Ariovaldo Ramos
Não é direito do ser humano, ter ou não ter fé?
E não é um direito explicar a vida a partir da fé?
Se perde, não é um direito buscar consolo na fé?
E se ganha, não é um direito atribuir a superação ao deus em que crê?
Se não há deus, por que a ira contra quem não existe?
Logo, é ira contra seres humanos no exercício do direito de explicar a sua vida, e atribuir a sua vitória a quem quer que seja.
E como eu saberia que o articulista não tem fé, se não o tivesse dito no espaço onde deveria falar de futebol?
E se alguém, ao ver a demonstração de fé dos atletas, decidir buscar essa fé, não lhe será um direito?
E se, ao ouvir o articulista, decidir pelo ateísmo, isso não lhe será um direito?
Por que essa celeuma sobre o que é apenas o exercício de direito?
O fato de eu não gostar de ouvir algo, não tira do outro o direito de falar.
O fato de eu não gostar de como alguém comemora os seus feitos, não lhe tira o direito de o fazer.
Direito: faça valer!
[REVERBERADO]
Fonte: Ariovaldo Ramos
terça-feira, 29 de junho de 2010
O direito de ter ou não ter fé - Ariovaldo Ramos
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Evangelho da prosperidade
terça-feira, 15 de junho de 2010
domingo, 13 de junho de 2010
Boas histórias em torno da boa história de João Pedro
Existem momentos da vida, onde o personagem coadjuvante e ou o assunto secundário, quase "roubam" a cena de uma história. Seja pelo brilho ou importância que carregam, seja pelo carisma, ou até mesmo, apenas pelas impressões pessoais do olhar de quem observa.
Para ilustrar melhor o que estou dizendo, vou apresentar dois exemplos cinematográficos:
Um exemplo de personagem coadjuvante que se destaca e "rouba" a cena é o ilariante George (Rupert Everett), o amigo gay de Julianne (Julia Roberts), no filme O casamento do meu melhor amigo. Não existe uma pessoa que assista a este filme e não traga na memória, um momento cômico de George exercendo o papel de "voz da consciência" para a sua amiga desesperada.
Um exemplo de assunto secundário que não só se destaca, mas talvez tenha salvo um filme, é o romance de Peter Parker (Tobey Maguire) e Mary Jane (Kirsten Dunst) no filme O Homem-aranha (me refiro somente ao primeiro filme da triologia). Num filme onde, originalmente, deveríamos nos ater às aventuras, ação e efeitos especiais, o que nos faz sair do cinema com o cantinho da boca esboçando um sorriso é justamente o que deveria ser apenas um "pano de fundo", o romance "teen-cômico" entre Peter e Mary Jane.
Essa semana liguei para minha irmã, a mãe do João Pedro, de quem venho escrevendo nos últimos dois posts. Tivemos uma conversa demorada, recheiada de tudo que o sentimento humano permite: Saudade, carinho, emoção, alegria, fé, fraqueza, franqueza e a certeza de que Deus está no controle, mesmo quando não cremos mais.
Ela me contou que o principal objetivo agora, realmente é que ele ganhe peso para que continue a se recuperar adequadamente. Contudo, apesar do João sentir fome, seu estômago está ainda fragilizado e suporta apenas pouca comida por enquanto. Mas graças a Deus, agora é questão de tempo.
Entre essas boas notícias, ela também me contou muitas histórias que estão acontecendo em torno da recuperação de João Pedro, desde seus comentários inusitados até as lutas contra os "demônios pessoais do medo" que meu cunhado vem vencendo em Cristo Jesus.
Ela contou o dia em que esbravejou com Deus após levar o filho para mais um procedimento na sala de cirurgia, e como naquele dia, renasceu em fé após ter morrido na fé.
Contou tantas histórias de rompimento e superação que me fez pensar no que a Bíblia chama de transbordar e superabundância da Graça de Deus. Pois ao ouvi-la falar, meu coração se alegrava e se emocionava, vendo que em todos os momentos, por mais difícil que seja para nós entendermos, Deus estava com eles o tempo todo, e os está fazendo pessoas melhores, cujo o testemunho após todo esse processo, servirá de farol para outras famílias que estiverem passando por tempestades parecidas.
