sábado, 25 de setembro de 2010

Sorrisos, lágrimas e esperança. Esses foram os três protagonistas da nossa despedida do centro-oeste para o nordeste brasileiro

"- Abra os ouvidos! Ouça o Espírito! Olhe para frente! Veja além dessa montanha de dúvidas!"
Era isso que eu me dizia nos últimos dias que antecederam à nossa vinda para o agreste pernambucano. 

Desde que eu e Lívia nos conhecemos, compartilhamos o desejo em comum de trabalhar em prol do Reino de Deus. E mesmo sem sabermos com exatidão sobre qual direção, área específica de atuação e até o tempo, sabíamos que de alguma forma, estaríamos envolvidos com missões. Entendendo que a nossa maior missão é o testemunho de vida de amor e serviço ao próximo, sem a necessidade de nomeação eclesiástica para isso. Então, a partir do nosso casamento, em 2006, seguimos nossas vidas, aguardando uma definição maior vinda da parte do Senhor, aproveitando esse período para nos conhecermos e principalmente, aprendermos a ouvir o Senhor juntos, o que para nós, foi bem diferente do que ouvi-Lo sozinhos, separadamente. 
Em 2009, por intermédio do nosso amigo Rafael, missionário do Projeto Macedônia, fui apresentado ao Fábio, um relutante pastor-evangelista, que me convidou à conhecer a cidade de Caruaru, para uma parceria de trabalho na área de informática e também, uma possível colaboração com a base missionária Coração Nordestino
Já descrevi aqui no blog, as impressões que tive daquela primeira viagem. Contudo, o que não contei foi que desde aquele momento, entendi em meu coração que Caruaru seria o lugar que o Senhor estava nos destinando. Ao retornar daquela viagem, compartilhei com a Lívia as minhas impressões, e assim que o seu coração também apontou para o nordeste, decidimos vir, mesmo sem uma boa perspectiva salarial imediata. A Lívia pediu demissão, e eu também comuniquei a minha intenção de partida no meu trabalho.
Com o passar dos dias, com o distanciamento de Caruaru e a sufocante correria das contas e prazos do nosso dia-a-dia, não apenas esfriamos em relação ao Ide, como também, estávamos com os ouvidos mais atentos às dúvidas e aos nossos temores. Com a mente ponderadora e reflexiva demais, já estávamos decidindo não ir mais para onde antes, haviamos entendido ser a direção que o Vento do Espírito soprava.
Não orgulhoso disso, confesso que pela graça e misericórdia do Senhor, nos foram abertas algumas portas que nos deixaram humanamente mais "seguros" para virmos. Uma delas foi o emprego garantido para os dois. Mas a mais importante, foi já em 2010, a possibilidade da Lívia também conhecer Caruaru antes de mais uma vez, juntos optarmos por vir.
Daí então, foram 4 meses para desembarcarmos no aeroporto de Recife, olhando para frente, para as promessas do Senhor. Sem o interesse de olharmos para trás, pois tal olhar nos traria muitas lágrimas e saudades. E dou Graças a Deus por um olhar para trás nos trazer isto: Lágrimas e saudades. Pois, estávamos deixando mais do que emprego, estabilidade, segurança, conforto, nossa cultura e pessoas. Estávamos deixando amores! É o que a nossa família é e sempre será para nós. (a Lívia, vivendo isso mais uma vez)

Hoje, já estamos na nossa nova casa, perto do centro da cidade, trabalhando, compartilhando e aprendendo com o Senhor. Aprendendo a confiar nEle, depender dEle, mas a agir também. Procurando sair do comodismo mas sem entrar no ativismo. 

Felizes por percebermos o cuidado do Senhor em cada detalhe.
Felizes pelos atuais amigos de caminhada;
Felizes pelos sempre amigos, mesmo a distância;
Felizes pela nossa família em São José do Rio Preto e Parnaíba;
Felizes pela nossa família-sorriso (que tanto nos abraçou) no DF e região.

Continuarei compartilhando mais em breve... Estamos vivendo muitas coisas novas... segue abaixo uma introdução da pregação da Lívia na vila do Juá, aqui em Caruaru.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Bodas de Flores e Frutas ou Cera - 4 anos de casamento

Ontem, dia 15/07/2010, completamos 4 anos de casados.

Dois dias antes, dia 13/07/2010, fui surpreendido pela minha amada me esperando na porta, toda linda, com um sorriso e um convite: - Me acompanha para jantar?!!
Mesmo sem entender, eu aceitei de pronto e ao chegar na copa vi a linda cena (foto abaixo) preparada para uma comemoração antecipada.

Além de me emocionar com o carinho e capricho, fique super feliz com o amor que residia em cada detalhe daquela linda noite.

O sentimento de gratidão a Deus encheu meu coração, por perceber o quão afortunado eu sou. Foi uma das noites mais maravilhosas da minha vida!

Na quinta-feira, decidimos fazer um programa simples, bem de namorados, pois o clima era esse: Simplicidade e um amor rejuvenescido. Fomos então para o cinema assistir Eclipse, da saga Crepúsculo.
Ao contrário do que os "grandes" críticos dizem a respeito da série, sempre achei divertido. Sim, é tudo bem adolescente e descomprometido, inclusive com a "realidade" da natureza de vampiros e lobisomens. Um filme feito não para ser analisado-pensado, mas sim, visto com espírito adolescente, sem grandes pretensões. Para mim, que passo a vida em meio à códigos de computador, levando o cérebro ao limite por causa de uma vírgula, ter tal momento de liberdade intelectual é fantástico, é um oásis.
Ao contrário também do que muitos reclamam, penso que essa interação juvenil (leia-se gritaria) dentro do cinema, faz parte da magia. Essa integração que temos todos numa sala, é uma das grandes e boas diferenças de se assistir um filme em casa sozinho. É a emoção que contagia, literalmente!

