sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Cadê os Caras-Pintadas?


- Cadê os "Caras-pintadas"? Cadê os incoformados desse país? A população tem que se juntar e metralhar toda essa corja da câmara e do senado!!! Eles roubando e agente se ferrando!!!
Assim vociferou o motorista da lotação que me levava ao trabalho essa semana. Cheio de indignação e abastado de sentimento de impotência e frustração, ele esbravejava sobre os últimos escândalos da política do Distrito Federal, onde o governador José Roberto Arruda e outros políticos distritais, entre eles o presidente da câmara distrital e o corregedor da mesma, foram flagrados recebendo dinheiro ilícito do ex-secretário de relações institucionais, Durval Barbosa.
Como cidadão, ele está repleto de razões para se indignar e reagir cobrando a punição de todos os envolvidos. Seria melhor ainda, se como cidadão, ele pelo menos soubesse em quem votou nas eleições passadas. Infelizmente, essa indignação apesar de ser exposta e reverberada em todos os botiquins de Brasília e região, não ultrapassa as fronteiras da apolitização, da descrença, do sentimento de impotência, da apatia e até, de um certo cinismo, já instaladas nos brasilienses. A raiz disto, deve-se ao fato de estarmos, mais do que quaisquer outros cidadãos brasileiros, expostos diretamente à lixeira moral que está impregnada em nossos governantes. Daqui, sentimos a podridão de perto, vemos o nosso maior jornal impresso, o Correio Braziliense, ser omisso em vários momentos de nossa política, pois os valores altíssimos de anúncios pagos pelo governo, lhe amordaça, lhe domestica. Aqui, histórias mais fétidas do que as das imagens dos videos mostrados, são compartilhadas no dia-a-dia por quem vive nos bastidores do poder. As cenas mostradas não são nenhuma novidade para a população distrital, muito menos para os políticos que por sorte e ou ocupação em outros mensalões, não apareceram nessa emboscada da policia federal.
Em 1992, eu estava com 13 anos de idade, cursava a 7ª série do primeiro grau do ensino médio. Morava no Gama, cidade satélite de Brasília - DF, estava vivendo na periferia da efervescente política estudantil da capital brasileira.
Sem dúvidas eram outros tempos. Éramos movidos por outras paixões e outras ideologias, mesmo que subjugados pelo mesmo espírito corrupto da política e empresariado brasileiro.
Sob risco de ser trucidado, gostaria de mostrar o outro lado de uma falácia: "Os Caras-pintadas tiraram Fernando Collor de Melo da presidência da república." Fico extremamente incomodado quando vejo a mídia divulgar esse logro Brasil a fora.
Como eu disse, eram outros tempos. Naquela época grêmios estudantis eram criados com consciência política e idealista, ingênua, mas idealista. Esses pouquíssimos estudantes mais ativos, encabeçavam e inflavam os demais. Mesmo assim, eram poucos os que de fato eram comprometidos e politizados, a maioria esmagadora dos estudantes aproveitava-se do movimento para matar aulas, paquerar, tomar cachaça e fumar maconha. É óbvio que uma manifestação de massa, apresentada de forma organizada, criou uma pressão sobre os políticos da época. Contudo, a organização das passeatas apenas tinham os alunos como testas-de-ferro. Os professores e diretores dos colégios, radicalmente petistas na época, eram de fato os mentores do movimento. Éramos interrompidos em sala de aula com avisos de que haviam ônibus nos estacionamentos dos colégios, para levar os alunos que quisessem participar da manifestação na esplanada dos ministérios e que depois nos trariam de volta. Os alunos que não quisessem ir, ficariam em sala de aula fazendo um trabalho (que não valeria ponto algum) ou seriam dispensados para suas casas. Oras! Éramos jovens criados ao som de Cazuza, Legião Urbana e Lobão. Quando os docentes explicavam o que significava impeachment e que deveríamos participar da passeata, nossos hormônios confundiam nossos cérebros e ouvíamos apenas "bagunça no ônibus!"
Juntando essa massa organizada, (na verdade, uma boiada alienada bem conduzida) com o poder da imprensa que insistia em dizer que toda a população, representada pelos Caras-pintadas queriam o impedimento imediato do presidente, os políticos da época, realmente se viram acuados e impelidos a quebrarem as caras alianças com o governo e votarem no impeachment de Collor.
É sabido também que tal pressão social, só obteve tamanho impacto, porque Collor estava num processo absolutista, onde não estava mais agradando aos partidos aliados e oposicionistas com a distribuição de ministérios e secretarias públicas, como hoje é feito de forma farta e banqueteira. Não que ele fosse incorrupto, o que ocorreu foi que não queria dividir o bolo, nem queria ceder pressões dos opositores de ocasião. (Um surto fatal de imperador lhe acometeu)
Tudo isso me veio a mente novamente, quando vi na televisão, manifestantes invadindo o plenário. Com bandeiras amarelo-rubras em punho, e uma paixão violenta e notóriamente esquerdista, me pergunto porque a imprensa não diz logo que foi uma invasão de partidários do PSOL? Partido que hoje, meio que simboliza o PT de 17 anos atrás. Receio que queiram forjar outra manifestação atribuída à população.
Com todo esse discurso, não quero desmerecer o valor do movimento dos Caras-pintadas nem da recente invasão. Quero apenas dizer e mostrar, que o povo continua inerte e que as mobilizações ainda são mentorizadas pela esquerda brasileira.

