo eram fome, sede, educação e cultura, agora, sem miséria e sem Cristo, os problemas são alcoolismo, prostituição, mortes, assaltos e todas essas mazelas que já vemos nas cidades metropolitanas e região. Tanto tempo convivendo com isso e eu nunca tinha me atentado! Temos que levar Cristo às pessoas! Isso não nos impede de levarmos pão e água, pelo contrário, isso nos motiva a também levarmos isso. Mas temos que levar como principal presente, o Evangelho de Jesus Cristo à estas pessoas sofridas, leva-lo não como uma troca, em hipótese alguma!! Sem barganha! Devemos levar o pão e a água terrena para todos, inclusive para aqueles que reneguem Jesus Cristo! Mas não devemos negligenciar o principal, o pão vivo e a água viva! A Boa Nova do Cristo Redentor!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

REFLEXÃO

"Por vezes temos a sensação de estar perante uma velha estátua, que foi construída há dois mil anos, mas que presentemente já está suja pelo tempo e pelos excrementos dos pássaros. Há muita tradição, produto da mente humana, que foi acrescentada à mensagem das Escrituras. O desafio que o Senhor coloca perante todos nós, é de limpar a velha estátua, para tentar chegar às origens, ao tempo em que Jesus apresentou o seu Evangelho. Claro que haverá reação dos que se habituaram a ver a velha estátua enegrecida pelo tempo e pela sujidade e preferem que assim continue."
(Camilo Coelho)



[REVERBERADO]

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Jesus Cristo Vs Cristianismo e suas vertentes


