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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

José e a Soberania de Deus


"Será que eu, sua mãe, e seus irmãos viremos a nos curvar até o chão diante de você?"
Foi o que perguntou Jacó, já então Israel, ao seu filho José após este lhe contar seu último sonho, no qual o sol, a lua e onze estrelas se curvavam perante ele.

Há um ditado que diz: "Deus escreve certo por linhas tortas." De certo que isto é uma grande verdade. Contudo, entendo um pouco diferente: "Deus escreve certo apesar das linhas tortas."

Algumas pessoas, principalmente iniciantes na leitura bíblica, em certos momentos questionam alguns "métodos" de Deus. Algumas pessoas realmente acreditam que foi Deus Quem moveu os irmãos de José a jogá-lo no poço e depois vendê-lo como escravo. Alguns acreditam nisso talvez por crerem que a prosperidade que José alcançou posteriormente, não poderia ser concedida sem um preço, sem uma provação de fé e fidelidade, a qual geralmente vem com sofrimentos.
Esta linha de interpretação é bem lógica, visto que realmente José não tinha nada de especial em relação aos seus irmãos, nada a não ser pela graça especial de seu pai.

"Fazer por merecer!" Nosso inconsciente coletivo está bombardeado de sugestões como essa. Se ainda hoje nos é difícil a aceitação da Graça da Salvação imerecida, mesmo que em nossas mentes esteja claro que não é pelo o que fazemos, mas sim por Quem Jesus é, e que não é por quem somos, mas sim pelo o que Jesus faz, mesmo sabendo disso, nós não absorvemos esse entendimento para dentro do nosso ser, em plenitude. Quanto mais José! Que não "vivia sob o domínio" da Graça, e nem da Lei.
A interpretação do que se passou com José não tem a ver com a necessidade de se pagar um preço para alcançar um favor, um milagre, uma graça, uma promessa. Tem a ver com o cumprimento da palavra de Deus. Aquele mesmo que disse que não mente e nem se arrepende, Aquele mesmo que perguntou a Jó onde é que ele estava quando foram criados os alicerces da terra. Oras, estamos falando de Deus! O que possui uma Palavra reta e imutável. Uma Palavra que não pode ser alterada por nenhum anjo ou demônio, nem mesmo pode ser alterada pelo Seu próprio Filho, que a cumpriu em todas as instâncias, quanto menos poderia ser alterada por alguns jovens carregados de inveja no coração.
O que quero dizer é que o destino de José já estava dito, em sonhos pelo próprio Deus, e estes sonhos seriam cumpridos de qualquer forma. Em hipótese nenhuma, nada que os irmãos de José lhe fizessem poderia impedir o cumprimento da vontade de Deus.

Para mim, a história de José, o hebreu que governou o Egito fala sobre isso: A soberania de Deus apesar das adversidades que nos acometem, e sobre um exemplo de fidelidade(fé, temor e obediência) de um jovem. É também uma história de perdão e redenção.
É uma história de salvação!

[Livro Gênesis do capítulo 37 ao 50]
Desenho de José e a tunica talar: Caderno de Esboço

domingo, 3 de maio de 2009

Reverberando um sonho

Navegando na blogosfera, encontrei um post no blog Penso logo é Cristo, onde o autor fala de um sonho que é compartilhado por mim. Apesar de saber que é algo de difícil aplicação, porque a conduta dos cristãos teria que ser revista no dia-a-dia: em suas casas, lazer e local de trabalho. Este post (aqui), em nenhum momento, desmerece a utilização da instituição a favor da congregação, apenas é um reverberar de um sonho compartilhado.
Confira alguns trechos do post A igreja que sonho:

{
"... A igreja era só as pessoas e as pessoas não tinham títulos ou cargos, ninguém era chamado de líder, pois a igreja tinha só um líder, o Messias...
... Não havia teólogos nem cursos bíblicos, nem era necessário que ninguém ensinasse, pois o Espírito Santo ensinava a todos e cada um compartilhava o que aprendia com o restante vindo Dele...
... Quando eu perguntei sobre o horário de culto, Marcelo não soube me responder e disse que o culto não começava nem acabava. Deus era constantemente cultuado nas vidas de cada membro da igreja...
... O ápice da reunião havia chegado, pela primeira vez o silêncio tomou conta do lugar. Todos partiram o pão, encheram os copos de vinho e os olhos de lágrimas. Alguns abraçados, outros encurvados, todos beberam e comeram em memória de Cristo..."
}