Minha geração cresceu ouvindo que "política e religião não se discute". Talvez por isso, estejamos vendo tantas mazelas na câmara, no senado e em nossas igrejas.
Devemos lembrar que o início do combate a corrupção acontece em nós mesmos, como bem ensinou Jesus Cristo: "Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então verás bem para tirar o argueiro que está no olho de teu irmão."

Por ter me alongado muito, não entrei aqui no assunto dos evangélicos envolvidos. Isso será assunto para um outro post.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Igreja Gay: Uma vergonha para os evangélicos!

Semana passada, no dia 27 de Novembro, uma das rádios evangélicas de maior popularidade do Brasil exibiu um debate sobre homossexualismo. Entre os participantes estavam o Pr. Silas Malafaia, o Desembargador Fábio Dutra, o Pr. Paulo Afonso, o Pr. Augusto Miranda, o Pr. Paulo César e o Pr. Marcos Gladstone. Este último é líder da Igreja Contemporânea do Rio de Janeiro, conhecida como "igreja gay".

Gladstone é homossexual assumido, e declara ser casado com seu companheiro e também pastor Fábio Inácio.

O debate poderia ter sido muito proveitoso, caso não houvesse alguns momentos desrespeitosos, onde as partes se atacaram mutuamente.

Silas, como sempre, vociferou suas opiniões sem o menor recato, chegando ao cúmulo de referir-se aos seus opositores que assistiam no auditório da rádio como "bonecas". No final, retratou-se, sabendo que isso poderia lhe render uma ação jurídica.

Se todos mantivessem a linha, muitas coisas poderiam ter sido esclarecidas. Oportunidade desperdiçada.

Tive pena do Gladstone. Embora discorde de seus posicionamentos, acho que ele merece respeito, como qualquer ser humano.

Silas disse que não há igreja evangélica gay, nem tampouco "pastor gay". Gladstone, para revidar, afirmou que era pastor reconhecido pela Federação de Teólogos do Brasil (ou algo do gênero).

Um dos momentos mais curiosos foi quando Gladstone afirmou que muitos pastores e filhos de pastores já o procuraram em sua igreja, confessando que eram gays. Não duvido nada! Conheço o caso em que um pastor foi flagrado sentado no colo de um obreiro.

Definitivamente, a igreja evangélica brasileira não está preparada para discutir um assunto tão polêmico como este. Falta maturidade, finesse, e sobretudo, amor.

Por que acho que é uma vergonha para os evangélicos que haja uma igreja gay? Simples. Esta igreja só surgiu para preencher uma lacuna deixada pela igreja evangélica. Se os gays fossem acolhidos em nossas comunidades, a fim de que fossem expostos à Palavra de Deus, eles não teriam qualquer razão para buscar uma igreja dedicada exclusivamente a eles.

Não estou dizendo que as igrejas deveriam legitimar sua conduta. Não! Apenas afirmo que devemos ser mais misericordiosos, compassivos, agindo mais ou menos como nosso Mestre agiria.

Me recuso a acreditar que Jesus os rechaçaria. Também não acredito que Ele estimularia que Seus seguidores se entrincheirassem contra os homossexuais, como tem sido feito.

Tornamo-nos seus inimigos número 1. Como poderemos evangelizá-los? Como poderemos conduzi-los aos pés do Salvador?

Será que somos melhores do que eles? Será que nossa avareza, idolatria, inveja, carnalidade, ocupam um lugar de menor importância dentro da lista de pecados condenados pela Palavra?

