sexta-feira, 15 de julho de 2011

terça-feira, 5 de julho de 2011

Voluntariado Cristão com a família do Velejando com Deus no Projeto Macedônia

Convido a todos para assistirem o video abaixo que mostra parte do trabalho realizado por Rafael e Mariana Reis (Projeto Macedônia), juntamente com Marcio, Daniela e o pequeno Gabriel Nunciaroni (Velejando com Deus). O video mostra cenas do belíssimo trabalho que esses queridos do Senhor, realizaram nesses dias em parte do nordeste brasileiro. 


O voluntariado deles é definido pela realização do trabalho feito de boa vontade e sem interesses, sendo remunerado apenas com os benefícios à alma proporcionados pela conjugação dos verbos dar doar, principalmente, quando o sujeito do segundo verbo é também o objeto da ação, possibilitando ao mesmo doar-se. Doar-se em tempo, atenção e carinho ao próximo, servindo-o em suas necessidades, inclusive financeiras, gera nos benfeitores satisfações e sentimentos experimentados por todos aqueles que entenderam um dos ensinamentos de Jesus Cristo, que nos diz que na caminhada da vida é melhor dar do que receber, melhor ainda, quando damos àqueles que não têm como nos retribuir, pois o pagamento dessa doação será feita numa dimensão onde os sorrisos gerados são convertidos em tesouros que não podem ser roubados ou deteriorados, muito menos, desvalorizados por meio de reações inflacionárias ou qualquer outra agrura da economia atual.

O voluntariado cristão deveria estar presente na vida de todo aquele que se converte aos caminhos de Cristo. Nos dias de hoje, infelizmente, vemos o serviço voluntário sendo realizado com mais frequência apenas por alguns cristãos, os quais geralmente, já estão em um campo missionário ou em atividades constantes em suas comunidades e congregações. Temos que entender que algumas atividades são da competência de todos. Não devemos mais nos contentar com as balas e brinquedos distribuídos no dia das crianças e no Natal. Temos que fazer do suprimento das necessidades dos menos favorecidos e da pregação do Evangelho, atos comuns do nosso cotidiano.

Contudo, o trabalho é de formiguinha mesmo! Pequenos gestos como: Sorrisos trocados e olhares que se enxergam; Palestras em escolas; Instruções de higienização bucal; Escolinhas de futebol; Aulas de reforço escolar; Inclusão digital. E claro, o simples e puro anúncio do Evangelho. Atuando de forma singela, alcançando um-a-um, proporcionando encontros e conexões com as pessoas, apresentando em atos de amor a divina história de redenção que nos motiva e encoraja: A salvação da humanidade através do filho de Deus.

Seja também uma pessoa atuante onde você está! Não por ativismo, mas sim, por devoção e amor. Auxilie com seus 5 minutos ou com seus 5 tostões, não importa a forma ou o modelo, apenas entenda em Deus o(s) seu(s) talento(s) e compartilhe-o(s) com os "menores" que você (os que precisam). Não se preocupe com o tamanho e o alcance das suas obras, apenas faça. Cabe a Deus que é infinito, multiplicar os seus atos feitos nEle e por Ele.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Enxergar o outro, enxergando-se nele.


O Senhor Jesus nos ensina a primeiro sanarmos nossos machucados para assim, com uma melhor condição adquirida através do tratamento e testemunho, auxiliarmos aos que caminham com suas feridas abertas. A psicologia ensina que os defeitos que detectamos no outro, que também estão alocados em nós, sejam eles já subjugados ou não, vencidos ou não, ou apenas controlados ou não, são os que mais despertam sentimentos e inquietações. 

Ao vermos o próximo caindo em tentações que não nos atormentam mais, temos um ímpeto natural de sacudir-lhe e apontar-lhe os “tijolos amarelos” que pisamos para o escape, para que com isso, ele possa seguir o mesmo trajeto de restauração. Esse tipo de resgate tende a se tornar frustrado, principalmente, por que ignora a interpretação pessoal do outro sobre o problema apontado e o desfecho a que ele se destina.

Nem sempre, nos compete elencar as falhas alheias. Há casos, e penso eu que são a maioria, que a melhor condução é apenas apresentar ao individuo o caminho para o espelho, servindo, se muito, apenas de uma suave luz de candeia que possibilita uma melhor visualização no processo de uma autoanálise, através do testemunho do nosso caminho transpassado.