Vez ou outra, me pego no dilema de Cristo X Cristianismo.
Algo que era pra ser uma extensão, em muitos casos, se torna uma antítese.
Esse mesmo dilema, me faz questionar, do por quê continuar evangélico, visto que católico já não mais sou (pelo menos em alguns paradigmas e dogmas), e do por quê continuar cristão, posto que as referências de cristãos estão cada vez mais confusas e cada vez menos práticas, menos apóstolicas (no sentido de assemelhar aos primeiros discipulos-apóstolos).
Esse dilema se contorse e cria tentáculos em meus pensamentos, principalmente, quando percebo com uma certa facilidade, a distância entre o Senhor Jesus Cristo e muito dos "seus" seguidores e ou dogmas da religião que atualmente lhe é apontada como a religião dos Seus remanescentes na terra, o cristianismo.
Não tenho problemas com Jesus! Seria "cômi-trágico" se tivesse. Graças a Deus não tenho. Por tanto, me parece muito aceitável que mesmo quando não me sinto evangélico ou cristão, continue tendo total devoção à Jesus Cristo! Desassociá-lo de coisas que homens com cruzes e ou ternos (chapéus, bigodes, barbas, mantas e tantos outros filactérios) fazem em seu nome, não só é fácil, como também necessário.
Contudo, tal ruptura não se torna necessária, uma vez que a Igreja de Jesus Cristo continuará existindo. A Igreja é uma realidade viva e linda.
Não é necessário adjetivar a Igreja como a VERDADEIRA, posto que sendo falsa, não é a Igreja.
O que quero dizer é que fazemos a insignificante ação de nos rotularmos como sendo assim ou assado, ou não sendo assim ou assado. Como sendo deste ou daquele grupo, como não sendo deste ou daquele grupo.
A caminhada com Cristo nos "obriga" ao caminho do amor. Nos direciona a termos o olhar samaritano, o qual mesmo não reconhecendo as vestes do necessitado como sendo da sua clã, família ou nação, não se permite seguir seu caminho sem estender a mão. Ao contrário, de pronto se entrega, se suja e socorre. Paga-lhe as contas sem impor condições, presenteia sem perguntar se a pessoa foi uma "boa pessoa durante o ano que se passou".
Enxergar qualquer um como nosso Próximo é tão maravilhoso quanto difícil. É tão necessário quanto "utópico". É ser discípulo daquele que entregou sua vida em amor.
Tão cansativo apesar de ao mesmo tempo ser tão simples, é dizer isso para o meu coração todas as vezes que vejo casos de "cristãos" que usurpam do nome do Cristo para roubar, coagir, enriquecer, estuprar, transar, manipular, sobrepujar, jactar. Tenho que berrar dentro de mim: - São os teus próximos! São alvos da Graça como você!
Ser cristão está bem além de ser católico ou evangélico, ortodoxo ou carismático, pentecostal ou histórico, celular ou apostólico. Ser cristão está 100% voltado para o amor! Ao ato de amar!
Há os que dizem que amam por que sentem, os que amam por que vêm, os que amam por que entendem, os que amam por que fazem e até, os que amam sem saber o porquê de amar, apenas amam. Uma das coisas que aprendi nesse pouco tempo de vida vivida, é que sem a tatuagem do amor, tudo mais não passa de papo furado, de arte desgraçada, intelecto surtado, murcho e vazio de vida. Pose fétida de papelão! Que não dura! E mesmo que dure (em tempo), o fará morta!
Ser cristão é amar em toda a plenitude que esse verbo permite aos que o fazem conforme Cristo. Conforme o evangelho.
Quem ama ora e intercede;
Quem ama ora e ajuda;
Quem ama ora e cura;
Quem ama ora e não cobra;
Quem ama ora e não se envaidece;
Quem ama ora e estuda e ensina;
Quem ama ora e conforta e consola;
Quem ama ora e até bate se precisar; (risos.. essa foi pra Clau)
Quem ama ora bolas, ama! Com tudo isso acima citado e muito mais.. com toda a plenitude que a AÇÃO de amar exige.
Sim! Continuo no cristianismo. Sim! Continuo na Igreja de Cristo. Continuo na Igreja, acreditando que esta é composta por cristãos que amam, creem e fazem! Continuo acreditando que os que fazem parte desta linda Igreja são todos aqueles cujos os pés e mãos são imagem e semelhança de Cristo. E isto, pra quem não sabe, vai além das paredes evangélicas e ou católicas, vai além do próprio cristianismo. Isto, vai até à todos aqueles que o Pai der-conduzir ao Cristo. Sim! Ele é Quem conduz! Sem Ele, a pregação do eloquente é lixo! A argumentação do intelectual é merda! O milagre do curador é bala de festim! Sem o convencimento e o alcance do Espírito Santo de Deus, nada se faz, não se enganem os caminhantes. Sem Ele, tudo mais é um Delírio, como bem já disse um grande mentiroso.
Continuo atolado nesses rótulos não pelo o que eles são, mas pelo o que eles não são: JESUS! Pois não os pondo como ídolos em mim, posso servir a Cristo inclusive neles e com eles.
É por isso, que peço perdão aos que culpam os cristãos e ao cristianismo por tantos escândalos, golpes e barbáries! Peço perdão, pois faço parte disso. Sim, faço parte ao permitir não fazendo nada para que tantos irmãos não caiam no erro levando outros consigo.
Mas acreditem! Tenho esperança e idiotice suficiente, para crer que podemos nos converter por inteiro. Exercito minha fé assim, mesmo tendo a revelação já escrita no "livro da vida" que assim não será.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Filhos de Simão, o mago. - Atos 8:9-24

"Pastores evangélicos" acusam crianças de bruxaria e cobram uma "bagatela" para "livrá-las" do mal.





Atos dos Apóstolos capítulo 8:
17 Então Pedro e João lhes impuseram as mãos, e eles receberam o Espírito Santo.
18 Vendo Simão que o Espírito era dado com a imposição das mãos dos apóstolos, ofereceu-lhes dinheiro
19 e disse: "Dêem-me também este poder, para que a pessoa sobre quem eu puser as mãos receba o Espírito Santo".
20 Pedro respondeu: "Pereça com você o seu dinheiro! Você pensa que pode comprar o dom de Deus com dinheiro?
21 Você não tem parte nem direito algum neste ministério, porque o seu coração não é reto diante de Deus.
22 Arrependa-se dessa maldade e ore ao Senhor. Talvez ele lhe perdoe tal pensamento do seu coração,
23 pois vejo que você está cheio de amargura e preso pelo pecado".
24 Simão, porém, respondeu: "Orem vocês ao Senhor por mim, para que não me aconteça nada do que vocês disseram".

Este video muito me entristeceu. Infelizmente ainda perco tempo analisando o "certo" e/ou "errado". Analisando bobagens que em nada mudam de fato nossas vidas. Quero despertar para a realidade que nos cerca, para o bom combate que nos chama. É por causa de pessoas como eu, que o cristianismo está virando esse lixo mostrado no video. Pessoas sem atitude, sem ação, que ainda deixam esses lobos devorarem as ovelhas perdidas de Cristo.