Sinceramente, creio que a Igreja deveria se manifestar solidária a todo grupo humano minoritário que buscasse ser respeitado. Sem endossar qualquer que fosse a conduta pecaminosa, deveríamos comprar uma briga pelas prostitutas, homossexuais, seguidores das religiões afro-brasileiras, ciganos, etc.

Te escandalizei?

Pois o Cristo a quem sirvo também escandalizou os religiosos pudicos de Sua época ao colocar-se em defesa da mulher adúltera, desmascarando a pseudosantidade dos religiosos que queriam apedrejá-la.

Tornamo-nos tão diferentes de Jesus. Estamos sempre do lado errado. Do lado dos poderosos, dos mantenedores do Status Quo, dos corruptos, dos salafrários.

Repito: não acho que devemos baratear a mensagem do Evangelho, endossando qualquer conduta que não se coadune com seus valores e princípios.

Porém, acredito que devemos usar de misericórdia, tanto quanto dela necessitamos. Afinal, são os misericordiosos que alcançarão misericórdia.

Ao xingar seus oponentes de 'bonecas', ou 'meninas', Silas Malafaia revelou o lado preconceituoso daqueles a quem ele julga representar. Foi um desserviço à causa do Evangelho.

Nunca vi ninguém se converter no calor de uma discussão.

Se queremos ser respeitados, devemos, antes de tudo, respeitar, mesmo o mais vil pecador. Não somos melhores do que eles.

Que tal se olharmos para nós mesmos como fez Paulo, que considerou-se o principal dos pecadores?

Que tal se deixarmos de olhar para o outro de cima pra baixo, e considerar-nos igualmente carentes da graça de Deus?

Que o Projeto de Lei 122 precisa de ajustes, não resta dúvida. Mas não será com xingamentos e ataques que vamos reverter isso.

O que não se pode negar é que o debate serve mesmo é a interesses políticos daqueles que se fiam na ingenuidade do povo evangélico para se elegerem.

Igreja nenhuma deveria sentir-se ameaçada por qualquer que seja a PL. Faz-se um escarcel danado para que os crentes pensem que a tal "ditadura gay" vai obrigar às igrejas a aceitarem e celebrarem o casamento entre pessoas do mesmo sexo. E assim, os propineiros vão se elegendo e agradecendo ao deus Mamom pelas "graças" recebidas.

Bem... Esta é minha humilde opinião. Você tem todo o direito de discordar.

Hermes C. Fernandes

[REVERBERADO]

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

A lógica da Verdade e a mentira


Só há uma videira verdadeira, isto é verdade.

Alguns ramos serão enxertados, outros cortados, isto é verdade.

Os ramos que forem cortados arderão no “fogo do inferno”, mesmo que este conceito não esteja claramente definido, isto é verdade.

Os ramos que não foram cortados e os enxertados têm a vida eterna, na presença do Pai, isto é verdade.

Os ramos enxertados são aqueles que o Pai escolheu para o seu Filho, isto é verdade.

O Filho nos diz que dos seus não perderá nenhum, isto é verdade.

Afirmar que a videira verdadeira é o sistema denominacional instalado, isto é mentira.

Afirmar que “quem não se submete ao poder eclesiástico denominacional é ramo cortado”, isto é mentira.

O judaísmo diz isso a mais de dois mil anos, isto é verdade.

A ICAR diz isso a mais 500 anos, isto é verdade.

Os evangélicos estão dizendo a mesma coisa atualmente, isto é verdade.

Se eles estivessem certos, só seriam igreja e estariam na vida eterna os judeus, isto é lógica.

Ô povo que não tem olhos para ver e ouvidos para ouvir, isto é mentira ou verdade?


[REVERBERADO]

