segunda-feira, 26 de abril de 2010

O Livro de Eli [RESENHA]

A V I S O !
Pare agora a leitura desse post se você não viu o filme.


Antes do Evangelho (em mim), sempre suspeitei que no futuro, toda e qualquer religião seria proíbida. Para mim, era nítida a relação entre a religião e os males modernos do mundo, desde as histórias de guerras descritas no antigo testamento bíblico até os novos kamikazes de hoje, que se dizem "filhos" de Alah.

O filme, O Livro de Eli, não entra em detalhes (de como ou por que), mas mostra um futuro apocalíptico, no qual, (aparentemente) tal situação do planeta foi causada ou "cortinada" por conflitos religiosos, o que explica a proibição e destruição de quase todas as Bíblias do planeta. Desse ponto, surge a saga do nosso santo x-man cristão e sua missão. Um homem cego, designado por Deus, para levar a última Bíblia para o oeste, rumo ao desconhecido.
O filme possui um enredo interessantíssimo, com desdobramentos e aplicações infinitas para serem explorados, contudo, faltou roteiro. Me atrevo a dizer que faltou direção também. A estória é explorada através de um mix hollywoodiano-comics. O protagonista Eli, na verdade é uma espécie de Demolidor, com o carisma ranzinza do Wolwerine, pontaria do Arqueiro verde, com a missão de um monge a prova de balas e no cenário de Eclipse mortal/A batalha de Riddick.
O filme possui muitas ações com a velha e boa pancadaria e com ótimas cenas onde o mocinho se sobressai com regulares doses de crueldade (ou melhor, implacalidade) com os vilões. Afinal, quem não gosta de ver um vilão se dando mal? Ah é.. Jesus! Jesus não gosta.. ele ensina outra coisa.. mas continuemos... falando em vilão, o antagonista na verdade é um vilão genérico: Louco, egocêntrico, ditador, sedento de poder e explorador de mulheres.
Outro ponto negativo é a mocinha genérica, que infelizmente, não tem carisma suficiente para construir uma empatia com a plateia.
Num mundo onde a sobrevivência diária é o assunto principal de todos os dias, a determinação de Eli em cumprir sua missão movido por sua fé "insana" é um bom diferencial do personagem em relação aos demais.
Os 5 maiores destaques do filme na minha opnião são:
1 - Denzel Washington. Carrega o filme INTEIRO nas costas. É sempre bom ver o trabalho de um ator de verdade.
2 - A identificação da Bíblia como um livro extremamente necessário para a construção de um sociedade melhor e o perigo mortal que ela pode se tornar nas mãos de pessoas cujo o espírito e mente não são o de Cristo.
3 - O penúltimo desfecho onde descobre-se que o errante guerreiro era cego e que a Bíblia que ele lia todos os dias estava escrita em braille. (perdi essa surpresa por que me contaram o filme antes que eu assistisse. OBRIGADO JÉSSICA E LOURDES! grrrrrr)
4 - O último desfecho, onde mesmo após perder seu santo graal, ele consegue cumprir sua missão divina, pois já tinha todos os 67 livros da Bíblia decorados ao longo dos 30 anos de sua jornada.
5 - O mocinho morre no final. (cara, não sei explicar.. mas filme em que o mocinho morre no final, pra mim são os melhores)

Por fim eu gostei, recomendo e reverbero. Denzel segura bem o filme. Gosto de ver uma boa pancadaria nas telas, mesmo que mentirosa. Acredito que para toda a cristandade é bom ver um filme ressaltar a importância da fé que nos leva esperança e do amor pelo próximo ensinado por Cristo (mesmo que isso só seja ressaltado no finalzinho).

2 comentários:

Jéssica disse...

rsrs
Se vc não gostou de saber o final do filme, pq vc contou aos leitores do seu blog?!
Beeijos

balthier disse...

concordo com seu ponto de vista
adorei a parte em que voce falou os destaques do filme
nao é boa ideia ler resenhas antes de assistir um filme, jessica