Esse tipo de ajuda inibe o rebater do outro quando este se sente criticado e numa tentativa de revide e ou defesa, contra ataca apontando os defeitos que o ajudador ainda não venceu. E com isso, invalida para si o conselho e a palavra de orientação.

Os profetas desta geração que me perdoem, mas o levantar de vozes sem as lágrimas, sem o pesar, sem o compadecer, sem o amor e principalmente, sem a percepção clara de que somos todos feitos do mesmo barro, atua apenas como um efêmero agitar de águas, que só serve para afastar os peixes da rede.

Cristo, sendo divino, mesmo em vestes de carne como nós, não conheceu o erro, o pecado ou a imperfeição. Por isso, não tinha que trabalhar com tais cuidados, mas mesmo assim, não usava de sua condição para esbofetear as pessoas com a exposição de seus pecados, apesar de seus discursos terem sempre o verbo arrepender como um dos principais protagonistas.

Mais que humildade, vejo isso como sabedoria. Sim, uma vez que a principal intenção de expor falhas é para que as mesmas sejam revistas em arrependimento e transformação, procurar apresenta-las em amor é a melhor alternativa para uma possível conversão.

Vejo também, mesmo que sendo apenas uma conjectura pessoal, que Cristo enxergava-se nas pessoas. Ao ver as pessoas, Cristo enxergava o amor do Pai por elas, e com isso, enxergava a Si mesmo, pois Ele próprio é a maior manifestação do Amor de Deus para com toda a criação.

O exercício que proponho então é este: Enxergar-nos ao enxergarmos o próximo. É ver-nos pequeninos todas as vezes que vermos o próximo sofrer por coisas banais; É ver-nos imperfeitos todas as vezes que vermos as falhas do próximo; É ver-nos corrompidos todas as vezes que vermos a corrupção no próximo. 

Este não é um exercício de apropriação de falhas alheias, tampouco de covardia ou cumplicidade permissiva. Este é um exercício de amor. Semelhante e não igual, ao de Cristo quando desceu o abismo de degraus necessários para usar as vestes humanas, nos mostrando quais tijolos da estrada não afundam, deixando pegadas de luz que atravessam os séculos até hoje, que nos guiam para o caminho da salvação. Neste caso, Jesus, o perfeito salvador, se igualou aos imperfeitos para o cumprimento do processo da redenção destes. O que proponho é  que os imperfeitos se reconheçam como tal, observando-se nas imperfeições do outro, distanciando-se da tentação do julgamento e exonerando-se do exercício indevido de fiscais e delegados de Deus.

Ao nos enxergarmos nos pecados do próximo, seremos movidos a ama-lo e ajuda-lo. Não com dedos erguidos à sua fronte, mas sim, exibindo nossas cicatrizes e feridas que ainda estão abertas. Propondo um caminho de parceria, onde possamos ser enfermeiros uns dos outros, conforme as prescrições do único médico: Jesus Cristo.

Enxergar-se enxergando o outro, seja o outro quem for.

Será que conseguiremos nos enxergar em todos os seres humanos? Nos que vivem ou não à margem da sociedade? Será que conseguiremos nos enxergar nas garotas e garotos de programa? Nos evangélicos? Nos travestis? Nos católicos? Nos corruptos? Nos pastores? Nos hereges? Nos ateus? Nos padres? Nos assassinos? Nos bandidos? Nos Ladrões? Nos religiosos? Nos Espíritas? Nos umbandistas? Nos falsos mestres? Nos muçulmanos? Nos adúlteros? Nos deficientes? Nos sãos? Nos presidiários? Nos militares? ... etc?

sábado, 21 de maio de 2011

O encontro de Lampião e Virgil Frank Smith


Virgil Frank Smith, foi um jovem missionário americano que em setembro de 1927, com 25 anos de idade, chegou ao Brasil, na cidade de Recife/PE. Algo muito interessante foi relatado em sua biografia, parte de seu diário relata:

Quando Lampião soube que Mata Grande (Alagoas) estava sem policiamento, foi para lá. Eu, calmamente, saí com o carro para experimentar os cavalos. Quando estávamos a uns três quilômetros da cidade, fomos cercados por um grupo de homens de Lampião, que nos fez parar e exigiu 500 contos de réis. Como não tínhamos nem um vintém no bolso, determinaram que mandássemos buscar na cidade. Eu tentei convencê-los de que não tínhamos dinheiro, mas eles nos ameaçaram dizendo para minha esposa: "Esse é seu marido? Você quer conservá-lo? Então convença-o de escrever o bilhete." E por isso, escrevi um bilhete ao irmão Boyer (Orlando Boyer , autor do Livro Heróis da Fé, foi também missionário no nordeste brasileiro), que estava na cidade, com a seguinte: "Fui preso por Lampião na fazenda dos Maltas, ele exige 500 contos de réis. Não mande nada sem antes consultar a Deus."