Estou incentivando ela a escrever um blog e futuramente, um livro sobre sua experiência. Não só por saber que o simples ato de escrever sobre nossos problemas é terapêutico, mas também, por acreditar que o testemunho deles servirá de auxílio para outras pessoas.
Agradeço mais uma vez a Deus e a todos que nos ajudam em oração.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Alegrando-se com os que se alegram - João Pedro
Minha linda esposa costuma dizer que: "Chorar com quem chora, faz do choro compartilhado, uma tristeza dividida, diluída, por tanto, menor. Sorrir com quem sorri, faz do sorriso compartilhado, uma alegria multiplicada, estendida, por tanto, maior".
Pela graça e misericórdia de nosso Pai celeste, tenho a imensa alegria de postar um video do nosso sobrinho João Pedro, em plena recuperação, feito há dois dias (24/05/2010).
A bactéria que tanto nos preocupava já foi extinta e a reabilitação está em pleno progresso, na velocidade que o Senhor permite. É necessário agora, que ele se alimente bem e ganhe peso para ter alta, mas ele, assim como todo ser humano que tenha paladar, apresenta algumas restrições ao tempero do cardápio hospitalar.
É muito bom vê-lo assim, ativo, brincando.. serelepiando!
Obrigado Senhor!
Obrigado aos amigos que nos acompanham em oração.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
A Esperança renovada pela Fé - João Pedro
Os gregos em suas filosofias-mitologias, já sabiam que muitas coisas podem faltar ao ser humano, contudo, existem outras que são imprescindíveis. Uma delas é a Esperança. A estória da caixa de Pandora fala sobre isso, sobre a liberação de vários males para humanidade, com exceção de um terrível, que foi impedido de sair no último instante: A desesperança. Imaginem a humanidade sem esperança! Seria um caos, uma falta de razão para o existir. Nesse quesito, a religião (em sua função original) tem um papel importantíssimo, pois ela apresenta uma esperança consoladora não só para o porvir (vida após a morte), como tambem, para o agora. Para nós cristãos, a nossa esperança é Cristo! A esperança e alegria real de que fomos reconciliados junto ao Deus Criador através de seu próprio Amor, ao enviar o seu filho até nós. É esta esperança, aplicada com o amor demonstrado e ensinado por Cristo e vivida com fé, é que nos leva a superar as dificuldades que a vida nos apresenta.
No último post, escrevi sobre como lidamos com o Santo traçado de Deus em nossas vidas, principalmente, em meio às dificuldades. Também compartilhei a situação do meu sobrinho, João Pedro, pedindo orações de todos. Bom, semana passada obtivemos informações que, apesar de singelas, nos foram animadoras.
Primeiro que ele saíra da UTI, o que já é um bom sinal. Já na enfermaria, soubemos que ele espontaneamente, pediu com uma certa ênfase e voracidade, para que lhe servissem um pouco de sopa e que em outra ocasião, comera uma banana.
Parece ridículo e de pouquíssima relevância para quem ler esse post, contudo, para nós e para os pais é mais do que nunca, um sopro de esperânça. Ele não estava aceitando nenhuma alimentação, e está sendo alimentado através de uma sonda, em pequenas quantidades para não causar vómitos.
O quadro clínico dele ainda requer muitos cuidados e muita atenção, mas acreditando na boa obra do Pai e da grande valia das orações, confirmamos aqui que elas (as orações) estão sendo ouvidas e que não devem cessar.
Sou grato a Deus pelo seu manifestar e continuo pedindo ao Pai que abrevie o sofrimento do nosso sobrinho, trazendo a saúde dele de volta à plenitude o mais rápido possível. Peço também que a força e o consolo do Santo Espírito de Deus, chegue aos pais para que não esmoreçam e nem percam a esperança e a fé.