Imagem


Fonte: Da Graça, a pequena

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Dia do evangélico

Com a intenção de prestar honraria e destaque à esta camada "representativa" da sociedade brasileira, sob protestos de alguns e agradecimentos de outros que amam um feriado (feriado facultativo pelo menos em Brasília), o poder legislativo estabeleceu que 30 de novembro (hoje) "comemora-se" o dia do evangélico.
Há quem diga que mártires protestantes, perseguidos pela "santa" inquisição, iriam olhar com alegria uma data como esta.
Eu particularmente, tenho minhas ressalvas, mas em memória destes, que com sangue e lágrimas propagaram as boas novas de cristo em troca de suas vidas, admito a idéia.
Infelizmente, dizer-se evangélico nos dias de hoje, não significa absolutamente nada! Não significa que o amor e o perdão são as principais características, não significa que a honestidade, benevolência, misericórdia e mansidão acompanham nossas ações.
Hoje em dia, dizer-se evangélico significa "pertencer" a uma denominação (a melhor, a nossa sempre é a melhor) e em conjunto, não mais "pertencer" ao mundo (mesmo que este nos pertença). Essa combinação de entendimento, leva o dito evangélico a agir com uma postura exclusivista e descriminatória, onde mesmo que se negue ao extremo, o pensamento é de que "somos diferentes dos demais!"
Tal pensamento, provavelmente, é oriundo do antigo testamento bíblico, onde os judeus carregam o predicado de o Povo Escolhido e uma vez que nós, povo gentílico, fomos enxertados nessa árvore através de Jesus Cristo, aplica-se assim, a mesma titularidade para todos aqueles que se tornarem crentes. Com isso, o que deveria ser fonte de gratidão e arrependimento, por tal favor imerecido, torna-se um quarteto de orgulho, altivez, arrogância e discriminação por parte dos ditos evangélicos em relação ao resto da humanidade.
Fica explícito pela condução deste texto, que não compactuo com tal pensamento usurpador, nem tão pouco, com as atitudes de pessoas que desta maneira se portam.
Fico grato a Deus por conhecer pessoas evangélicas que me emocionam em seu testemunho de vida e abnegação pessoal. Mas sou grato a Deus também, por conhecer pessoas não-evangélicas que me proporcionam a mesma emoção pelo seu testemunho de vida e abnegação pessoal.
Jesus, o Cristo, veio para nos ensinar várias coisas, uma delas é que o nosso próximo, aquele a quem devemos amar e socorrer, não possue distâncias. Pode ser nosso conjuge como também, nosso desafeto samaritano.
Espero que neste dia do evangélico, possamos refletir sobre a nossa caminhada cristã, que não pode ser exclusivista, pelo contrário, deve ser conciliadora.
Suspeito que os mártires do passado, e os caminhantes do evangelho de hoje, pouco se importam com essa data. Suspeito que os afazeres, não os de Marta, mas os de Maria, preciosamente lhe ocupam a maioria de seu tempo.

Podcast Irmãos.com - A Ditadura da Incredulidade


Saiu o novo podcast dos Irmãos.com!
Neste podcast, Paulinho Degaspari, Adriana Degaspari e Cassiano recebem Zé Libério da Toca do Estudante para trocarem ideias sobre a ditadura da incredulidade estabelecida no ambiente universitário.

"Conheça os tipos de cristãos que chegam às universidades, entenda por que muitos deles enfrentam dificuldades para se adequarem à nova cultura e saiba como começar uma toca do estudante no seu campus."

Esse podcast está muito bacana. O Zé Libério é uma FIGURASSA!

(Duração: 01:16:14)

[REVERBERADO]
Fonte: Irmãos.com

domingo, 29 de novembro de 2009

Boa Vizinhança - Nova seção no blog


Estamos inaugurando aqui no Blog, uma nova seção: Boa Vizinhança.
Nesta nova seção, todos os meses iremos indicar e criar um "banner avatar" (nem eu sei o que é isso direito) de algum blog que acompanhamos.
Pra que isso? Em troca de que? Nada! Sem interesses de reciprocidade. Sem responsabilidade pelo conteúdo do blog indicado. Apenas para exercer uma política de boa vizinhança na blogosfera.
A primeira indicação que irá representar o mês de dezembro-2009, é a do Blog da Claudia, da blogueira (que chique isso) e amiga Claudinha, que já foi mencionada aqui no aniversário dela.
Em seu blog, Claudinha fala o que der na telha, como ela mesma diz. Com a colaboração do seu esposo Osias, o blog discorre sobre a "saga" de uma riopretense em terras capixabas, além de tratar de assuntos diversos.

Fonte da imagem

sábado, 28 de novembro de 2009

SALMOS

Se o Senhor não estivesse do nosso lado; que Israel o repita:
Se o Senhor não estivesse do nosso lado quando os inimigos nos atacaram, eles já nos teriam engolido vivos, quando se enfureceram contra nós; as águas nos teriam arrastado e as torrentes nos teriam afogado; sim, as águas violentas nos teriam afogado!
Bendito seja o Senhor, que não nos entregou para sermos dilacerados pelos dentes deles.
Como um pássaro escapamos da armadilha do caçador; a armadilha foi quebrada, e nós escapamos. (LH: A armadilha quebrou, e ficamos livres.)
O nosso socorro está no nome do Senhor, que fez os céus e a terra.
Salmos 124: 1 ao 8.

Seja Livre!!!! O Senhor Deus, é o teu SOCORRO