A esta altura o grupo de bandidos nos havia levado a vinte e cinco quilômetros a frente, onde o próprio Lampião estava escondido. Enquanto o moço foi até a cidade levando o bilhete, Lampião veio e começou a falar comigo. E na conversa eu mostrei a ele que eu era um anunciador de Jesus, que o amava. Lampião me ouviu com atenção e aceitou alguns folhetos que eu carregava sempre comigo, prometendo que os leria.

Ao receber o bilhete, Boyer, depois de orar, juntou num saquinho de sal um punhado de moedas, níqueis, e uma notinha de 100 réis, que mandou com a seguinte informação: "Ai vai tudo o que tenho, até o dinheiro das crianças. Sinto muito, mas não tenho mais." Lampião tirou a notinha de dentro do saquinho e devolveu o restante dizendo: "Tome, não sou cego para pegar moedas. Como o dinheiro é pouco vou pegar seus cavalos." E, montando nos cavalos saíram nos deixando com mais de umas vinte pessoas, que também tinham ali ficado. Para nós, foi um gozo, voltar todo aquele caminho a pé, cantando e falando de Jesus para aqueles que iam conosco.
[SMITH, 1990, p. 16-17]

Fonte texto: Projeto Macedônia
Fonte imagem: Julio Carvalho


[Reverberado]

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Madre Teresa de Calcutá comentada no Papo de Graça

Hoje é uma data festiva e contemplativa, pelo menos pra mim, há 32 anos atrás dei meu primeiro choro. Hoje é dia de agradecer ao Senhor pelas boas dádivas que tem me dado.
Aproveito então, para postar um video de uma porção do programa Papo de Graça, da Vem & Vê TV, sobre um documentário da vida de Madre Teresa de Calcutá. Uma mulher que tem ensinado à humanidade a como servir a Cristo através do serviço ao próximo. Recomendo, de coração, a todos que chegaram até a este post para que vejam o video abaixo.

terça-feira, 26 de abril de 2011

O meu direito começa quando o seu acaba! Será?!

O meu direito acaba quando o seu começa.

Inverti propositalmente a frase acima, no título dessa postagem, para refletirmos sobre o nosso direito individual sob a ótica de Cristo. Para tal, entendo que devemos, primeiramente, atentarmos sobre quais são os nossos deveres enquanto cristãos.

Ao revermos algumas falas de Jesus, percebemos que apesar de sua pregação percorrer vários temas como: Libertação, Paz, Verdade, Justiça, Cura, Salvação, Amor e Vida; Tudo corrobora para exortação ao arrependimento e a conversão dos nossos maus caminhos, devido a vinda do Reino de Deus.

Uma "dificuldade" em ser discípulo de Jesus, é não ter o subterfúgio da falta do exemplo prático. Jesus não ensinava apenas em palavras, mas em todas as suas ações e reações, em cada passo de amor, perdão e compaixão que ele dava em direção das pessoas. Por isso, ser um seguidor de Jesus de Nazaré, é submeter-se a uma nova normativa de conduta de vida, no proceder e no entendimento, é ter que viver a vida de uma forma nova, tão diferente da forma antiga, que se faz necessário nascer de novo. Os deveres dos cristãos por tanto, são o de ouvir e guardar as palavras do Cristo, reproduzindo-as em fé e ações no cotidiano do relacionamento com o próximo.

Jesus Cristo nos ensina a relermos as escrituras sob a ótica dele. Ele resume toda a interpretação da Lei e dos Profetas na vivência de dois mandamentos que possuem o Amor como verbo e Deus e as pessoas como alvos. Jesus fala que devemos amar a Deus sobre todas as coisas com todo o nosso ser; Ele nos diz para amarmos ao próximo como a nós mesmos. Isso porque ao termos êxito nessas duas santas ordenanças, não cometeremos falhas uns com os outros e nem para com o Pai Celeste. E ainda antes de ser preso e crucificado, ele nos deixa um novo mandamento, que também possui o Amor como cerne, mas com uma diferenciação dos demais: Amem uns aos outros como EU os amei.