Reitero meu pedido anterior, para todo aquele que se compadecer ao ler esse post, que se junte a nós nessa oração.
domingo, 2 de maio de 2010
João Pedro - A espera de um Milagre - Orem conosco
Insondável.
Essa é uma das características de Deus mais ditas e mais esquecidas pelos humanos.
Mesmo "sem" evidências (científicas) disso, suspeito que desde o surgimento do pensar, surgiu também a loucura da humanidade em tentar explicar os atos, permissões e até, o que alguns chamam de omissões de Deus.
Tentamos entender as atitudes de um Deus que é onisciente, onipotente e onipresente, para delegar à Ele, responsabilidades nossas, mas que, supostamente, estão além de nosso controle natural.
Regozijamo-nos com a maravilha do livre arbítrio, mas derrapamos em dúvidas em relação a chamada "vontade permissiva" de Deus para com as catástrofes, assassinatos, doenças, tragédias e males diversos.
Todo mundo, já viu ou conheceu alguém que tenha passado por um livramento. Algo especial que lhe ocorrera que de tão sobrenatural, naturalmente só poderia ter vindo da parte de Deus. E nesses casos, penso que é no mínimo curiosa, uma particularidade que vejo no agir de Deus. Refiro-me a possibilidade da dúvida. Em todos os casos, existe a opção de acreditarmos ou não. Para cada milagre que ocorre, existe uma alternativa científica, mesmo que ainda na casa da teoria, que se propõe explicar de forma racional o que de fato teria ocorrido. Ouvimos e vemos de tudo nessas alternativas científicas, desde de doenças psicossomáticas, que em outras décadas eram singularizadas na classe das frescuras, até às interpretações de que alguns fenômenos não explicados, são frutos de uma paranormalidade mental que o individuo inconscientemente possui.
Tudo isso ocorre, como cristãos temos que ser francos e temos que admitir! Mas nada disso anula a enchente de maravilhas e milagres de Deus que acompanham a humanidade desde o início dos séculos.
Quem possui canais de TV a cabo, já deve ter visto alguns daqueles documentários que tendem a humanizar a figura de Jesus. Outros até já contrataram ilusionistas para "reproduzirem" alguns de seus feitos, acentuando ainda mais, a possibilidade da dúvida. Tomé, optou por duvidar de seus amigos, mesmo tendo presenciado várias maravilhas à "olho nu" e à "mangas levantadas".
Por que duvidamos? Por que a dúvida é um processo natural e não o contrário? Será essa uma das características do que chamam de "queda"? O que sei é que Deus sempre nos dá no mínimo duas opções, e uma delas é a fé. Onde você pode acreditar que o exame que antes acusava um câncer e que agora não acusa nada, trata-se de um milagre ou apenas uma falha no primeiro exame.
Minha família, precisamente minha irmã e meu cunhado, estão passando por um desses momentos de luta (espiritual, mental e moral). Seu filhinho, o João Pedro, meu sobrinho bem dotado, está passando por dias de sofrimento decorrente de um transplante de rins, onde o organismo dele além de lutar para aceitar a medicação forte e não rejeitar o novo órgão no corpo, luta também contra bactérias que debilitam ainda mais o estado físico do transplantado, que já se encontra com uma imunidade baixa.
Oro a Deus, para que o aprendizado que tenhamos com o sofrer do meu sobrinho, irmã e cunhado, venha com a recompensa do milagre, com a recompensa da recuperação plena. Oro assim, não por acreditar que se Deus quiser leva-lo, Ele se torne um ser mal por isso, mas por acreditar que Ele pode fazer. Desejo ainda, passar muitos Natais ao lado de todos os meus sobrinhos, sobrinhas e afilhadas, e com o João Pedro entre eles.
Peço se possível, à todos que lerem esse post, que venham a interceder em oração junto ao Pai. Para que a cura ocorra, abreviando o máximo possível, o sofrimento da criança e dos pais.
Postado por
Antonio Mano
Às
17:40
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