Nos divertimos "a bessa"!! Segue abaixo um trecho do que vivemos na sala de exibição do filme:


Casar com a pessoa certa é muito bom. Sou feliz e grato a Deus, por ser casado com a Lívia.
Ser casado com ela me faz ser uma pessoa melhor a cada dia. A simples convivência me influencia pela pessoa maravilhosa que ela é.

Foto após o filme - O meu rosto pode até estar redondo.. mas está também muito feliz!


Descobrimos que agora, no dia do nosso aniversário de casamento - 15/07, é o dia do homem. Que palhaçada!! Essa data é a mais escancarada no que diz respeito ao marketing comercial! Não tem mais o que inventar!! (Afinal, todos sabem, dia do homem é todo dia! Hehehe)


LÍVIA, AMO-TE!

[Atualizado em 17/07/2010]

terça-feira, 29 de junho de 2010

O direito de ter ou não ter fé - Ariovaldo Ramos

Ariovaldo Ramos

Não é direito do ser humano, ter ou não ter fé?
E não é um direito explicar a vida a partir da fé?
Se perde, não é um direito buscar consolo na fé?
E se ganha, não é um direito atribuir a superação ao deus em que crê?
Se não há deus, por que a ira contra quem não existe?
Logo, é ira contra seres humanos no exercício do direito de explicar a sua vida, e atribuir a sua vitória a quem quer que seja.
E como eu saberia que o articulista não tem fé, se não o tivesse dito no espaço onde deveria falar de futebol?
E se alguém, ao ver a demonstração de fé dos atletas, decidir buscar essa fé, não lhe será um direito?
E se, ao ouvir o articulista, decidir pelo ateísmo, isso não lhe será um direito?
Por que essa celeuma sobre o que é apenas o exercício de direito?
O fato de eu não gostar de ouvir algo, não tira do outro o direito de falar.
O fato de eu não gostar de como alguém comemora os seus feitos, não lhe tira o direito de o fazer.
Direito: faça valer!

[REVERBERADO]

Fonte: Ariovaldo Ramos

terça-feira, 15 de junho de 2010

15 de Junho


Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa

domingo, 13 de junho de 2010

Boas histórias em torno da boa história de João Pedro

Existem momentos da vida, onde o personagem coadjuvante e ou o assunto secundário, quase "roubam" a cena de uma história. Seja pelo brilho ou importância que carregam, seja pelo carisma, ou até mesmo, apenas pelas impressões pessoais do olhar de quem observa. 
Para ilustrar melhor o que estou dizendo, vou apresentar dois exemplos cinematográficos: 
Um exemplo de personagem coadjuvante que se destaca e "rouba" a cena é o ilariante George (Rupert Everett), o amigo gay de Julianne (Julia Roberts), no filme O casamento do meu melhor amigo. Não existe uma pessoa que assista a este filme e não traga na memória, um momento cômico de George exercendo o papel de "voz da consciência" para a sua amiga desesperada.
Um exemplo de assunto secundário que não só se destaca, mas talvez tenha salvo um filme, é o romance de Peter Parker (Tobey Maguire) e Mary Jane (Kirsten Dunst) no filme O Homem-aranha (me refiro somente ao primeiro filme da triologia). Num filme onde, originalmente, deveríamos nos ater às aventuras, ação e efeitos especiais, o que nos faz sair do cinema com o cantinho da boca esboçando um sorriso é justamente o que deveria ser apenas um "pano de fundo", o romance "teen-cômico" entre Peter e Mary Jane.


Essa semana liguei para minha irmã, a mãe do João Pedro, de quem venho escrevendo nos últimos dois posts. Tivemos uma conversa demorada, recheiada de tudo que o sentimento humano permite: Saudade, carinho, emoção, alegria, fé, fraqueza, franqueza e a certeza de que Deus está no controle, mesmo quando não cremos mais.
Ela me contou que o principal objetivo agora, realmente é que ele ganhe peso para que continue a se recuperar adequadamente. Contudo, apesar do João sentir fome, seu estômago está ainda fragilizado e suporta apenas pouca comida por enquanto. Mas graças a Deus, agora é questão de tempo.
Entre essas boas notícias, ela também me contou muitas histórias que estão acontecendo em torno da recuperação de João Pedro, desde seus comentários inusitados até as lutas contra os "demônios pessoais do medo" que meu cunhado vem vencendo em Cristo Jesus.
Ela contou o dia em que esbravejou com Deus após levar o filho para mais um procedimento na sala de cirurgia, e como naquele dia, renasceu em fé após ter morrido na fé.
Contou tantas histórias de rompimento e superação que me fez pensar no que a Bíblia chama de transbordar e superabundância da Graça de Deus. Pois ao ouvi-la falar, meu coração se alegrava e se emocionava, vendo que em todos os momentos, por mais difícil que seja para nós entendermos, Deus estava com eles o tempo todo, e os está fazendo pessoas melhores, cujo o testemunho após todo esse processo, servirá de farol para outras famílias que estiverem passando por tempestades parecidas.
Estou incentivando ela a escrever um blog e futuramente, um livro sobre sua experiência. Não só por saber que o simples ato de escrever sobre nossos problemas é terapêutico, mas também, por acreditar que o testemunho deles servirá de auxílio para outras pessoas. 

Agradeço mais uma vez a Deus e a todos que nos ajudam em oração.