Percebamos que a principal diferença entre este novo mandamento e o mandamento de amar ao próximo é a referência de quem ama. Antes, Jesus confirma que devemos amar ao próximo como a nós mesmos, conforme está escrito na Lei, e com isso, devemos fazer ao próximo tudo aquilo que gostaríamos que fosse feito conosco. Quando Jesus substitui a referência de quem ama, de nós para ele próprio, ele eleva essa ação a um nível ainda não experimentado pelas pessoas.

Para ajudar mais no entendimento desse amor, podemos conferir o que está escrito no capítulo 53 do livro de Isaías. Lá, o profeta relata o que iria ocorrer ao Messias: Um justo, sem pecado, iria carregar o peso das transgressões da humanidade. Lá é relatado, como um inocente seria castigado em dor e sofrimento para a expiação dos pecados alheios. Lá ainda diz, que ele também intercederia ao Pai, em favor dos culpados. O Cristo padeceu por nossos pecados e através de suas feridas fomos sarados.

Cristo, ao dar o novo mandamento, sugere que devemos amar como ele amou, incondicionalmente, e se preciso for, dar a vida uns pelos outros. Ele sugere que este amor, deva ser dirigido até para aqueles que nos ofendem, perseguem, agridem e desonrem. Ele retira todos os termos condicionais de quem deva ser alvo desse amor. Ao entendermos a dimensão desse novo mandamento, percebemos o quão difícil é beber desse cálice!

Me pergunto mediante a esses deveres quase impraticáveis e quase inexequíveis, o que fazer? Como proceder debaixo de uma conduta cristã depois de perceber essa impossibilidade? Como dormir com um barulho desses? Ora, a resposta é paradoxalmente tão simples quanto complexa. É simples pois é uma só: NÃO FAÇO NADA! Não depende de mim! Preciso reconhecer que essa virtude vem de Deus e preciso despencar nos seus braços de amor, clamando por compaixão por todas as almas viventes; E é complexa porque: TEMOS QUE EXERCITAR ISSO TODOS OS SEGUNDOS DE NOSSAS VIDAS! Com todas as pessoas, em todas as situações. Não é algo que simplesmente, fazemos uma vez e estaremos prontíssimos para todas as outras ocorrências. É algo que é sofrível todas as vezes que é exigido.

Não há nada que possamos fazer sem a Graça do Senhor nosso Deus. Dependemos do seu Espírito Santo para alcançarmos a plenitude do dom do Amor. Precisamos, de fato crer em Jesus Cristo para submetermos nossa carne e mente ao exercício diário desse tipo de amor. Precisamos praticar todos os dias, mesmo sabendo da alta probabilidade de falharmos nessa tentativa.

Paulo nos ensina, que assim como Cristo não agradou a si mesmo por amor de nós, devemos suportar a fraqueza de entendimento de alguns, abdicando de questões e não agradando a nós mesmos. Paulo sugere ainda, que por conta desse amor, devemos deixar de fazer coisas que não nos condenam e até nos são por direito, quando as mesmas, levarem o nosso próximo ao tropeço, enfraquecimento ou escândalo. Paulo entendeu, que amar como Cristo amou, é antes de tudo se anular, abdicar de seus direitos, tomando para si apenas os deveres ensinados por Jesus. O próprio Cristo se anulou, se despindo de sua divindade para nos mostrar o caminho de volta ao Pai.

As palavras de Jesus atravessam a esfera do aconselhamento até a posição da ordenança. Ouvir suas palavras, guarda-las e vivê-las é o dever de cada cristão. O ensino de Jesus é como a receita de um remédio dada por um médico, não é prudente ignora-lo.

Concluo aqui esse post, acreditando que o cristão tem o direito de cumprir o dever de amar ao próximo como Cristo o amou. O que estiver acima disso pode até ser consciência política, amor próprio ou direito constitucional, mas não tem nada a ver com Reino de Deus!

Minha esposa está se formando em serviço social, eu sou a favor da distribuição de renda, da equidade social e da defesa dos direitos dos cidadãos, contudo, esse papel de cobrança de direitos deve ser exercido em relação ao Estado e na defesa da população empobrecida ou dos trabalhadores explorados. Não acredito que o nosso papel para com o próximo deva ser de cobrança de direitos uns com os outros. 

terça-feira, 19 de abril de 2011

O Evangelho segundo o twitter

Seguindo a mesma linha de um video já postado aqui, sobre a história do Natal contada via Google, Gmail e Facebook, segue um novo video com a narração do Evangelho feita através do Twitter. 

O video é muito criativo e bem bolado, bem oportuno para esta semana que é celebrada a Paixão de Cristo.